CAMINHO

CAMINHO
Caminho longo, florido em lugares,
Pedregoso em outros.
O início é plano, colorido.
Continua aprazível por um médio trecho.
Água límpida, que sacia a sede,
De um córrego amigo pelo percurso.
Outras áreas de flores, dádivas,
Enfeitam a paisagem e inebriam o coração.
Os andantes seguem felizes.
Até o encontro de pedras.
Pedras pequenas, fáceis.
Maiores e difíceis.
O Sol esquenta o frio,
E dá força à vida.
E o caminho segue ...
Levando ao destino os que o percorrem.
O Sol os acompanha,
Clareia as densas sombras,
Os guia
Na procura.
Na escuridão da noite, cede lugar ao luar.
Lua e Sol distribuem suas luzes na hora necessária.
O Sol os leva ao final do caminho
Para apresentar-lhes o Vale do Sol!
Morada da felicidade ...
..........................................................................................
Domingo com luz do Sol a você!
Escrito por Hilda às 23h15
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Receita a minha moda - Empadinhas ou Torta de Queijo
Casa da Sogra sem receitas, não é casa da sogra!
Renata, minha amiga, há dias pediu essa receita. Prometi enviar pelo e-mail e esqueci. Agora pensei, vai que outras amigas e amigos (por que não?), queiram também. Disse amigos porque minhas receitas são fáceis, nada de muito trabalho na cozinha e até você, meu leitor, será capaz de fazer. Quer dizer, às vezes busco receitas elaboradas, demoradas. Nessas ocasiões coloco uma placa de “Entrada Proibida”, na porta da cozinha.
Sei, ... está querendo saber o porquê, não é?
Está bem, eu conto: porque no tempo que estou misturando ingredientes, ou descascando legumes ou tratando uma carne, é quando minha mente viaja legal! É nesse tempo que surgem idéias criativas, ou resolvo pendências, ou dissolvo mágoas, ou revivo dias felizes, ou sonho fantasias, antes também, até planejava vinganças!
Bom, vamos as empadinhas de queijo, senão a Renata pára de ler, ela é meio nervosinha . (espero que ela não leia isso!):
Renata pegue aí uma vasilha e coloque nela, 200 gramas de margarina culinária e junte duas gemas e tente, com um garfo, misturar os dois ingredientes. Não me xingue porque a culpa não é minha deles não se misturarem, mas dá para fazer a margarina ficar assim tipo, moída e navegando pelas gemas.
Mas atenção, Renata, para uma receita ficar saborosa tem que ser feita com amor. Não, não é outro tipo de ingrediente ou recipiente. É o velho amor que tão bem conhecemos e queremos, sentimento mesmo. Sinta amor, enquanto prepara as empadinhas, por quem irá saboreá-las, entendeu? A seguir, com o amor instalado em seu coração, coloque uma colher de café de sal e misture, depois vá adicionando e misturando com carinho 24 colheres de sopa de farinha de trigo. Tudo ligado forre forminhas de empadinhas ou uma forma redonda de uns 20cm de diâmetro, sabe o que é diâmetro, não é? Para “forrar” as forminhas ou forma, coloque um pouco de massa dentro da forminha ou forma e com as mãos, elegantemente vestidas por luvas descartáveis e sem uso, espalhe a massa comprimindo-a na forma e tentando distribuí-la uniformemente. Sei que você consegue!
Agora o recheio, porque empadinha ou torta que se preze, tem que ter recheio. Igual a nós, e recheio dos bons como devemos ter, trabalhado, questionado, acrescentado sempre de novos ingredientes e modificado quando necessário. Sorte que o recheio das empadinhas é bem mais fácil de se conseguir e mais rápido, que o nosso.
Está bom Renata, não perca a paciência, vou relacionar os ingredientes e, ao mesmo tempo, ensino o que fazer com eles. Assim:
Pegue na geladeira, 4 ovos, 1 1/2 xícara de leite e 250 gramas de queijo Minas. Na dispensa, que imagino você tenha, pegue 2 colheres, das de sopa e rasas, de farinha de trigo e no armário de guardar todos os trecos que necessitamos na cozinha, pegue o liquidificador.
Agora amorosamente, coloque os ovos, o leite, o queijo cortado em pedaços pequenos, ou se tiver paciência rale no ralador. Óbvio, seria onde?
Ahh ... e não faça como acabei de fazer e esquecer de colocar 1 colherinha das de café, de sal, junte também a farinha, ligue o liquidificador e como uma Ana Maria Braga ... sambe ao ritmo maravilhoso dele afinal, você está realizando um ato de amor, está feliz, então ... dance sorrindo e sonhe com prazeres.
Bateu e sambou bem? Ótimo, agora despeje o recheio nas forminhas forradas com a massa e não exagere para não derramar, ok? Já pode colocá-las no forno em temperatura média, tipo 200 graus. Enquanto assa as empadinhas, ligue e me convide para que eu experimente e avalie, combinado?
Se a preguiça estiver presente em teu físico e preferir fazer a torta, pode temperar o recheio com uma pitada de noz moscada e pimenta. Também frite, ou coloque sobre uma folha de a papel absorvente e leve ao microondas por 1 minuto, tiras de bacon e distribua no recheio da torta e ... forno nela. Também preciso degustar a torta para comprovar se você seguiu meus conselhos. Se quiser uma torta mais leve, troque o bacon por rodelas de alho porro, ou de palmito ou de abobrinha. Tente, invente, ouse!
Sucesso no empreendimento, irá se sentir orgulhosa ao admirar o resultado final ... como em tudo que faz de bom pela vida!
Escrito por Hilda às 23h12
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CARTA AO VOCÊ
Prezado Você,
Faz tempo que desejo lhe escrever. A demora se deu por querer conhecê-lo melhor, saber de seus sentimentos, suas preferências, de seus desagrados, se existem mágoas, se errei e onde errei.
Não que agora já saiba, isso é impossível, concorda? Como saber o que passa pelas emoções de outro? Se nem as minhas sei avaliar!
Por exemplo, por que hoje estou curiosa, ontem estive saudosa, em outros dias, bem humorada, ri muito e escrevi coisas alegres? Amanhã, se existir, talvez esteja meditativa, ou triste, ou desinteressada, ou alegre e feliz. Ainda pode acontecer estar irritada ou depressiva sim, porque ninguém é perfeito e essa blogueira, também é uma alguém.
Hoje, tenho uma vaga idéia de você.
Voltando ao objetivo dessa carta, quero lhe dizer que, você é meu alvo aqui, é no Você que me inspiro, é para o Você que me dirijo, quer dizer, nem sempre, mas na maioria das vezes.
Explico o “nem sempre”:
Ao compor um texto, minha concentração está voltada para o Você, nem penso em outros que até podem estar à minha frente. Viajo até você, fantasio o Você, o crio em minha imaginação e o faço interessado na minha escrita, e me convenço disso, e até me atrevo a enviar recados subjetivos.
Em outros dias, naqueles que a introspecção me pega, esqueço o Você e escrevo para mim mesma, como numa autoterapia vou desencravando arquivos ocultos do meu inconsciente e colocando na janela em branco do Word. Quando termino, leio e sinto como que tivesse dado a luz aos arquivos. Se bons e agradáveis, o que dificilmente são, pois se fossem não estariam ocultos, salvo-os no consciente, caso contrário deleto, igual faço aqui no Word.
Você, só contei essa história de arquivos ocultos, para pedir que me desculpe pelas vezes que aconteceram, sei que não tenho o direito de o fazer meu analista, sei que minha concentração e objetivo, tem que estar em você.
Sabe Você, adoraria saber sua opinião sobre a Casa da Sogra, se te diverte ou distrai de alguma forma. Ou se é chata, como uma verdadeira Casa da Sogra, se a sogra é implicante e intrometida. Se estiver com vontade de se deixar conhecer um pouco, faz assim: veja na coluna, ao lado esquerdo dessa página, tem um link: “DÊ UMA NOTA PARA MEU BLOG”. Gostaria de saber sua avaliação. Seus comentários também ajudarão. Sugestões de assuntos também seriam bem interessantes e muito bem recebidas. Afinal, na Casa da Sogra, todos podem palpitar.
Até outra!
PS: Prometo, para amanhã, um post legal, não perca! 
Escrito por Hilda às 23h36
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ONDE

Técnica: Bico de Pena
Onde estão minhas lembranças,
Vividas,
Queridas.
Minhas recordações
Felizes.
Perdi em alguma estação
Por onde andei.
E as tristes,
E amargas,
Vivas e atuantes.
............................................
Se não as tenho mais,
É porque não foram,
Foi ilusão.
Foram anos em vão ...
O vazio hoje preenchido,
Expulsa as sofridas,
Recompõe as perdas,
Constrói novas,
E plenas.
As que não foram,
Onde estão, fiquem.
Inúteis se fizeram,
Como a vida que viveram.
Hilda
Escrito por Hilda às 23h14
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Contando Conto
E-MAIL QUE MEREÇO POR ALGUM MAL QUE FIZ NA NET
AGRADECIMENTO
Agradeço à Alessandra Ferrari –TYBUT pelo e-mail que me enviou e que serviu de tema para esse conto. Na mensagem é explicado o funcionamento de um produto importante, útil e necessário para todos, sei que estão curiosos para ler .... então, leiam e conheçam e instruam-se.
Assunta acordou antes do horário diário, sua ansiedade foi mais hábil que o despertador. O banho foi mais demorado os cuidados pessoais também, assim como a maquiagem discreta. Decidir a roupa foi difícil, queria estar elegante e singela, nada daquelas sainhas curtas e sapatos com saltos de vinte centímetros, que costuma usar, menos ainda as calças coladas ao corpo com blusas que a qualquer movimento dos braços exibissem sua barriga, reta e bronzeada. Achou no guarda-roupa um traje mais ou menos do jeito pretendido. Não queria ser notada pelas roupas, mas sim por ela!
Era uma mulher perto dos trinta anos, bonita e estudada. Assunta não sabia porque era tão difícil para ela manter um relacionamento. Namorados teve vários, mas nunca por mais de um mês. E Assunta sonhava com casamento. Queria também falar, orgulhosa, para os colegas de trabalho, no final do expediente, que estava apressada pois o desejado companheiro a esperava morrendo de saudades e com muito amor para dar ... ahhh ... se Assunta fosse uma formiguinha e acompanhasse as colegas até suas casas!
E Assunta pelo caminho, até seu solitário apartamento, seguia triste por saber que abriria a porta e encontraria a escuridão vazia como companheira e se perguntava: por que o Vivaldo me deixou sem um único telefonema? Dei tanto amor a ele, tanta atenção, telefonava várias vezes ao dia para dizer que estava saudosa e que o amava, para perguntar-lhe se me amava também, se estava tudo bem no trabalho e com sua saúde, para perguntar se a secretária estava se insinuando para ele, para saber se queria que preparasse um jantar romântico para nós ...
Mas hoje Assunta sabia que o novo chefe notaria sua beleza e se renderia de paixão.
Assunta pronta e preparada para o dia, espargiu o perfume generosamente pelos braços, pelo colo e um pouco pela roupa, que segura o aroma por mais tempo. Feliz e radiante, interfonou ao porteiro José para avisar que iria descer. José avisou ao manobrista para trazer o carro de Assunta assim, quando ela desceu o carro já estava parado na rua, frente ao portão do prédio.
Assunta passou pelo porteiro José e o cumprimentou com o melhor sorriso simpático que criou, ele respondeu meio espantado, pois normalmente ela passava por ele como se ainda estivesse dormindo. Pareceu a Assunta que a expressão do porteiro José foi de admiração... sorriu por dentro para si mesma ... é, iria dar certo!
Continua no post abaixo
Escrito por Hilda às 23h43
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Continuação ...
Ao chegar ao lado do carro, Assunta foi surpreendida pelo quase ataque de dois cães, surgidos sabe-se lá de onde. Entrou rapidamente no carro e os cães com as patas no vidro ao lado dela, línguas penduradas fora das bocas, ganindo em desespero ... Assunta ligou o carro e saiu rápida. Estacionou o carro na garagem do prédio onde trabalha, ajeitou os cabelos com a mãos, olhou-se no espelho para aprovar o batom, respirou felicidade e subiu.
Entrou na sala com o sorriso simpático que tinha aprendido e seu Bom Dia foi reservado, voz modulada e controlada ... alguns nem responderam por não a terem ouvido e sequer notaram quando Assunta passou por eles em passos pequenos e lentos. Um sinal de alerta acendeu na mente de Assunta, que pensou: estranho!
E o chefe hoje, só chegaria após o almoço. Como de costume Assunta foi com os colegas almoçar num self-serv frente ao prédio em que trabalham. Assunta estava cabisbaixa, nenhum dos homens ao seu lado parecia notar-lhe, até se mantinham distante dela. Ao saírem do prédio, enquanto esperavam para atravessar a rua, surgiu um cachorro correndo, parando ofegante ao lado dela, cheirando-a e ela, apavorada, atravessou a rua correndo com o cão a seguindo lado a lado e ganindo em desespero. Antes de entrar no restaurante, Assunta ainda viu outros dois cães vindo em corrida desenfreada. A saída após o almoço foi igual, cães desesperados a farejando. Guta, uma colega, perguntou-lhe discretamente: Não será esse perfume que está usando? Tem um cheiro forte e enjoativo, desculpe te dizer, mas sou sua amiga. Assunta enrubesceu e... não controlou o choro convulsivo.
Inventou uma forte dor e foi dispensada do trabalho. Antes de chegar no prédio que mora, ligou ao porteiro José e o avisou que ela mesma iria estacionar seu carro na garagem, não o deixaria na rua como sempre para o manobrista estacionar.
Subiu ao seu apartamento, tirou as roupas e as colocou no lixo e se enfiou por horas, sob o chuveiro, chorando e maldizendo a hora em que leu aquele maldito e-mail! E o pior, acreditou nele e comprou o perfume!
FIM
Continua no post abaixo.
Escrito por Hilda às 23h41
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Continuação ...
Acho que deixei você curioso, não é? Que e-mail é esse, deve estar pensando. Pois é ... recebi esse e-mail e não resisti e pelo assunto, criei a Assunta e sua história. Vou colar aqui somente uns trechos do tal e-mail:
De: Alessandra Ferrari -TYBUT [mailto:BZMSZCUYU@msn.com] Enviada em: quarta-feira, 19 de abril de 2006 23:08 Para: Hilda
Assunto: Como agem nossos mais primitivos instintos –I
"O segredo da sedução pode estar no cheiro. Cientistas americanos provam a existência dos feromônios humanos..." Playboy.
Cientificamente comprovado em laboratório, o feromônio age com base nos mais primitivos instintos dos seres humanos.
Imagine-se simplesmente irresistível ao sexo oposto... elas/eles te olhando mais, sorrindo mais, conversando mais, o/a seduzindo mais? Mais romance, mais sexo. Isso lhe faria uma pessoa mais feliz? Você se sentiria mais confiante? Se a sua resposta for sim, você precisa conhecer melhor essa descoberta que é 100% garantida de funcionar!
.................................................................................................................
Muitos bla, bla, blas ... e termina assim:
Hoje, nós da Livercon Internacional temos o prazer de sermos os representantes oficiais do feromônio Apaixonante, um perfume com concentrado de feromônio humano, em 2 versões: Apaixonante Masculino para Atrair Mulheres e Apaixonante Feminino para Atrair Homens.
Entre em nossos sites e obtenha maiores informações sobre o Apaixonante:
(Se alguém quiser ler o texto todo do e-mail, ou conhecer o site do Livercon, é só pedir que divulgo.)
Escrito por Hilda às 23h24
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Coisas do Cotidiano
CELULAR, TELEFONE ...
Celular, maravilha de nossos dias! Como vivíamos sem ele? Como resolvíamos nossas pendências urgentes? Lembram...?
A gente no meio de um trânsito caótico, precisando avisar no trabalho que logo chegaríamos, ou pedir ao cliente para esperar que estávamos a caminho, ou ligar para escola dos filhos avisando estar presa no trânsito.
Ahh ... e como controlávamos nosso companheiro? Como saber que o fiel marido não estava num motel com a secretária? Ou se divertindo com amigos?
E ficar aguardando chegar em casa para ligar à amiga íntima e contar as desilusões do dia e pedir ombro para chorar? Ou contar as últimas novidades de outra amiga comum? Ou então ligar ao namorado e confirmar se o encontro estava ainda na pauta dele, e decidir rapidamente, o que vestir?
Sim, celular é a maior maravilha dos últimos dias!
Só quando precisamos!
Que a verdade seja aqui assumida!
Pois em outras inúmeras vezes é invenção criada na casa do demo! Só para infernizar nossos dias. Não acredito que você, que está lendo, não tenha tido pelo menos uma vez, vontade de atirar o aparelhinho contra a parede mais próxima, por mais bonito, brilhante e pequeno que seja, mesmo que tire fotos ou acesse a Net e envie arquivos.
E as “saias justas” que ele nos coloca quando esquecemos de desligá-lo, ou não tivemos o tempo necessário para isso? Ou ouvir as irritantes “sua mensagem será encaminhada à caixa postal...”?
E quando não ouvimos o toque avisando de uma chamada, mais que preciosa e, às vezes, já fora do momento certo, a vemos lá ... confesso que numa dessas situações o meu foi confrontar a fortaleza da parede! E perdeu! E eu, perdi parte dos parcos recursos, e fiquei pensando se não deveria colocar aquele aparelhinho para surdez! E como esse episódio foi recente, estou pensando seriamente, em adquirir um desses, só para usar sempre que estiver esperando “O Telefonema”!
E o velho telefone, antes de pulso agora de toque?
Quando fui apresentada à internet, amava-o! Até carinhos lhe fazia, quer dizer, isso quando conseguia uma conexão com certo grau de eficiência. Também quando ele me ajuda, rapidamente, a resolver coisas, a me informar notícias importantes ou poder diminuir saudades.
Mas às vezes também tenho ímpetos de mandá-lo para a parede! Existe coisa pior do que estar ocupada e inteiramente voltada ao que está fazendo e ouvir seu chamado insistente; largar tudo e atender o dito cujo e ouvir as lengas-lengas de vendedores de cartões de crédito, de assinaturas de jornais e revistas, ou os pedidos de ajudas financeiras, ou o desculpe, foi engano, isso quando pedem desculpa. E os atuais golpes, para tentarem colher dados e informações pessoais?
E as contas ao final do mês?
Hunn ... precisamos desenvolver o dom, que dizem os entendidos, possuímos, a capacidade de comunicação mental. Telepatia! Isso sim, seria “A Maravilha” e a única forma de não precisarmos mais de telefones, celulares ... ou qualquer outro instrumento de comunicação torturante e custoso. Enquanto não conseguimos ...
TRINN ... TRINN .... ALOO OW?
Escrito por Hilda às 00h06
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EXPLOSÃO
Pétalas flutuam e pousam no chão por onde piso, meus passos procuram não atingi-las.
pétalas e pétalas caem ...
pequenas, grandes e menores, de cores que não se repetem ...
pétalas e pétalas caem ...
perfume ora de rosa ou de cravo, ora de alfazema ou jacinto, ou de lírio, ora de jasmim ou orquídea ou azaléia e inebriam ...
pétalas e pétalas caem ...
criando mosaicos coloridos ...
pétalas e pétalas caem como chuva de verão ...
pétalas e pétalas caem colorindo o solo ...
pétalas e pétalas caem ... estendendo-se pela planície, pelos telhados, pelas copas das árvores, pelos morros. O mundo colorido por pétalas perfumadas. Meus pés agora as tocam e por elas são acariciados e sentem toda a suavidade e delicadeza.
Pétalas e pétalas caem ... por que caem as pétalas?
Vulcão em erupção despejando lava colorida, perfumada e suave?
Pétalas e pétalas caem, caem e caem ... lançadas pela explosão do Amor ...
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Que as pétalas do Amor pintem sua semana em cores vibrantes ... Hilda
Escrito por Hilda às 23h29
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Contando Conto
CIBER AMOR
Caprichara tanto ... para nada. Lá estava ela de volta, sozinha. E olha que agüentou valentemente e manteve a aparência e o semblante sereno - ou pelo menos tentou -, até o último freqüentador pagar a conta e sair. E quando o último passou por ela e olhou nos seus olhos por alguns segundos, seu coração bateu forte, sentiu a respiração se alterar. Não que ele fosse o que ela avaliava como um homem atraente. A calvície estava começando a se apresentar, o perfil de seu corpo já mostrava aquele "esse" tão comum de todo homem, casado ou ex-casado, depois dos trinta e muitos anos. Sabem qual "esse", não é? Aquele que eles costumam identificar como o sinal de prosperidade, mas que ela considerava como sinal de acomodação, de excessos alimentares e alcoólicos com que se enganam e se consolam pelas frustrações e derrotas que sofrem pela vida. Mas era um homem, e era tudo o que precisava naquela noite. Um homem que a amasse e lhe sussurrasse frases românticas. Sim, pra piorar ela ainda era uma romântica!
Arrancou a roupa do corpo, jogou no chão e ficou olhando pro vestido de renda preta que custou a sobra do salário do mês e também do próximo, e no qual havia depositado toda sua esperança ... tinha se achado tão atraente dentro dele! Nem limpou do rosto a maquiagem caprichada, não queria se olhar no espelho, se enfrentar! Resolveu ligar o computador, se relacionar com o mundo através dele ... foi quando encontrou um daqueles "sites" de bate-papo. Virtualmente se batizou Veruska, sempre considerou esse nome sensual.
A solidão também estava junto dele quando fechou a porta do apartamento. Nem outro uísque com gelo conseguiu arrancar aquela sensação de estar só num mundo onde todos pareciam acompanhados e felizes. Aí lembrou da maneira como foi olhado por aquela mulher quando saiu do bar. Porque ele não parou na sua mesa? Percebeu tristeza e solidão, quase a cumprimentou mas, aquela maquiagem horrorosa e aquele vestido que não escondia a passagem do tempo nem a falta de exercícios físicos não deixaram. Resolveu ver se alguns de seus amigos virtuais estavam presentes na sala de bate-papo, na Internet, que costumava freqüentar.
O Lordman entrou no bate-papo, procurou pelos nomes conhecidos e reparou naquele, Veruska ... Não lembrava de já ter visto esse nome por ali! E a Veruska não mandava mensagem pra ninguém, será que só conversava no reservado? Seria tímida, ou estaria ocupada conversando com outros? É, essa Veruska deve ser alguém interessante, imaginou. Dirigiu-se à Veruska.
_ Lordman: De onde teclas?
_ Veruska: De Pirapora, conhece?
_ Lordman: Jura? Eu também!
Ela se descreveu com a maior sinceridade e com a mesma sinceridade contou sua solidão, sua paixão pelos animais, suas preferências musicais, seu inusitado prazer em colecionar listas telefônicas ... tinha centenas delas, até uma que ela tinha trazido de um hotel da Conchinchina, todas empilhadas na sala, duas das pilhas já tinham alcançado o teto do apartamento e outra já estava quase lá também!
Ele a achou inteligente, interessante, gostou e se identificou em seus princípios, em seus posicionamentos frente aos imprevistos da vida! E ainda a mesma solidão, quase os mesmos gostos, a mesma mania de colecionar coisas, só que ele colecionava caixas de sapatos, também tinha pilhas delas e ninguém entendia essa sua paixão !
Depois de alguns dias e de muitas conversas digitadas, ao ouvir pela primeira vez a voz dele ao telefone, ela tremeu de emoção ... começou a acreditar que Papai Noel existia! Ele era tudo que ela sempre procurou ... tinha certeza que também gostaria do seu cheiro, do contato de sua pele ...
E o primeiro encontro aconteceu sem surpresas, sem decepções, com todo amor que, involuntariamente, vinham economizando e concluíram, intimamente, que o outro era de fato atraente e bonito, inteligente e interessante como tinha se descrito!
Nenhum dos dois se reconheceu naqueles freqüentadores do bar, solitários e últimos...
Escrito por Hilda às 00h29
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Coisas do Cotidiano
Pontual? Sou sim ...
Pontual e em cima da hora, nem um segundo a mais, nem um a menos, ofegante mas, cronometricamente pontual. A duras penas, confesso! Quer dizer, isso em casos de compromissos, de trabalho ou de negócios ou então, sessão de teatro, ou cinema, ou show, ou embarques de avião, de ônibus ou de navio com passagens compradas com antecedência.
Muitos me dizem que querem que eu vá buscar a morte deles, sei lá porque essa vontade, mas se querem vou. Sei que irei chorando muito, mas com minha imagem nas melhores condições possíveis! Pois é, apesar dessas considerações contrárias, me vejo uma mulher pontual.
Sou sim, e ninguém tem nada a ver com o fato que meu anjo da guarda deve estar todo cheio de pinos de platina pelo corpo e asas, de tanto me salvar das corridas desenfreadas, com o carro pelas ruas, para chegar no limite zero de horários determinados. Pensam que é fácil sair de casa sentindo-se bem, confortável, preparada para o que der e vier?
Uso o tempo mínimo necessário que toda mulher precisa para se sentir bem ao sair de casa. Tomo banho rápido, depois o creme pelo corpo, visto o roupão e vou decidir a roupa. Antes observo o tempo e calculo as horas que ficarei com ela, analiso se poderá haver mudança de temperatura durante essas horas e que tipo de roupa a situação pede. Depois dessa difícil decisão, vou cuidar da imagem facial. Ela é muito importante, ninguém fala com outro sem olhar no rosto, principalmente nos olhos. Enfrento o espelho e noto olheiras aparecendo: corretivo nelas. Ao retocar as sobrancelhas vejo uns pelinhos que não deveriam estar lá, e todo o dia tem algum intrometido. Uma pinça e rapidamente acabo com eles. Hunn .. nariz com brilho? Isso não, um bom pó aplicado com um pincel macio, resolve. Os olhos tem que mostrar vivacidade e uma sombra leve, imperceptível aos olhos leigos, e rímel nos cílios são a solução. Agora é só pentear o cabelo, brigar com alguma mecha que dormiu de mal jeito ou então, no caso de estarem molhados, escova e secador neles.
A seguir é só vestir a roupa escolhida e encontrar os acessórios e bijouterias adequadas. É difícil decidir, mas consigo.
A boca também é bem focada, precisa estar com seu contorno destacado e, se necessário, melhorado, pra isso um lápis de contorno labial, na cor do batom. Já o batom exige algum estudo ... que cor combina com a roupa que vesti? Decido rápido, acho o lápis adequado, faço o contorno e preencho com o batom.
Falta escolher o par de sapatos e para isso tenho que pensar ... vou ficar muito em pé ou vou caminhar muito? Preciso decidir o que combina e o que será confortável. Experimento um, outro e outro e resolvo por um par.
Ahh ... esqueci o perfume! Como sair não perfumada?
Só falta a bolsa e que combine com tudo!
Ela decidida, tenho que abastecê-la com as necessidades: batom que usei, óculos, lenços de papel, pente, escova de dentes, absorventes, estojo de pó pro caso do nariz brilhar de novo, celular, um pequeno bloco para anotações que surgirem, caderneta telefônica, aquele amuleto que não largo, lenços umedecidos e desodorantes se o banho vencer, um pequeno vaporizador com perfume, carteira com documentos e algumas poucas notas de dez reais e o cartão de crédito, quase sem crédito. Totalmente pronta e sensação de dever cumprido comigo mesma.
Tiro o carro da garagem, coloco o cinto de segurança e lembro - é, não tem uma vez que consigo ir embora na primeira saída -, esqueci os documentos do carro ...
Olho o relógio: estou mais que atrasada ...
E penso, por que não nasci homem? Só banho e barba uma vez ao dia. Roupa sempre igual, camisa e calça, e as vezes, um terno e gravata e a mesma pasta de trabalho. E ainda reclamam que demoramos a nos aprontarmos para sair!
Escrito por Hilda às 00h42
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PROBLEMAS
Existem para serem resolvidos, Solucionados. Se forem insolúveis, Assimila-se ...
E aprende-se A não repetir atos que o causaram.
Problemas são bons, Acertam nossos rumos, Mostram caminhos nunca antes percebidos, Fazem crescer com os sofrimentos que causam.
Problemas são soluções Pra sair de uma rotina enfadonha, Usar a criatividade, Conhecer nossa força.
Problema algum pode ser ignorado.
Problema é um livro de auto-ajuda. Leio-o calmamente, Folha a folha, Voltando ao início sempre que necessário. Se não resolvê-lo, Entenda-o, Vença-o, Não permita seu domínio, Sua escravidão. Viva-o! Pois são fases dessa incrível experiência que é VIVER!!!
Hilda
A vida é uma eterna descoberta de valores desconhecidos ou esquecidos.
Escrito por Hilda às 10h17
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Contando conto
A CEIA
Conheceu Conceição. Comprovou coerência, constância no vigiar seu lar perfeito, alegre, limpo. Percebeu reflexo – convexo.
Procurou alguém audaz, estritamente racional. Encontrou Racine. Perfeitamente, espelhadamente.
Empresária do amor achou em Leonor. Espelhou com rigor.
Sensibilidade que enleva, que atormenta, que cria, percebeu em Leonardo – efeminado. Sentiu-o assemelhado.
Em Conrada enamorada adolescente, viu paixões eternas de vidas breves. Imagens leves.
Insensatez, alheamento, despreocupação, descobriu em Rocco – louco. Um foco óptico.
Retratou futilidade e luxuria e inveja e ciúmes na Fúlvia sem temperança. Semelhança.
Convidou-os para a ceia. A todos. Um a um chegaram surpresos, receosos. Eus, o mordomo introspecto, os recebeu e acomodou numa sala de luzes várias, brilhantes, vibrantes; de poltronas confortáveis, escuras; de tapetes macios, vermelhos; de paredes completamente espelhadas, disfarçadas.
O conviver inicial é um analisar mútuo, silencioso, observado por Eus. O manifestar primeiro é de Rocco que inicia um rodopiar, mirando-se nos espelhos, que também atraem Fúlvia, que ajeita os cabelos e alisa o cetinoso vestido com as mãos – balançando pulseiras de ouro, reluzindo brilhantes-, e se pesquisa em todos os ângulos. Conceição ergue-se e, num andar flutuante, deslizante, sem leve ondular do tecido branco, discreto, de sua vestimenta simples, aproxima-se de Eus e queda-se a seu lado. Leonor languidamente sentada – pernas longas, perfeitas, generosamente expostas, cruzadas -, principia um proclamar de seu viver. Empertigado, dentro de um terno cinza de talhe perfeito, Racine é só movimentar dos seus olhos e da expressão facial. Com o olhar perdido nas infinitas imagens refletidas, repetidas, Conrada inicia um entoar de hinos de amor que encanta Leonardo, que procura achegar-se de Fúlvia ou de Leonor, que o repelem. Leonardo chora. Conceição, intimidada, esconde os dedos sem anéis, consola Leonardo e com o olhar recrimina Fúlvia e Leonor. Leonardo chora. Racine desdenha Leonardo, debocha de Conrada, aprova os atos de Leonor, dirige olhares insinuantes à Fúlvia e ignora Rocco e Conceição. Leonardo chora ... Leonardo insensível. Conrada adormecida. Fúlvia moderada. Rocco plácido. Leonor fenece. Conceição inconsciente. Racine alienado. Eus pálido, cai sobre o tapete, desfalece aflito. Conflito ...
E ela assiste, na sala contígua de parede transparente com visão absoluta, mas oculta, deitada placidamente sobre almofadas lilases. Análises ... E os vê credores, nos espelhos reveladores. Fixa o olhar no Eus combalido, esquecido, que inicia um despertar abatido. O Eus servil, eternamente presente, internamente solvente, ergue-se energizado pelo dever e, retorna o Racine racional, o Leonardo sensibilizado, a consciência à Conceição, a insensatez à Rocco,; rejuvenesce o amor lucrativo de Leonor; futiliza Fúlvia; acorda Conrada enamorada. Eus sabe que ela os quer exatamente como são. E os inebria com vinho e licor. Interior ...
Cerimoniosamente, Eus abre as portas camufladas nos espelhos, os guia até a mesa da ceia, distribui seus lugares. Pede licença com mesura e retira-se. Minutos após, retorna antecedendo Eva e a escondendo com seu porte até alcançar a cabeceira da mesa, quando todos a vêem e, admirados, rendem-se identificados – sentem-se até amados . Harmonizados ...
Eva cumprimenta-os com sorrisos. Eus ajuda a sentar-se. Com um gesto, Eva sinaliza-lhe o iniciar da ceia. Eus serve a todos com a mesma gentileza. Eva observ Conceição conversar brandamente com Fúlvia, Racine doar instantes de razão a Rocco e incentivar Leonor sob o olhar atento de Conceição. Eus enche as taças com vinho. Leonardo e Rocco trocam experiências. Conrada e Leonor encontram afinidades. Rocco e Fúlvia se entendem. Conceição e Eus – atração espontânea – conversam. Eus serve vinho. Eva, anfitriã agora assumida, ergue a taça e brinda seus amigos. Eus serve vinho. Eva sorri. Eus serve vinho. Eva viva. Eus serve vinho. AVE EVA ...
Hilda
Este conto obteve o terceiro lugar no concurso nacional promovido pela Associação dos Poetas e Escritores da Baixada Santista.
Direitos Reservados
Escrito por Hilda às 23h19
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RELEMBRANDO as NUVENS
Um dia amei.
Amei intenso.
Vivi feliz.
O mundo tinha cor.
O ar, perfume.
Inverno foi com sol.
Verão, ameno.
O mar azul.
Flores exuberantes.
Estrelas cintilantes.
Dinheiro desnecessário.
Cremes abandonados.
Dietas esquecidas.
Espelho amigo.
Beleza, revelada.
Amigos, amados.
Inimigos, invisíveis.
Sorriso constante.
Sonhos presentes.
Prazeres sentidos.
Alegria presente, sempre.
E ...
Viagens pelas nuvens.
Hilda- 13/04/2006
Escrito por Hilda às 23h10
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OVOS DE CHOCOLATE
Sempre me fascinaram. Desde de que me lembro gente. Primeiro acreditei no coelhinho trazendo ovos, mas não entendia bem como um coelho conseguia carregar os meus e os das minhas irmãs, sozinho, até minha casa, depois escondê-los pelos cantos mais impossíveis, alguns que eu nunca havia percebido a existência. Ele encontrava, ou criava cantos?
E como ele, o coelhinho, produzia papeis tão lindos e coloridos para embalar os ovos? E os bombons escondidos no ovo? Sempre foram mistérios para mim, aliás, tudo na Páscoa era mistério.
Na Semana Santa, acompanhava meus pais em todas as cerimônias que a Igreja do bairro realizava durante essa semana. Não entendia nada por muito tempo, mas minha mãe dizia que se não ficasse quieta, o coelhinho não traria os ovos. O sono incomodava, a necessidade de ficar calada também. Gostava de perguntar, entender, opinar, mas sempre me mandavam ir brincar e na igreja e em outros lugares públicos, calar!
Minha doce mãezinha castigava meus braços com beliscões disfarçados, só porque eu queria saber, por exemplo, o que era ser crucificado, e depois, quem iria ser crucificado, ela respondia: Jesus, eu perguntava: mas Ele não é bonzinho? Ela respondia: Sim, é Bom. Eu: Então porque vai morrer? Ela: Os homens ruins vão matá-lo. Eu: Mas Ele não vê sempre a gente como a senhora diz? Ela: Sim, fica quieta ... Eu: A mamãe diz que Ele vê a gente, então quando os homens ruins matarem Ele, Ele não me vê mais? Leve beliscão ... Quando a dor passava, eu para ela: O coelhinho é Dele? Ela: É, quieta! Eu: Mãe, porque Ele não bate nos homens ruins e põe eles de castigo? Beliscão caprichado e choro ... e fui levada para fora da igreja puxada pela mão.
Até os quatro anos, o coelhinho continuou sendo mistério e as cerimônias cristãs uma necessidade para ganhar os ovos. Depois o esqueci, e não despertava mais minha curiosidade de como o coelhinho criava os ovos e o papel com que os embalava, e como trazia para minha casa, e como minha mãe sabia quais ovos eram os meus, e como quando eu encontrava mais ovos do que minhas irmãs, ela dizia quais eram os meus. Os ovos passaram a ser a atração principal, seu colorido e o que havia dentro deles. Abria todos. O chocolate mesmo, não era objetivo inicial, queria ver e sentir primeiro, os bombons. E mordia todos em seqüência, embrulhava de novo e colocava no ovo aberto. Pronto, a Páscoa para mim, acabava nesse momento.
Adulta, compreendi a Páscoa:
“É Páscoa: tempo de esperança e ação. Tempo para começar uma vida nova, na certeza de que, nas mãos de Deus, até a morte pode transformar-se em vida.”
(Autor Desconhecido)
E os ovos de chocolate continuam fascinando ...
FELIZ PÁSCOA!
Escrito por Hilda às 00h28
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Porque hoje é sábado ...
Deixo o despertador tocar no horário costumeiro, só para ter o prazer de desligá-lo e voltar a dormir.
Depois de despertar, do desjejum demorado, posso ler o jornal calmamente, todas as notícias, inclusive horóscopo e resolver as palavras cruzadas.
Vale uma ida à praia com sol.
Banho caprichado, espumado e perfumado.
Depois do banho, manicure e escova no cabelo, para se preparar para os possíveis encontros surpresas do dia e para durar por uns dias da semana sem tempo.
E lá se foi boa parte do meu dia de sábado.
Também é dia de visita ao shopping para comprinhas básicas. Encontrar amigas também em compras e acontecer uns papinhos também básicos.
Existe a obrigação de diversão noturna, senão, o que contar aos colegas na segunda-feira? É dia de ir àquele restaurante com show, que quis ir na terça-feira e por compromissos, não fui. Mas nesse dia iria com boas companhias e hoje, não tão boas, mas talvez vá. É um programa interessante para contar, sei que todos os freqüentadores estarão aos pares, sem chance de receber olhares de expressões ensaiadas e abordagens programadas para salvar a noite e fantasiar ao narrar aos colegas, sei que vai ter longa espera por uma mesa, mas sábado à noite é assim em qualquer lugar, afinal, é o dia determinado para diversão, para ser feliz, ou parecer ser, para chegar em casa tarde e morrendo de sono e a cabeça sonsa pelas extravagâncias e pelo costume de dormir mais cedo.
Mas é sábado!
Escrito por Hilda às 00h21
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PAIXÃO DO SENHOR

Quanto sofrimento Nosso Senhor teve que passar! Mais do que sofrimentos da carne, a vergonha, o desdenho, o desprezo e o abandono. Um domínio de sombras! Por que essa escuridão? Por que essas provações? Por que essa indiferença do mundo para com aquele que era o ser humano por excelência, a luz que veio fazer a diferença no mundo?
A Sexta-Feira Santa nos convida a subirmos o calvário, contemplarmos os sofrimentos, buscarmos a mensagem e dar uma resposta para a aurora que desponta na manhã da ressureição.
Frei José Clemente Müller, OFM, RJ
Escrito por Hilda às 00h55
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IDADE ....?
Em qualquer tipo de preenchimento de dados pessoais, além de pedirem, número do RG, do CPF, as vezes até do Título de Eleitor e da Carteira de Motorista, Nome Completo, Estado Civil, Nacionalidade, Data de Nascimento, Endereço e Telefone, sempre tem o campo: IDADE ....? Até nos cupons promocionais distribuídos nos shoppings e supermercados, pedem esse dado.
E, cá entre nós, depois dos trinta e qualquer coisa, nós mulheres, não gostamos de ver, ali escrita, vibrante pra todos testemunharem, nossa idade, não é mesmo? Ainda mais divulgada sabe lá para quem ou quem`s. Falei em nós mulheres, porque os homens não se constrangem com isso pelo simples fato de que, em qualquer idade, mesmo já com a circunferência da cintura impedindo que o mesmo veja seus próprios pés e com a debandada da cabeleira, continuam se auto-avaliando belos e vigorosos. São como Narcisos se mirando num lago. Tanto é verdade que não existe uma figuração feminina para o Narciso. Se existe, não conheço.
Hoje, preenchi um desses formulários e essa invasão da minha intimidade me fez pensar em o que é idade.
No dicionário diz, entre outras, que idade é:
1- O número de anos de alguém ou algo.
2- Época da vida.
3- Estádio da existência; fase.
A definição 1 pode ser comprovada no Documento de Identidade, assim como a data de nascimento porque, se pedem o número deve ser para comprovarem os dados que forneci. Então descarto essa definição.
A 2, me faz pensar e concluir que é um tremendo mistério! Época da vida!
A tal Terceira Idade, começa após os 65 anos de vida e vai até que o terceiro “idadista” não tenha mais seu sorriso visto por ninguém. Então, como é a última época de vida e, é a “terceira”, só podem existir duas épocas antes dessa.
Infância e Adulta.
Infância seria então o tempo desde o nascer até a Etapa Adulta. Quer dizer que um recém nascido está na mesma época que um adolescente ou um jovem? E a adulta até os 64 anos menos um dia. Quando inicia a fase Adulta? Mistérios ...
Fico então com a definição 3: Estádio da Existência, melhor ainda, Fase!
Pois é ... já passei por várias fases nos meus dias e vivo retornando a elas quando alguma força me chama, exemplos: fui e sou até hoje, estudiosa do que me interessa, é a fase:estudante; sou professora com registro no MEC: fase profissional; alterno algumas outras fases, como artista plástica, cozinheira, madame, política, hoje blogueira, em outras contista ou costureira, perua assumida, por aí ...fase: inventiva. E as fases, como: romântica, triste, ansiosa, apaixonada, irada, depressiva, feliz, ... essas são fase: emocionada. Também as vezes estou com várias fases em atividade, é a fase: multifacetada, ou será multifasetada?
Viva! Resolvi meu problema no enfrentamento da odiosa IDADE .....?, agora preencherei esse campo, com letras maiúsculas, orgulhosa e exibida, com o nome da fase que estiver vivendo! E quero ver quem me provará que estou errada.
Escrito por Hilda às 14h47
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SAUDADES
Doce sentir ... Traz com ela lembranças de tempos bons Tempos de amor ou de realização Real Virtual.
Tempos em anos, dias, horas As vezes tempos que foram alguns minutos Minutos significativos Saudosos Plenos.
Segundos que ela transforma em tempos Segundo de olhares cruzados De um toque carinhoso De um calafrio sentido De um cheiro
Do som ou imagem de uma palavra Falada Escrita Digitada.
Sentir que é a razão do existir Do existir amor Amizade.
Saudades O que deixa saudades Nela se eterniza!
Hilda
Escrito por Hilda às 01h52
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SEMANA SANTA

A paixão de Cristo não é um fato isolado da história da humanidade. É a expressão de todo sofrimento humano e de toda injustiça. A Semana Santa são dias de meditação e de contemplação, onde o amor se fez oferenda sem limites.
(Autor Desconhecido)
Escrito por Hilda às 14h25
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NÃO QUERO E QUERO
“Saber com certeza, o que queremos é difícil, é mais fácil determinar o que não queremos para chegar perto do que desejamos” GUSTAVO no BBB6
O que não quero e o que quero só com olho vivo para encontrar a resposta.
Acordar pelo despertador e ter que deixar a vida e ir dormir.
Será que o sono é assim necessário? E ainda, quando ele me pega, perco nele de sete a oito horas! Absurdo! Quer dizer que num mês durmo em torno de 215 horas, num ano, 2580 horas, na minha vida ... pensando bem, vou deixar essa conta pra lá! Mesmo porque só irá me irritar. Quero as vinte e quatro horas do dia, todas em atividades, bem despertas.
Fazer arroz.
Gosto de criar, qualquer coisa, amo pegar materiais e transformar em algo degustativo, ou decorativo, ou útil, ou inútil, mas agradável. É estimulante pegar ingredientes e transformar em pratos saborosos e apetitosos ao olhar...desde que, não seja arroz. Quando não tenho a quem pedir para fazer o tal arroz, faço, claro, só que queimo ou salgo ou fica duro ou fica do tipo “unidos venceremos” e o arroz sempre me vence. Quero ficar sem arroz na minha mesa.
Fazer julgamentos.
Como é difícil! Já tentei usar o conselho do Gustavo e objetivar o lado bom da pessoa que tiver em meu foco, até que deu uma ajuda, mas continua difícil. Tem sido meu exercício constante, escrevendo é fácil, quando vejo que estou sendo juíza, deleto, mas no pensamento e nos sentimentos é difícil. Quero não julgar!
Me vitimizar
Outro exercício que pratico. Não sou vítima, além do que, desconfio que faço vítimas, isso sim. Sei que para fugir desse sentimento é suficiente perceber que sou a única responsável pelas minhas escolhas na vida, acho que por aí resolvo essa questão.
Sentir desconforto físico.
Exemplo, ficar o dia todo em cima de saltos. Quer coisa pior? E para meu desânimo tem as que me dizem: “ahh ... estou acostumada!”. Como acostumar a ficar apoiada na ponta dos pés? No final do dia, quando chego em casa e tiro os instrumentos de tortura, mais dor até os pés se acostumarem à posição natural! Quem foi que inventou que sapatos de saltos altos são elegantes, isso e aquilo? Só pode ter sido um homem, aliás, acho que na época de Luiz XV, os homens usavam salto, não é? Mas eram de poucos centímetros e mesmo assim se vingaram de nós, mulheres, e vieram com esses saltos absurdos! Pois é, não quero mais sapatos de saltos, mas como estar em traje social com sandálias rasteiras? Sem solução ... quem tiver me conta?
Ser má.
Quero contruir bondade em mim e transmiti-la pelo olhar como vi em Gustavo.
Saber de opiniões sobre mim.
Quero que minha consciência me diga quando estou errada ou certa. Basta ela, a menos que eu queira saber o que os outros pensam, Mas me preocupar com isso, nunca mais.
Ser corrupta.
Não quero errar como cidadã, não quero tirar vantagens em cima de desvantagens de outros, não quero desobedecer leis, não quero eleger corruptos como meus representantes políticos. Quero seguir os ensinamentos de Cristo, que são os métodos certos para não ser corrupta, não ser má, não julgar, e viver feliz.
Escrito por Hilda às 00h48
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HOJE
Hoje estou outra, nasci outra ao acordar.
Hoje,
Não gosto de mamão e iogurte desnatado no desjejum.
A chuva caindo lá fora não me desagrada, como em outras manhãs que impediu minha atividade, diária e prazerosa, de caminhar na praia.
Orei à Deus em agradecimento por mais um dia para realizar coisas, para amar e ser amada.
Hoje,
Me perfumei mais, me enfeitei mais.
Até arrumei armários! E fiz supermercado, alegre e comedida nos gastos e, ainda, deixei que passassem à minha frente, na fila do caixa, todos que pediram com desculpas mais que inventadas, porém interessantes, admirei a criatividade deles.
Lembrei do amor perdido sem tristeza e sem saudades, só pela felicidade de um tempo.
Hoje,
Ri mais e trabalhei menos.
Meus alunos estiveram atentos, interessados e sagazes, falei a língua deles.
O cachorro do vizinho não latiu, ou não escutei?
Fui à confeitaria e comi todos tipos de frituras e arrematei com um pedaço de bolo de nozes com creme e sorvete, sem culpas.
Hoje,
O espelho me mostrou linda e até os acidentes de percurso no meu corpo, se esconderam.
Deixei o carro na garagem e saí a pé e de guarda-chuva.
Fui delicada com o telefonema de algum tele-marketing com voz impostada de grande benemérito, querendo me convencer da necessidade de uma tal instituição de caridade. Escutei toda a declamação de texto decorado, só não segurei o: hunnn ... está certo, me diz o endereço dessa nobre instituição, que irei visitá-los e farei a doação...surpresa! Desligou!
Hoje,
Ouvi sorrindo sincera, o comentário da “amiga” que há muito não via: “juro que não te reconheci, está diferente!” Claro que não perguntei que tipo de diferença, lembro bem de seus antigos comentários singelos.
Esqueci completamente de mensalões, cuecas recheadas (com dólares, ok?). De valerioduto, de Lula, de PT.
Ouvi, de olhos fechados e mente em alfa, o Bolero de Ravel.
Vou dormir com a esperança de acordar essa mesma de hoje ...
Será que quero esse dia de novo?
Será que ele acontece outra vez?
Mas se meu amanhã for igual à hoje, sentirei igual à hoje?
Saberei valorizar os minutos iguais?
É, prefiro acordar outra, e se nascer uma outra triste, quando despertar outra outra, do tipo da outra de hoje, saberei, mais ainda, va | | |