Casa da Sogra - Aqui vale falar de tudo!


ESCOLHAS E SONHOS

Por que sempre temos duas, ou às vezes até mais, opções? Seria tão mais fácil viver sem ter que decidir um caminho. Por que encruzilhadas? A vida deveria ser feita de caminhos paralelos, como as retas paralelas na geometria, que só se encontram no infinito.

 

Andaríamos pelo caminho e colheríamos as ofertas, como frutos em árvores à beira da estrada. Sem precisar decidir, escolher... é isso ou nada! Colheríamos e as colocaríamos em nossa cesta ...

 

..........................................................................

 

E com que eu iria sonhar?

 

Hoje sonho com algumas opções que preteri por outras. Sonho em ainda poder conquistá-las, ou como teria sido se a escolha tivesse sido por elas.

 

Sonho e encontro alternativas, ou soluções paliativas para escolhas que hoje me mostram terem sido erradas. Mas será que a opção deixada seria a correta?

 

E nem quero saber dessa necessidade de ser feliz integralmente, de me iludir com a afirmação que fiz opções certas, isso não existe em quem não se engana. Admito, fiz escolhas erradas sim, sei que “perdi coisas”, só não me culpo pelas perdas e mantenho a esperança de que, o caminho que deixei, possa um dia reencontrar.

 

“Porque toda a vida é sonho e os sonhos, sonhos são”.

 ... na velhice, se lá chegares, a única companhia que terás é a de seus sonhos não perdidos.”  

Calderon de La Barca- Dramaturgo Espanhol.



Escrito por Hilda às 00h54
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VOTE EM MIM!

Pena que para a eleição desse ano não posso mais candidatar-me! Acabou o prazo de filiação partidária, além do mais, os partidos já homologaram seus candidatos!

 

Não sei porque somente agora surgiu esse desejo, talvez até necessidade, de ser política. Quero ser deputada federal para propor leis e votar contra todas propostas que considerar danosas a nossos sentimentos. É, o foco dos meus trabalhos será em nós, em nossa vida diária, em nossas emoções. E nem adianta virem com ofertas de mensalões ou malas pretas recheadas de dólares para me cegar a sensibilidade. Serei uma deputada da emoção não corruptível!

 

Elaborei algumas propostas e desde já começo a divulgá-las, até a eleição de 2010 terei formado uma boa base de apoio, tenho certeza. Sei que minhas idéias serão encampadas por muitos. Cito duas delas:

 

1-      Lei que determina prazo de validade para casamentos. Depois do vencimento os cônjuges poderão renovar ou sair ilesos da união. O prazo será de quinze anos, prorrogáveis de cinco e cinco anos.

 

Veja as vantagens: os filhos gerados crescerão com o conhecimento do possível término da união, não sofrerão com isso. O final, se acontecer, será sem brigas, sem choros nem velas, sem gastos e sem os problemas de uma separação jurídica, como é hoje. Também nenhum dos dois unidos e civilmente constituídos na sociedade dita casamento, terá que ficar buscando as falhas e erros no parceiro para justificar seu desejo de recuperar a liberdade, amar outro, viver aventuras passageiras...nem desenvolverá nenhum sentimento de culpa. Um tempo antes de vencer o prazo, se os cônjuges forem optar pela nulidade do contrato, poderão começar a separar suas coisas, resolver a moradia futura e até, se quiserem, organizar uma festa de final de casamento, igual a que fizeram quando casaram, com direito a receberem presentes. À meia noite, ao som da Aleluia, cada um parte para a nova vida, mas antes, jogam suas alianças aos casais presentes e os que as pegarem, serão os próximos a fazerem valer minha lei.

 

A partilha de bens e a guarda dos filhos seguem como é hoje.

 

2-      Lei que permita ao cidadão trocar seu nome de registro de nascimento. Permitido a todos os brasileiros maiores de dezoito anos.

 

Será a solução para as vinganças ou falta de imaginação, ou excesso delas, de alguns pais. Tem pais que repetem seus nomes estranhos nos filhos, isso para mim é vingança. Outros que inventam composições dos seus nomes, muitas vezes isso é tragédia. Outros que querem ser criativos e saem com um Lindalva ( linda e alva), Florlinda (flor e linda), ou como o nome de um jogador de futebol, Odivan ( tirado da música de Roberto Carlos, O Divã!). E o que dizer de Raimunda?

 

Mas essa propositura de lei irei fazer em benefício próprio. Não identifico-me com meu nome. Nunca me senti uma Hilda! Gostaria de ser uma Anna, ou uma simplesmente Maria, gostaria mesmo de ser Maria Maria, assim, duplo, nada de Maria José, Maria Rosa ... existem tantos nomes próprios compostos por Maria, por que não o Maria com Maria?

 

Uma Hilda lembra-me aquelas governantas alemães dos filmes. Uma mulherona feia, de cara amarrada, dando ordens, dona da verdade, vingativa e mal amada, vestido fechado até o pescoço e de cumprimento até quase os tornozelos, cabelos esticados e presos num coque e as únicas partes expostas de seu corpo, o rosto e as mãos.

 

Quando me vejo no espelho e penso sou Hilda, não concordo ... não sou, não!  

Vote em mim! Quero trocar de nome!



Escrito por Hilda às 01h07
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Pra não dizer que não falei do ...

BRASIL 3 X 0  GANA  

 

A seleção do Brasil está nas quartas de finais! 

Venceu a de Gana e o próximo jogo será contra a da França do Zidane! Queria Zidane na seleção do Brasil! Será que eles aceitam trocar pela dupla Ronaldo/Adriano? Está bem, sei, sei, os dois marcaram gol, mas também, não fazem mais nada e o time joga com nove, porque os dois ficam lá, folgados, esperando uma bola redondinha para chutarem no gol, assim ... até eu faço gol!

 

Assisti vestida de verde e amarelo, tomando vinho branco pra relaxar. Quero analisar o que vi nesse jogo além do Ronaldo que fez o gol, e gol com drible no goleiro... É, mas só aconteceu porque foi nos minutos iniciais do jogo, quando os quilos a mais ainda não o tinham esgotado, coisa que aconteceu logo depois. Kaka pra mim nunca foi tudo que falam dele, e agora o vejo pior ainda.

 

Onde anda o Ronaldinho Gaúcho que admiro? Roubaram seu talento! Chamem o FBI para resolver esse roubo! Roberto Carlos já foi e não quer ir, assim como Cafu e Ronaldo. Esse para mim nunca foi fenômeno nenhum, pelo menos em campo. Só é fenômeno em ganhar dólares com publicidades e pagar por marketing que o mostrem como tal e “conquistar” modelos, loiras ou morenas, tanto faz, desde de que sejam belas, magras, altas e precisando aumentar suas contas bancárias.

 

Ah mas me confesso apaixonada pelo Juan, pelo Lúcio, pelo José Roberto e pelo Dida! São meus atuais amores, vou dormir sonhando com suas defesas, suas garras, seus fôlegos. A vitória é devida a eles, essa e as outras, eles é que seguram o placar. Fiquei com pena de Gana, atacaram muito mais que nossa seleção, ficaram mais tempo com a bola, mas nossos valentes guardiões impediram qualquer tentativa deles em colocarem a bola lá, nas redes.

 

Enquanto isso... lá na frente, todos brincavam de tentar dar passes para a dupla de gorduchos fazerem gol ... conseguiram duas vezes, depois de muitas tentativas.

 

E o gol do José Roberto? Que coisa mais linda!

 

Tinham outros no campo jogando contra Gana? Só vi os erros dos que citei e as maravilhosas atuações dos que elogiei! Ah lembrei que entrou o Ricardinho e fez dois bons lançamentos e o Juninho Pernambucano que errou muitos passes...

 

O jeito é ficar admirando o jogo dos nossos eternos rivais, os argentinos, porque é única seleção que mostra jogadas elaboradas, um time entrosado e com garra. Estou ansiosa para sexta-feira assistir Alemanha X Argentina. Será que vão deixar a Argentina ganhar ou os juizes darão aquela ajuda básica para a Alemanha, como fizeram para a seleção da Itália?

 

Mas não é só de jogos decepcionantes que esta Copa do Mundo está se fazendo, não! Se falta talento aos jogadores, está sobrando beleza em muitos deles! Nem sei dizer quais são os mais belos. Admiro os negros com seus músculos definidos, aquela cor homogênea e o sorriso branco e grande. Gosto dos morenos portugueses, espanhóis e italianos com feições másculas e vigor físico. Os loiros que me desculpem, eles não me atraem ...

 

Quero contar um segredo pra você, é a primeira vez que me atrevo a escrever sobre futebol, deu para perceber? 



Escrito por Hilda às 01h24
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CONTANDO CONTO

PALOMA LINHARES

 

Era um daqueles domingos ensolarados, preguiçosos. Alfredo, depois que com muito esforço conseguiu sair da cama vencido pelos chamados da mulher, analisou-se frente ao espelho do banheiro. Constatou a realidade: iria completar quarenta e sete anos este mês e sua aparência refletia estes anos ou até mais, e o pior, não se reconheceu na imagem refletida.

 

Sentado enquanto tomava o café, concluiu que já não gostava de domingos. Os sábados ainda aceitava a rotina: de manhã, um jogo de futebol no clube com os amigos, depois, os aperitivos que o faziam dormir a tarde inteira; as noites assistia junto com a mulher, algum filme no DVD ou reunia-se e saía com os amigos, todos acompanhados com suas respectivas mulheres. Amigos! O que é um amigo? Pergunta-se.

 

Quando jovem, amigo para ele era o companheiro de todas as horas, com quem se identificava, com quem se completava. Hoje, amigo é o colega de trabalho com quem disputa sucessos, quase um adversário que faz com que se mantenha sempre alerta, numa permanente competição; ou ainda, é o propulsor espectador de suas conquistas: a casa adquirida e bem decorada, o carro novo, a aprovação da filha no vestibular da Faculdade de Medicina, a viagem com a mulher para a Europa, as roupas finas; também preenchem o vazio das horas de folga, horas que somente com a mulher, não saberia mais vivê-las.

 

Até os filhos atingirem a adolescência suas horas vazias eram completadas por eles, agora, somente ele e Tati. Tati sua mulher: o corpo esguio, de curvas suaves, já não era tão harmonioso, o cabelo castanho claro, modificou-se para loiro. Não que a aparência fosse o que mais Alfredo valorizasse e sim, as atitudes, a companhia participante, o crescimento interior conjunto, mas Tati continuou a ver a vida que a ela se apresentou na juventude. Durante muito tempo Alfredo apoiou seu modo de ser: unicamente dedicada aos filhos, a ele - que sentia-se extremamente importante - e, principalmente, a si mesma. Os assuntos dela sempre foram, e são, sobre os conhecidos, queixas das empregadas, pedidos de aumentos de mesada para pagar suas contas do cabeleireiro, das idas ao shopping, do esteticista, da academia de ginástica e de outros gastos em cuidados pessoais que a fazem acreditar quando, gentilmente, lhe dizem que aparenta, no máximo, trinta anos. E agora Alfredo a examina sentada à sua frente, falando nem sabe o que, e conclui: “Também, com esse nome, o que eu poderia esperar, talvez se lhe tivessem dado um nome mais forte, como Benedita ou Sebastiana, ou um mais inteligente, como Paloma ...”

 

Alfredo continuava sentado enquanto Tati falava sem ser ouvida. Levantou-se, interrompeu-a e avisou-lhe que iria comprar o jornal. Andou sem perceber por duas horas enquanto fazia a avaliação de sua vida: profissionalmente estava bem, havia conseguido tudo o que no passado lhe parecera importante: os filhos praticamente criados, conforto e luxo no lar, aplicações financeiras rentáveis e que ofereciam segurança. Mas antes, tinha a certeza que tudo isso seria a felicidade e agora, aqui com seu sonhado futuro, presente, era infeliz.

 

Clique Aqui para continuar ler o conto.



Escrito por Hilda às 23h57
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CONFUSA, EU?

Hoje vou jogar com palavras. Formar frases com sentido ou não.

 

Frases abstratas?”

_Sim, por que não? Se nas linguagens pictóricas o abstrato é compreendido, porque não será numa frase? Palavras sempre têm sentido, mais que cores e formas!

 

“Hilda, desconfio que você ficou confusa e quer disfarçar! Sei bem que criar um texto diferente a cada dia, não é fácil. Apesar de que, quando você fica estressada mentalmente é bom.”

_Bom? Como assim?

 

“É, você fica mais fácil de ser lida e compreendida”

_ Quer dizer que, quando estou com a mente descansada, sou confusa e quando estou com ela meio esgotada, escrevo mais direta, mais simples?

 

“É minha cara, é isso mesmo, e faz tempo que estou para dizer-te isso”

_Nada disso! Não acredito, sai fora e me deixe criar frases abstratas. É uma experiência, um desafio e você bem sabe como gosto deles! E ainda, penso que uma frase abstrata é aberta a interpretações, quem a lê dá o sentido que quiser, ou que sentir.

 

Manhã da noite...

Luz que oculta ...

Êxtase de dor...

Eterno com fim...

Sublime tristeza...

 

“Desculpe, mas não consigo calar-me. Você entende essas frases, Manhã da noite ... Luz que oculta ...e as outras?”

_É! Manhã da noite pode ser o entardecer. Por que manhã só pode indicar o início do dia? Veja ... quando entardece é o começar da noite, logo é a manhã da noite! Ou alguém pode pensar que é a manhã da noite anterior, por exemplo! Ou um poeta pode querer dizer: O amor dela fez manhã da noite...

 

Luz que oculta ...Um foco de luz nos olhos, não nos cega momentaneamente? Ou um esplendor falso, não oculta a realidade?

 

Êxtase de dor... êxtase é o auge. Por que pensar em êxtase somente do prazer? Por que não o auge da dor? A dor pode ser dor de alma, pode ser ódio, desamor e esses são sentimentos assim como o prazer , o amor ... E não esqueça que existem também os masoquistas.

 

Eterno com fim... essa frase você nem contesta, não é? Todos conhecem ao que se refere: Ao amor entre nós, eterno enquanto dure, logo eterno com fim! Mas que é difícil de aceitar, isso é! Quando o fim chega e depois que o aceitamos, nos consolamos com a idéia: não era amor verdadeiro!

 

Sublime tristeza ... Sublime é tudo que atinge um grau de quase perfeição. Chega a um máximo do possível. Sublime tristeza pode ser a tristeza mais triste que alguém já sentiu.

 

“Hilda é, você não está estressada mentalmente! Está na tua confusão normal ... Você que a leu, desculpe-a, sim?” 



Escrito por Hilda às 01h15
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O FAROL

A luz dos navegantes,

Que rompe a escuridão

Com seu facho que reluz.

E pelos mares conduz,

Os que pelas águas vão

Em caminhos distantes.

 

Na vida o farol é o amor,

Que mostra recife de coral

E todo nosso mistério

Do mar de nosso império.

E espraia o perfume floral

Numa rota sem olor.

 

E em todas praias visitadas

Deixamos conchas alvas,

Ou pedras pontiagudas

Trazidas por ondas mudas,

Que não foram salvas

Nem pela luz reveladas.

 

O barco à deriva acusa

E em salvamento acode

Às preciosas vidas

Que imploram sobrevidas.

E o amor as acolhe

E de vida as insufla.

 

Hilda



Escrito por Hilda às 00h25
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HOJE SÓ QUERO O PRAZER...

E não vou disfarçar, muito menos esconder e menos ainda pensar que é pecado. Estou completamente sem-vergonha. Desinibida, desimpedida e abusada. Livre, leve e solta, na total plenitude da expressão.

 

Vou dar de ombros pra olhares acusatórios e dizer-lhes, ou me fazer entender com um olhar de “tô nem aí”:

 

_O dia é meu, faço dele o que quiser!

 

Responsabilidade? O que é isso?

Deveres? Que se façam sozinhos, se quiserem.

 

Hoje ignoro também consciência... que ela vá dormir e não fique me aborrecendo a me dizer que é errado ou que sou isso ou aquilo!

 

Desde quando prazer é feio, é falta? Prazer é tudo que buscamos, como pode ser tudo isso de ruim?

 

E será com o prazer que esse dia acontecerá, nas vinte e quatro horas dele. Em todos os segundo e minutos... prazer, prazer e mais prazer!

 

Cada dia, cada hora, tem seu prazer, até pode ser momentâneo, mas tem prazer. Pode ser um “rapidinho”, mas é prazer, porém não são prazeres de vinte e quatro horas como será hoje!

 

Hoje vou me consumir no prazer desejado! Assumir integralmente o prazer desse dia:

 

A Preguiça!

 

As mãos vão ficar em repouso assim como todos meus músculos e articulações, e principalmente minha mente! Essa vai ficar em stand by, nada de sonhos ou planos, nem raciocínios lógicos, nem lembranças ou saudades, somente pensando numa das cores, acho que o azul será dominante, ele é relaxante.

 

O máximo de esforço será andar os poucos metros que me separam da praia e ficar lá...

 

...sob o sol,

sob o céu azul,

com o mar azul

e pensando azul.

 

Porque hoje é o Sábado Preguiçoso!

 

E... escrever não está sendo prazeroso, estou pensando! Vou indo...

...........................................................................

 

Desejo um feliz Sábado Preguiçoso à você!



Escrito por Hilda às 00h42
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ALEGRIA ALEGRIA

Porque ...

 

...amanheço para um novo dia

...hoje é sexta–feira.

...o sol está brilhando e prometendo alegria.

...o aroma do café coando desperta os sentidos.

...o banho espumado e perfumado dá ânimo a vida

...os sonhos acordam também.

...os projetos para o dia começam com caminhada livre.

...vejo rosas vermelhas.

...a esperança está ativa.

...o amor está presente.

...sou feliz com que tenho.

...tenho outros desejos.

...vivo esse momento.

...o vento traz música e lembranças.

...enfim o Parreira escalou os reservas da Seleção.

...a Seleção venceu e convenceu.

 

E principalmente porque...

 

...sinto-O ao redor.

...percebo-O em mim.

...posso agradecer-Lhe esse dia.

 



Escrito por Hilda às 01h15
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CARTA ao AMOR

Amado Amor,

 

Sei que já deveria ter escrito antes, não o fiz por dúvida, ou por medo de sofrer, de me prender ou de limitar-me. Hoje, o desejo de você falou mais forte que os temores.

 

Sem você a vida ficou sem graça. As cores esmaeceram, o sol esfriou e o mar se recolheu no horizonte. A primavera se fez de inverno e a música calou-se. Eu fiquei feia, murcha, fiquei árida, dura e insensível. Envelheci. Procurei por remédios revigorantes, por prazeres voláteis e diversões emocionantes, mas sem tua companhia, foi em vão.

 

O que mais entristece é saber que estás em muitos outros corações, pulsando forte, transmitindo paz e alegria. Sei também que estás em muitos leitos, em aconchegos e murmúrios, em êxtases e gemidos. E eu sem você.

 

Logo senti tua falta e o busquei por entre coisas, bens e sensações que sempre desejei e pelos quais o troquei. Aprendi que nada, nem mesmo a liberdade têm valor.

 

Sem você, meu hoje é o ontem e será o amanhã.

 

Amor, por isso esta carta, quero confessar minha culpa, quero implorar seu perdão e suplicar pelo seu retorno. E que seja breve, pois me consumo em dor. Dor profunda, intensa e constante.

 

Volte Amor, e traga a alegria que se foi com você.

 

..............................

 



Escrito por Hilda às 01h18
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AMOR E ÓDIO

De você quero fugir

Mas morreria sem sentir

Em mim, a corrente

Que prende fortemente.

Não importa o que faça,

Sempre serei sua caça.

 

Se só ficar,

Vazia será minha vida

Com tua ida.

Viver com você é sofrido

Mas sem, não terei vivido.

Sempre amar...

 

E jamais amar

A não ser você,

Que amargo ou doce

Faz-me alegre, forte,

Louca, consorte

E meu coração chorar.

 

Você erra e acerta

E me liberta.

E me deixa em paz.

E pra baixo me traz

E me leva pro alto.

Mas em ti me ato.

 

Eu te odeio e te amo

Por ti clamo.

Eu te amo demais

E te odeio mais.

 

Hilda

 

(Baseado na canção “I hate you then I love you “ )

 



Escrito por Hilda às 00h23
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CONTANDO CONTO

Ensina-se Sonhar

 

Seis horas e quinze minutos quando Neusa entra no carro ao final de outro dia de trabalho. Pelo caminho em trânsito lento, se perde em pensamentos:

 

Lembra do caixa do banco que a atendeu... ele me olhou interessado? Como seria bom se ao chegar em casa ele estivesse lá! Poderíamos preparar uma massa ao sugo, com queijo e um vinho tinto acompanhando, à luz de velas, uma música... qual? Ah ... gosto tanto de Bolero de Ravel, como seria bom amar ao som dele! As emoções e o prazer num crescendo igual ao da música, até quase explodir!

 

Uma luz refletindo no espelho, do farol do carro atrás do dela, faz com que veja o sinal verde indicando passagem livre, engata a primeira marcha do carro, a segunda... amanhã vou criar coragem e iniciar a dieta, preciso diminuir cinco quilos do meu peso... quero voltar a usar o tamanho médio das roupas. Acho que até poderei usar uma roupa que delineie meu corpo, não justa, não gosto, fica meio vulgar. Gosto de fazer mistério, sutilmente provocar olhares. Uma roupa que acompanhe os movimentos enquanto ando e usarei um perfume suave, mas marcante, gosto dos que lembram bálsamos, nada de flores, é muito meigo...

 

Agora foi uma buzina que tirou Neusa do mundo onírico... e se fosse eu a promovida para o cargo que a Sonia deixou vago? O salário é quatro vezes maior que o meu. Poderia viajar todo ano... onde iria assim que tivesse uma folga? Se fosse verão, para uma praia, uma ainda quase natural, sem avenidas com trânsitos... um bom filtro solar e passaria o dia todo preguiçosamente ao sol ... quem sabe encontraria turistas interessantes, faria amizades de lugares distantes e desconhecidos. Se fossem agradáveis os convidaria para virem conhecer minha cidade, os hospedaria; até viver um amor de verão, poderia... estaria sem os quilos a mais, com roupas flutuantes, pois o salário me permitiria cuidados pessoais com especialistas e compras de vestidos esvoaçantes...

 

Neusa chega ao seu acanhado apartamento, abre a porta, acende a luz e nem repara na desordem que deixou ao sair... anda flutuando, quase dançando, sente o vestido acompanhando os movimentos de seus passos, está ágil, magra ... Prepara o macarrão instantâneo, acende o abajur e apaga a luz do lustre e janta acompanhada do caixa do banco à luz de velas...

 

Clique Aqui para ler o restante do conto ...



Escrito por Hilda às 00h55
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SEGUNDA-FEIRA

É segunda que vem ...

É segunda que vai ...

Nós em vaivém

Quem não vai se esvai.

 

O vem não desejado,

Mas ânimo o vem traz,

O vai é aliviado,

Vai em paz!

 

É segunda que vem e quer voltar,

A segunda vem é pra viver.

É segunda que vai e quer voltar,

A segunda vai pra reviver.

 

E de segunda em segunda,

De dias desiguais,

A vida se faz mais fecunda

De riquezas cada vez mais.

 

Vem segunda... vem!

Vai segunda... vai viva!

É a vida em vaivém...

É a vida em roda-viva.

 

Hilda



Escrito por Hilda às 23h18
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TALENTOS

“Quando eu estiver diante de Deus, ao final desta existência, espero não ter nenhum pingo de talento ou de potência ainda intactos. Quero olhar para Ele, e serenamente dizer-lhe: usei tudo que o Senhor me deu. E depois, docemente agradecer-lhe por ter me dado tanto.” (Erma Bombeck em livro autobiográfico)

 

Quando li esse texto fiquei como que paralisada mentalmente.

 

O que acrescentar a ele?  Como julgar meus talentos? De que forma medir minha potência?

 

Meus talentos ... Agora vejo que sempre pensei que fossem talentos construídos pela minha determinação, pelos meus esforços. E orgulhosa imaginava que era a única responsável por eles. Puro mérito meu.

 

Não... só agora tomo a consciência da verdade. Recebemos os talentos ao nascer e cabe a nós desenvolvê-los com toda nossa capacidade.  

 

Será que, perante Deus basta que tenhamos trabalhado nossos talentos, alcançando o máximo que pudermos conseguir e, ao chegar perante Ele, exibir todos sucessos obtidos, nossas medalhas de ouro, prata ou bronze ganhas nas competições da vida?

 

Ou temos que apresentar relatórios de como compartilhamos nossos dons com quem os necessitavam e será essa, nossa potência? A capacidade de, com nossos talentos, fazermos outros felizes?

 

 E...

 

...docemente agradecer-lhe por ter nos dado tanto...

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Um domingo feliz e talentoso para você!



Escrito por Hilda às 00h23
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SÁBADOS NOSSOS DE CADA SEMANA

Sábado com sol, sábado com chuva, sábado sem horas, sábado de churrasco, sábado de cerveja, sábado de praia, sábado em preces, sábado de compras, sábado de feijoada, sábado exibido, sábado triste, sábado solitário, sábado agitado, sábado alegre, sábado trabalhado, sábado rotineiro, sábado festeiro, sábado compartilhado, sábado passeado, sábado viajado, sábado descansado, sábado amado, sábado criança, sábado monótono, sábado dançado, sábado saudoso, sábado descompromissado, sábado virtual, sábado noturno, sábado apaixonado, sábado dormido, sábado gourmet, sábado transado, sábado familiar.

 

Ofereço essas opções para seu sábado. Escolha na prateleira e leve consigo todos os sábados que te atraírem. Não se acanhe, a prateleira é reposta automaticamente, conforme um sábado é escolhido e levado, outro igual ocupa o lugar vago. Sei que alguns ficarão encalhados, como o sábado triste, por exemplo.

 

Mas, pensando bem ... um sábado triste não é assim tão ruim! Se a tristeza for por um amor perdido, por exemplo, ela inspirará poetas em grandes poemas de amor, ou levará a sonhos embalados por músicas melodiosas, românticas.

 

O saudoso também tem sua qualidade, desperta lembranças de tempos bons ou de amores vividos. Já no sábado monótono, não consigo encontrar nenhum ponto para enaltece-lo, pois monotonia é um estado de espírito ou a total falta dele, não tem jeito, pois se nem ele sabe o que quer, eu vou saber?

 

Faça suas escolhas e ... feliz, alegre e amado sábado para você!



Escrito por Hilda às 23h58
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BUG...

Depois de usar a máquina por muito tempo, comecei a desconfiar que tenha um bug em um de seus aplicativos. Quer dizer, desconfio não, tenho certeza! Já procurei atualizações, instalei e não resolveu o problema. Procurei técnicos especializados, também não solucionaram. Tentei contatar o fabricante e não consegui comunicação.

 

Conversei com hacker especialista na esperança que criasse algum vírus que corrigisse o bug, nada!

 

Não tem solução que faça o aplicativo desempenhar corretamente suas tarefas que são primordiais para o funcionamento perfeito e harmônico, de acordo com os padrões universais dessa máquina.

 

Especialistas citaram várias causas para o bug, pode ser falta de bits, ou chips defeituosos, configurações erradas, memória virtual baixa ...

 

O aplicativo executável, cérebro.exe não atualiza os dias que vivo! Salva todos na memória, faz backup pra não perder nem um dia, mas é incapaz de se fixar no estágio que vivo. E o pior, por sua conta, alterna os estágios que tem na memória.

 

Num dia apresenta o estágio infância, noutro o juventude ou o adulto, noutro o adolescente .. à sua livre e espontânea vontade, e ainda, num mesmo dia muda os estágios. Isso está me deixando preocupada.

 

Hoje ainda sobrevivo bem aos questionamentos, às paixões eternas enquanto duram, a sensação de imortalidade e de dono do mundo, do estágio adolescente. Acho uma  delicia o riso fácil que se transforma em choro em curto espaço de tempo, o experimentar situações e conhecimentos novos, mas e amanhã, quando as pernas não mais forem lépidas, os músculos menos elásticos, a memória falhando?

 

E o estágio criança? Nesse aproveito para brincar e me exercitar fisicamente, para inventar historinhas absurdas (desconfio que agora estou nesse estágio, será?), pra chorar e fazer manhas quando minha vontade não for satisfeita ... é bom, acho que na velhice poderei usar bem esse estágio.

 

Quando ele me coloca no estágio juventude já está ficando difícil! Ter que sobreviver a ansiedade de “preciso de um amor”, com as preocupações com o nariz que é grande ou o cabelo que não é como gostaria, com os sonhos e planos para o futuro, com a necessidade de viver intensamente a qualquer preço, com os idealismos utópicos juvenis.

 

Quando volta para o simplesmente adulto confesso, que sinto falta dos outros, isso de ser aquilo que os outros querem num adulto, me incomoda. Por que nos outros estágios pode tudo, é normal, e no adulto é condenável? Mas tem o lado bom, nesse estágio posso adaptar o que aprendo nos outros e driblo o bug, afinal é só uma máquina, o cérebro é meu e o domino com a razão e com determinação e faço uma composição com os estágios, crio meu estágio sem nome, ou melhor: estágio Hilda de ser!  

 

E você, seu cérebro.exe tem bug? 



Escrito por Hilda às 09h10
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CONTANDO CONTO

ILHA DO SOL

Havia chegado há três dias e ofereceu seu corpo, pela primeira vez ao sol daquela praia. E ele aqueceu sua pele, trazendo-lhe um relaxamento quase sensual e junto ao cheiro do mar, ao barulho das ondas chocando-se contra as pedras, à vegetação exuberante que descia dos morros ao redor invadindo a areia da praia e o azul intenso que pintava o céu, levaram-na a crer ter, enfim, encontrado um pouco de felicidade. Era uma das inúmeras praias de uma ilha do Oceano Atlântico.

 

Estava hospedada no continente e havia ido até a ilha junto a outros turistas e eram os únicos a desfrutarem os prazeres da praia. Um marinheiro, do barco que os trouxe, contou-lhes que a ilha foi descoberta no século dezesseis, viveu diversos ciclos, desde o do pau-brasil, do ouro e do diamante, passando pelo do café e da cana de açúcar, e até mesmo o trafico de escravos foi uma atividade da região; também que foi invadida por piratas de várias nacionalidades que ali escondiam os resultados obtidos dos assaltos às naus portuguesas e espanholas com carregamento de ouro, prata e pedras preciosas mas, atualmente, as dificuldades de abastecimento e transporte limitaram a ocupação humana.

 

 Não chegavam a dois mil os habitantes, cuja renda era obtida com o comércio de artesanato e com a alimentação típica oferecidas aos turistas. Habitavam o leste da ilha onde estavam as praias procuradas pelos turistas. Na que ela encontrava-se havia três trilhas estreitas partindo do centro da enseada, que se estendiam até o sopé do morro. Uma dessas trilhas era a comercial, com uma única casa que servia refeições, Comedor, como os nativos a chamavam - um pequeno galpão de pé direito elevado, teto de sapé sustentado por toras de madeira e paredes de pau-a-pique quase totalmente coberta por fotografias. O dono, um caboclo próximo dos cinqüenta anos, os recebeu simpaticamente e enquanto comiam, pediu-lhes permissão para fotografá-los. A fotografia era seu lazer e todos que ali estiveram tinham suas imagens expostas nas paredes. Ao examinar, curiosa, as fotos, três delas em que um homem era o focado, chamaram sua atenção. Em nenhuma ele aparecia de frente. Três ocasiões, pois vestia roupas diferentes ... aquele ombro, o formato da cabeça, o gesto estático da mão e do passo rumo à água do mar, o cabelo encaracolado e o porte, foram para ela, surpreendentes.

 

Dois dias depois ela estava alojada na casa do João, o caboclo dono do comedor, que após pedir desculpas pela pobreza, ofereceu-lhe a estadia que procurara naquele dia após ver as fotos. O lampião foi apagado logo depois que as estrelas e a lua dominaram o firmamento e ela, deitada na rede, sentindo a total ausência do sono, observando as estrelas através das fendas do teto de sapé e ouvindo os sons emitidos pelos casais que se amavam - seu João e a mulher e a filha recém-casada - apesar da presença dela e dos outros filhos do João no único cômodo da casa, entregou-se às recordações

Como o espaço do blog não é suficiente, Clique Aqui para ler o restante do conto. Ah ... depois volte e comente!



Escrito por Hilda às 00h46
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FERNANDO PESSOA e EU

Um dia tomei consciência que fazia parte do mundo dos sofredores. Tinha também dores para contar e ver ares de compaixões nos semblantes dos ouvintes. Depois de desabafar minha dores, elas ficavam mais doídas e era envolvida por sentimento de auto piedade. Era também uma vítima!

 

Por que será que até então, não tinha dores? Me perguntava.

 

De repente fiquei rodeada de algozes?

 

E continuei colecionando dramas, narrando-os e em cada vez, mais judiavam meus sentimentos. Fui mal-amada, incompreendida, perseguida, traída, explorada, invejada, feia e gorda, até que... doeu também no corpo e adoeci.

 

Agora estava totalmente integrada ao universo dos sofredores!

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Não gostei desse mundo!  Quando vi que estava nele, não acreditei e me cobrei:

 

_ Não era você que dizia que iria viver sempre com a postura de uma bailarina? Que por mais esforços que estivesse executando se apresentaria com leveza e alegria? E para isso treinaria e se exercitaria diariamente?

 

_ É verdade, é verdade, me respondi.

 

_ Lembra-se que nasceu sozinha e irá morrer também só? Me perguntei.

 

_Sim, sim ...e agora lembro também, que dizia e acreditava, que sou eu quem faço minha felicidade. Ah ... mas fui boba, isso sim! A vida não é assim fácil!

 

_ Ah é, é fácil sim! Basta trocar o foco de visão, olhe para as flores e não para as pedras! As pedras retire do caminho, ou salte sobre elas ou se forem enormes, contorne-as!

 

Algum descuido me fez esquecer o que já havia aprendido! Precisei da dor física para relembrar. Quantos esquecimentos! Quanta cegueira!

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Parei de escrever esse texto por ter acabado de receber um e-mail de uma amiga, que contém um texto atribuído ao poeta português, Fernando Pessoa. Li e me surpreendi pela semelhança e temi plagia-lo. Resolvi apresentar o dele como fecho do meu:

“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

Fernando Pessoa

Preciso escrever algo mais?



Escrito por Hilda às 01h25
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ELES e ELAS

Homens e Mulheres são mesmo diferentes no agir, no sentir, nos costumes, nos interesses...

Não consigo acreditar na tal “alma gêmea”! Será que existe?

 

Claro que acontecem as exceções, porém elas são pontuais e não globais. Então vamos esquecer os poucos homens românticos e as poucas mulheres que gostam de futebol fora da Copa do Mundo, e as demais exceções. Ficamos com o global:

 

Assistindo a um filme romântico: Ela chora, ele dorme.

 

Escolhendo um programa de TV: Ela quer novela, ou programa de fofocas de famosos, ou de variedades com auditório, ou de decoração, ou de documentário sobre artes. Ele escolhe programa de esportes, ou programa de esporte, ou futebol, ou futebol, ou fórmula um, ou fórmula um ...ou documentário sobre aventuras.

 

Decidindo um filme: Ela quer um romântico, ou drama ou comédia. Ele, que o filme seja violento, o mais barulhento possível, com muitos estrondos, carros rodopiando, tiroteio, lutas corporais com socos retumbantes; ou aquelas ficções científicas onde quase sempre não explicam o “como” dos absurdos criados.

 

E nas idas aos shoppings? Tem algum Ele, que acompanhe uma Ela sem ficar cansado, ou aborrecido, ou estressado? E como é um Ele indo sozinho a um shopping comprar alguma coisa que não seja eletrônica ou de leitura? Eu sei como é: entra na loja, sem jeito, gagueja pra vendedora ou vendedor, acredita no vendedor dizendo que está lindo dentro da roupa ou sapato ... paga e sai correndo, quase sempre depois, alguma Ela terá que ir junto com o Ele para trocar a mercadoria.

 

E o jeito de dormir, e os hábitos, e os egos, e a música, e os amigos de cada um, e os sogros, os cunhados ...?

  

O pior é que vivemos procurando a “alma gêmea”!

 

Meu conselho: Desista! Não encontrará e se pensar que conseguiu, fuja porque se continuar pensando isso e acreditar, a decepção será grande!

 

Sou realista, olho o mundo sem névoas cor de rosa, parceiro bom é o oposto da inexistente “alma gêmea”. É o complementar, aquele que é o que não sou ... pois acho que não suportaria ter alguém ao meu lado que pense como eu, que goste só do que gosto, seria mais que monótono! Já imaginou uma relação sem discussão, sem desafio, um sabendo exatamente o que o outro pensa, onde ficaria a conquista, o jogo de sedução... um se vendo no outro como um reflexo de personalidade?

 

Quero diferenças! E você, o que quer?

 

Hoje, além de querer encontrar complementares, quero também a vitória da Seleção do



Escrito por Hilda às 00h27
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NAMORAR

Eu namoro, tu namoras, ele namora ...