Casa da Sogra - Aqui vale falar de tudo!


VENCER É PRECISO...

Ela abriu os olhos, espreguiçou-se e sentou na cama por minutos. O companheiro ainda dorme. Ela sai do quarto sem acordá-lo e fingindo não me ver, mas sabe que estou aqui.

 

_ Bom dia, diz ele ao chegar na cozinha onde ela toma café.

 

_ Dormi com você, lembra-se? Bom dia é pra quem se vê a primeira vez num dia. A resposta demonstrou seu mau-humor costumeiro ao acordar, quer dizer, ao sair da cama, porque acordar mesmo, só daqui à uma hora mais ou menos. Principalmente nos dias do tipo de hoje.

 

E eu que pensei ser a única rancorosa ao acordar! Muda, emburrada, com raiva de ser eu, queria ser outra, talvez mais velha ou mais nova, qualquer uma, podia ser um ele também, até seria melhor!

 

Já banhada, alimentada, perfumada, o sorriso dela surgiu espontâneo, ele ganhou abraço e beijo carinhosos e saíram juntos.

 

Encontraram-me novamente, quando chegaram ao destino, e os recebi ainda preguiçosa, sem sorrisos, raivosa ainda por ser eu. Aos poucos a alegria dela e sua disposição me contagiaram, ele também estava ativo, ambos me encarando como que em enfretamento. Enfraqueceram minha resistência e ajudaram a me aceitar. Fui me moldando às situações, vencendo desafios e, aos poucos, distribui tranqüilidade, ofereci chocolates, rosas sem espinhos, música e calor, transformei pedras em plumas a todos ao meu redor.

 

Por que são assim meus amanheceres?

 

Culpa de quem me criou!

 

Culpa de quem me nomeou com esse nome que ninguém aprecia. Por causa dele demoro a ser amada, sou quase desprezada...

 

Segunda-Feira! Isso é nome?

 

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Vença sua Segunda-Feira e seja feliz com ela!

 



Escrito por Hilda às 23h50
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CONTANDO CONTO

Estranho Homem Estranho

 

Era uma vez um Adão alfaiate.  Mudou-se para uma cidade de poucos habitantes e onde poucos, dos poucos homens, vestiam ternos. Todos andavam de roupas de brim, compradas em lojas que as exibiam em cabides do lado de fora, na calçada mesmo. Homens, mulheres e crianças de semblantes tristes pela monotonia da cidade, uma cidade cinza. Os únicos que usavam ternos eram, o prefeito quando tinha que ir à capital ser recebido em audiência pelo governador, o juiz de direto quando visitava a comarca e algum viajante perdido por lá. Adão era gentil e agradável com os habitantes, mas estes o olhavam com desconfiança e Adão sorria ...

 

O prefeito comprava seus ternos na capital. O juiz, não sei onde, mas nenhum do Adão alfaiate, que sentia, ou tinha esperanças que voltaria a fazer muitos ternos, como em outras cidades que morou. Um dia chegou um estranho na cidade. Causou certo murmurinho entre os habitantes. Quem era? O que viera fazer ali? Não era vendedor, nem o juiz, nem parente ou amigo de ninguém. Parou seu carro frente à casa simples da hospedaria, desceu com uma maleta negra na mão, foi só o que mostrou dele. Dias depois souberam que o estranho havia perguntado ao empregado da modesta hospedaria, se existia algum alfaiate na cidade. E Adão, conseguiu confeccionar seu primeiro terno desde de que se mudou para a cidade cinza. 

 

O estranho não era somente um estranho para os moradores locais, era também um homem estranho. Feio, carrancudo, talvez por isso a feiúra.

 

No domingo o terno do estranho ficou pronto. Adão levou-o ao estranho lá na hospedaria, recebeu o que pediu pelo terno e foi-se feliz pensando no que faria com o primeiro ganho naquela cidade cinza.

 

O estranho banhou-se, vestiu a roupa nova e saiu andando pelas ruas. Desfilou sob o sol dominical e, conforme ia passando, as pessoas admiravam o porte elegante, majestoso, nunca haviam visto na cidade um homem assim! Lindo, simpático, sorriso agradável, físico atlético, ninguém reconheceu nele o estranho homem estranho. Só depois o empregado da hospedaria contou, para surpresa de todos, quem era o bonitão.

 

Alguns homens animaram-se e encomendaram ternos do alfaiate Adão e com o resultado neles, outros também quiseram ternos do Adão. As mulheres passaram a levar seus maridos, alguns contrariados, para Adão tirar suas medidas e confeccionar seus ternos e pouco a pouco quase todos homens da cidade vestiam seus ternos e exibiam beleza e felicidades em seus rostos e posturas. As mulheres e os filhos dos homens de ternos também se modificaram para melhor. A cidade transpirava amor e, num domingo, Adão juntou suas tesouras, agulhas e alfinetes, entrou no carro do outrora estranho homem estranho, e partiu da cidade hoje colorida, para outra cidade cinza...

 



Escrito por Hilda às 00h38
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ALEGRIA ALEGRIA

É Sábado!

 

Dia de alegria despreocupada, preguiçosa e gostosa. Vou outra vez seguir Caetano e  caminhar contra o vento, sentindo-o esvoaçar meus cabelos e entrando, sem pedir licença, invadindo meus pulmões. Afinal, é sábado!

 

Como ele, não vou levar documentos, lenço então, nem pensar! Para que lenço se não vou ter lágrimas para secar? Toda sorrisos. Afinal, é sábado!

 

Nem nada nos bolsos ou nas mãos. Para que coisas? Só quero ver o sol brilhar nas folhas; nos cabelos dourados de alguém, nos negros de outrem e naqueles prateados pelo tempo; refletir em poças d’água onde se banham os passarinhos e no verde das árvores. Afinal, é Sábado!

 

Vou livre, leve, solta, mãos balançando no rítmo do andar de pernas ágeis. Afinal, é sábado!

 

Mente vazia e os olhos cheios de cores e o peito cheio de amores transbordando-os de todos tipos, despejando esses amores que voarão até corações desejosos ou necessitados dele, impulsionados pelo vento que caminho contra. Afinal, hoje é sábado!

 

Eu quero seguir vivendo 
Amor
Eu vou 
Por que não? Por que não?

 

Por que não, afinal... Hoje é Sábado!

 



Escrito por Hilda às 23h57
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PSIU, PSIU...

Sim é você, você que está aqui lendo, que chamo. Estás me lendo, não é? Beleza!

 

O ruim, é que justamente hoje que o chamo, estou meio perdida... imaginando o que você gostaria de ler aqui. Seriam notícias? Fofocas? Declarações de Amor? Piadas? Críticas ao Governo? Músicas, ou literatura, ou filmes? Ah ... futebol e os segredos femininos, talvez  contentasse mais você, não é, você masculino? 

Pense, você masculino, se ficasse aqui te contando tudo que fazemos para conquistá-lo e depois o ter sob nosso controle! Não, não sorria pensando que você sabe bem e se protege... sabe não! O verdadeiro e essencial, escondemos bem. E a prova é que, mesmo quando nos trai, mente com medo de ser descoberto. Por que isso? Porque não quer perder aquela que te prendeu! E por que trai? Para provar a si mesmo que está livre. Tsc, tsc, tsc ... coitadinho.

 

Calma, calma, tira o cursor do mouse do   X   para fechar meu blog, não vá embora, prometo não falar mais sobre isso. Mudo completamente o assunto. Aproveito para te contar um segredo, e juro que só contarei a você e sussurrando!  É o seguinte: toda vez que começo a escrever um texto, penso:

 

Tenho que caprichar, pois vocês masculinos também me lêem. E vocês são racionais, inteligentes, querem textos a altura de suas capacidades, querem ação, adrenalina correndo nas veias, se tiver erotismo, ou mesmo uma sacanagenzinha, melhor!”

 

Acertei, você masculino?

 

Para a você feminina, poderia falar em truques para sermos mais belas e azucrinarmos os homens. Dicas de sedução também é bem interessante, não é? Tenho meus truques infalíveis, mas sei que também você tem, todas temos, dons naturais, poderosos. E com eles, vamos tomando nossos lugares, devagar e sempre, sorrindo e conquistando, não é? Mas esses são nossos segredos, não vou falar sobre isso, e se o você masculino ler também? Mudo o assunto também com você, você feminina.

Podemos falar sobre astrologia, melhor ainda, Horóscopos! Sim, eles também se interessam, disfarçam dizem que é bobagem, sei, sei ... acredito.

 

Sei também que você feminina, gosta de temas inteligentes, e de artes, de novelas, muitas de futebol e de política, de receitas, de tricô e crochê, ahh ... e os casos das empregadas com quem temos que conviver, e as gracinhas dos filhotes, hein? Como somos versáteis! Sem contar que a maioria também adora uma cerveja e um erotismo sutil.

 

Na verdade estava sem assunto e se você chegou até aqui, quer dizer que te prendi, não é? Não gostou? Faz assim, vai ali em baixo nos “comentários” e faz que nem eu... escreve o que pensa, mas com a censura ativada, ok? Beijocas pra você!

 

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Hoje também publico um texto no blog Águas da Vida

Clique Aqui para ler.

 



Escrito por Hilda às 00h20
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Se todos fossem iguais a mim?

Sei lá porque, me fiz essa pergunta. E passei a imaginar...

 

Me vi dando aula para uma classe de Hilda’s e Hildo’s. Lembrei do meu olhar perdido nas salas de aulas que frequentei, quando meu pensamento voava, viajava léguas numa velocidade comparável a de um jato e do susto que levava quando o professor percebia minha abstração e fazia pergunta sobre o que explicara ... eu, cara de boba olhando sem saber do que ele falava.  Todos Hildo/a’s voando e eu falando pras paredes?

 

Como seria ser casada com um Hildo?

Ah ... nesse caso acho que adoraria! O Hildo seria mais ou menos atencioso, etc e tal (isso fica pra sua imaginação), mas independente e não interferiria na minha liberdade. Verdade que teria que agüentar suas implicâncias que nem ele conseguiria explicar com um motivo lógico, mas como uma Hilda, eu entenderia. Também teria que suportar suas alternâncias de humor e de atividades ... sei não, se encontraria paciência para tal. E a falta de pontualidade? Alguém tem que ter essa responsabilidade num casal. E a rotina? Dois que odeiam rotina...? E o “não estou nem aí” para o que pensa de mim? E chaves, documentos perdidos, etc... de dois?

 

Amigos Hilda’s e Hildo’s.

Hun ... e sentiriam qualquer mudança de espírito em mim? E se afastariam esperando minha volta ao normal? Então nunca estaríamos juntos! Ou somente nos momentos que a Hilda aqui, e os Hilda/o’s estivessem com a mesma sintonia! E os momentos interiorizados deles e meu, o que faríamos nessas ocasiões? Nos encontraríamos em estado normal em algum momento?

 

É, não dá ... igualdades em personalidades, em sentimentos, em emoções, em preferências ... que mundo enfadonho seria!

 

Quer saber?

 

Ainda bem que somos únicos, você e eu! Outra Hilda? Somente a do espelho, e mesmo assim, quando estou em paz com ela!

 

Viva, viva, as diferenças!

 



Escrito por Hilda às 00h58
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CONTANDO CONTO

A Luzia de Andréa

 

Andréa estava com onze anos, tinha amigas da mesma idade pelas vizinhanças e na escola. Brincava alegre com elas, estudavam juntas, inventavam também juntas com Andréa quase sempre guiando as brincadeiras. Começaram a perceber os meninos e surgiram as conversinhas secretas entre elas, igual a toda menina dessa idade.

 

Luiza mudou-se para o bairro em que morava Andréa e passou a freqüentar a mesma escola e na mesma classe dela. Em pouco tempo conquistou a simpatia e amizade das amigas de Andréa, menos dela, que desde de o primeiro olhar não a aprovou.

 

Andréa foi vendo sua liderança entre as amigas ser trocada pela de Luzia, parecia que até a ignoravam. Para Andréa o que mais a aborrecia era que Luiza a imitava em tudo! Vestia-se igual a ela, se colocava uma fita no cabelo, lá estava Luiza com a fita, da mesma cor no cabelo igual.

 

No dia do aniversário de quinze anos, a mãe de Andréa organizou uma festa, com valsa dançada e tudo que acontece em festas de quinze anos. Andréa esperou ansiosa por ela, convidou amigos, escolheu os pares que dançariam a valsa ao seu redor enquanto ela, valsaria com o Julinho, o menino por quem estava encantada. Chegou o dia... Andréa desceu a escada devagar, para que todos a vissem. Sentia-se deslumbrante e sorriu até o último degrau, quando se deparou com Luzia vitoriosa e olhando-a.

 

Clique Aqui para continuar a ler.

 

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UOL

 Quero dividir com os amigos que há quase quatro meses visitam a Casa da Sogra, a indicação que recebi do BLOGS LEGAIS. Sem vocês a Casa da Sogra não existiria.

Obrigada!



Escrito por Hilda às 23h52
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ESCOLHENDO EMOÇÕES

Escolhendo Emoções

 

Agora sou seletiva também nas emoções. Nada de qualquer emoção(zinha) me satisfazer! Não me contento com pouco!

 

Já vivi mil e um tipos de emoções, umas fracas, bobas, outras meio medíocres e  poucas intensas e fortes, daquelas que mesmo após passarem, deixam lembranças que causam ainda um certo “frisson”. Aí resolvi, quero mais dessas emoções exageradas.

 

Outra resolução, não falo mais em sonhos e sim, em intenções! Sonhos parecem ser coisas impossíveis, intenção é real, se vou conseguir efetuar, não sei, mas que vou tentar, ah ... isso vou! Então aqui falo da intenção de uma emoção.

 

Para isso estou traçando um roteiro:

 

1-   Imaginarei a situação da minha intenção levando em conta o que sei dela e, principalmente o que não sei, e o que espero encontrar nela. Também terei que decidir o que quero sentir na realização da minha intenção.

 

2-   Procurarei quais comportamentos serão conseqüência naturais da emoção que quero. Quero dizer, me perguntarei como irei agir (será que fugirei dela? Hun ... já fugi de outras, mas nessas não havia feito esse planejamento!). Depois de conhecer minhas atitudes, ainda me pesquisarei mais: Esses atos são esperados na emoção que escolhi?

 

3-   Vou me imaginar na situação, avaliar o possível desenrolar dos acontecimentos, incluindo a reação de outros envolvidos na minha escolha emocional e também, se não causará prejuízos ao meu bem-estar e aos de outros.

 

Agora, é partir pra luta! Não, luta não .. vou me jogar sobre almofadas de cetim lilases e liberar  a imaginação, seguindo o roteiro planejado.

 

Somente quando ficar claro que a emoção é mesmo a que quero, é que vou “sair de dentro de mim” e traçar as metas até chegar à emoção e... sai da frente que lá vou eu!

 

E, enquanto não a alcanço, vou imaginando as emoções da minha intenção.

 

Vá também você! Me acompanhe. Veja qual sua intenção, o que quer na vida, relaxe e comece a trabalhar por ela.

 

Viver emoções é preciso...

 



Escrito por Hilda às 23h47
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VIAJANDO

Ela está na estação aguardando à chegada do trem. O bom é que se ele vier, não atrasa. Para pontualmente no horário determinado. Na estação uma multidão aguarda junto a ela e o trem já se anuncia pelo apito ...

 

O maquinista, parado nos degraus da porta avisa:

 

_ Senhores passageiros, tomem seus lugares e Boa Viagem!

 

Ela sobe rápida, acomoda-se, e pela janela vê o trem partir e deixar alguns... percebe também a ausência de uns passageiros costumeiros, mas os conhecidos, os amigos, seus amores, estão todos lá. Ela respira feliz e se acomoda na poltrona para viver a viagem.

 

Como em qualquer lugar, existem também aqueles que ela até queria poder ignorar, mandá-los para bem longe, de preferência, fora do trem. Como não tem esse poder, o jeito será conviver com eles até o destino da viagem. Então se propõe esquecer divergências e enfrentar com serenidade, afinal, o tempo do transcurso é curto, e em outro trem a viagem faz com que a paciência aumente. Aliás, a cada baldeação a viagem vai se tornando mais e mais prazerosa. Ela sabe disso, o importante mesmo é terminar cada uma.

 

Bem mais de três quartos do roteiro já foi cumprido, ela já sente alívio, e todos no vagão também e conversam, brincam, amam, brigam ... O maquinista só dirige...e nos momentos finais da viagem, avisa pelo auto-falante:

 

_ Senhores passageiros, preparem-se para a troca de trem e continuem numa Boa Viagem!

 

Ela apressa-se a sair e embarcar no próximo trem, mas pára uns instantes para olhar o vagão que deixou e nele vê que alguns não irão para o outro trem e se entristece por eles ...

 

Mas segue rápida ao próximo embarque no trem Terça-Feira... e lá se vai seu trem, percorrendo a Estrada Semana... 

 

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Boa Viagem no seu trem Segunda-Feira pela Estrada Semana!

 



Escrito por Hilda às 23h40
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PRECE

A foto é o registro de um momento em que ao focar as flores, um beija-flor se fez presente...

 

PRECE NÃO ESCRITA

 

Quis escrever uma prece e percebi minha pequenez...

Pedi ajuda a Ele, me ofereci a seu serviço,

E a voz interior diz,

“Quanta prepotência minha!”

Humildemente pedi, “Perdão Senhor”.

E orei: Pai Nosso que estás no céu...

A paz voltou sem altivez

Senti-me forte, apesar de incapaz.

 

Como falar de Deus?

 

Mas a flor está ali, no meu canteiro.

Vejo e admiro flores,

Que alegram meus olhos.

O beija-flor que nelas se alimenta,

É criatura do Criador,

Como a flor,

Como eu,

Como tu.

 

Como falar com Deus?

 

Mas tenho amor...

E suporto a dor,

E agradeço a força que recebo.

Alegro-me a cada despertar

E a cada vez que der a mão em ajuda

Ou o ombro ofertar.

Amá-Lo sobre todas as coisas,

Agora e para sempre.

 

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Neste domingo, que o Amor e a Luz estejam em você.

 



Escrito por Hilda às 23h22
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SENHOR SÁBADO

Senhor Sábado, é o seguinte: hoje você terá que viver sem meus elogios. Vamos ver como se porta, ver se é merecedor de elogios futuros.

 

E nem pense em aparecer chorando e molhando tudo no meu dia, saiba se auto-avaliar, se de fato é aquele dia diferenciado da semana, aquela flor exótica que já te chamei, demonstrará isso vestindo traje de festa, bordado com fios dourados de sol.

 

Seja o dia sem horas, seja o dia festeiro, seja o mais querido.

 

E acabe com todos meus “sempre aos sábados”: o vendedor de gás as 08h da tua madrugada, a diarista que fala e fala, esqueça da feijoada e do churrasco, ahh ... mas traga o egoísmo sabatino, esse quero e preciso!

 

Também nem em sonhos imagine me afastar do amor. Amor tem que ter presença garantida, em qualquer dia, quanto mais num sábado. Junto com o amor traga licores, almofadas de cetim, brisa fresca com perfume de rosas e música divina.

 

Senhor Sábado, se assim chegar, vou te elogiar muito mais do que o fiz até hoje. Vou cantar-te hinos de louvor, vou te cobrir de carinhos, irei te viver inteiro. Tomarei tua posse, e me darei toda a ti, e esgotarei tuas horas...  

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A você, desejo um sábado com almofadas de cetim, licores, brisa perfumada e música divina!

 



Escrito por Hilda às 00h36
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A SOGRA

Existe alguém mais mal falado do que uma sogra?

Não se ouve elogios a ela, coitada. Mas existem alguns que querem parecer bondosos, altruístas ou sei lá o que fingem ser, que proferem, com o ar mais digno que encontrarem no armário em que guardam suas máscaras:

 

_Gosto de minha sogra, é como uma mãe.

 

Que mentira escandalosa! Quer dizer que para a sogra você se queixa do filho, ou da filha dela como faz com sua mãe, é?

 

Apesar de que, sogra de genro é bem melhor do que sogra de nora!

 

O estranho é que piadas são feitas com a sogra de genro. Ah ... como gostaria que eles tivessem uma sogra de nora! Que agüentassem os ciúmes dela e suas histórias sobre como tratava bem do filhinho lindo e inteligente, o coitado, que hoje está carregado de responsabilidades nas costas.

 

Mas as sogras retribuem na mesma moeda! Sogras não elogiam genros ou noras. Apesar de que também há as mascaradas que afirmam aos quatro ventos:

 

_Ganhei um filho ou uma filha.

 

Sei, acredito também viu, Senhora Sogra? E por que o prato favorito quando o casal vai te visitar é o do filho ou filha? E por que pára a conversa sobre alguém da família, claro que nada elogiosa, quando o genro ou a nora chega perto? E os presentes... quem ganha o melhor? 

 

Minha opinião: Sogra é sogra mesmo, nada de mãe e nada de filho ou filha, somos mesmo noras que as enciumamos e genros que as provocamos.

 

Mas a Hilda, a sogra da Casa da Sogra, não é nem mãe, nem quer filhos, é amiga e quer amigos!

 

Tchau amigo/a, volte sempre, a casa é sua, faça dela a casa da sogra!

 

Hoje publico um texto também no blog Águas da Vida

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Escrito por Hilda às 00h22
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TE PERDÔO...

"O perdão é uma necessidade absoluta para a continuidade da existência humana", escreveu o bispo africano Desmond Tutu

 

Como perdoar? Muitas vezes falei:

 

_ Perdôo. E fiquei me perguntando:

_ E o que faço com a dor, com a mágoa?

 

Tem coisa mais difícil na vida do que perdoar?

Qual a técnica para apagar a desilusão, a ofensa, a calúnia, a traição, ou qualquer outro mal que sofremos?

 

Como retornar o olhar para a pessoa como a víamos antes? Esquecer? Sim seria a solução, e como fazê-lo? Existem técnicas meditativas para esquecer, mas esquecer é perdoar? E quando a lembrança intrometida surge e revivemos a dor? Mas afirmamos que perdoamos e ...

 

Esse foi um de meus questionamentos por anos e anos na vida. Perguntei a outros, pesquisei em livros, me sentia má, pois o perdão que oralmente prometia, não habitava em mim, continuava sendo vítima. Observava pessoas, me pareciam saber perdoar.

 

Num dos livros li que a primeira atitude é querer. Não ajudou, queria perdoar e não conseguia! Sempre o ressentimento permanecia, me trazendo angústias e malefícios.

 

Foi quando mudei o olhar, voltei-o para mim. Procurei por minha culpa. Entendi que se fui magoada, não foi por ser um modelo de bondade, de perfeição. Busquei por meus erros e, para minha surpresa, encontrei-os!

 

Entendi as ofensas, e perdoei ...

 



Escrito por Hilda às 01h01
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CONTANDO CONTO

ENQUANTO A CHUVA NÃO VEM 

Música de Fundo: gp_zigner.midi de Pablo Sarasate.

 

À Carmem, desde a adolescência, sobraram os namorados que Adele rejeitava, e a aceitação de Carmem os consolava pela proximidade de Adele que ela oferecia. Agora, percebo que Carmem foi talvez a única que nunca a invejou, ao contrário, admirava-a, reconhecia suas qualidades e beneficiava-se delas. Ou será que foi a pior de todos, usando-a? Quem sabe Rose, sua única irmã - que a mãe priorizava, talvez na tentativa de recompensá-la por não a ter também dotado com os encantos e qualidades de Adele -, fosse seu relacionamento mais sincero ...?

Aos vinte anos Adele partiu levando somente o violino companheiro desde a infância. Foi em busca do aperfeiçoamento de sua única paixão: a música. Deixou Carmem temporariamente desamparada. Já a irmã e a mãe transpareceram liberdade, alívio. Por dois anos preparou-se para partir: economizou tudo que recebeu pelas aulas de inglês e de violino que ministrou e pelo trabalho na loja do bairro. Nem a irmã, nem a mãe acompanharam-na até a rodoviária, acho mesmo que Adele não as avisou da hora que partiria. E nunca mais retornou.

Ao chegar em São Paulo, a cidade enorme, tumultuada, parecia querer engoli-la, Adele teve que lutar contra a sensação de desamparo, de solidão. Alojou-se no mais modesto hotel que encontrou e não poupou energia, nem paciência, nem ambição. Logo foi contratada por um pequeno conservatório de bairro e nas horas livres praticou sua música até quando o proprietário proibiu-a, pressionado pelos hóspedes cujos ouvidos brutalizados ofendiam-se com a música de Adele.

 

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Escrito por Hilda às 23h45
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NOVA TÉCNICA

Aprendi uma técnica muito interessante para aqueles momentos de “branco cerebral”. É essa: escolhe-se, aleatoriamente, num dicionário um substantivo, mas sem escolher entre as palavras. Deve-se pensar num número e abrir o dicionário na página daquele número. Depois determinar outro número que pode ser a hora ou os minutos do relógio, ou o dia do mês, ou sua idade, qualquer número. Na página aberta do dicionário, procuramos a palavra cuja ordem é determinada pelo segundo número, se for um substantivo, ótimo, se não continuamos a descer até encontrar um. Também, aleatoriamente, pegue um livro e deslize o dedo, o substantivo mais próximo de onde seu dedo parar, será a segunda palavra. As duas palavras intercalamos com PO. E a partir dessa “sentença” formamos uma idéia para desenvolver o que o “branco” está nos negando. Estou experimentando essa técnica aqui, você avalia o resultado, ok?

 

Veja como hoje, “forças ocultas” estão conspirando contra mim, essas são minhas palavras: GUARDA-SEXO po RAZÃO

 

Vamos ver o que faço com elas!

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_Você perdeu a razão?

 

A mulher está com olhar atônito para o marido. Toda vestida de biquíni, mais ou menos comportado, o suficiente para disfarçar o que quer, com uma camisa de seda branca, ligeiramente transparente, chapéu branco, para proteger-se do sol, chinelos Havaianas, brancos. Bolsa de palha italiana a tira-colo e óculos de sol Armani. Elegante e confortavelmente trajada para a ida à praia.

Haviam chegado à noite do dia anterior e da janela do hotel visualizaram o mar e concordaram que iriam passar algumas horas na praia. Ele brincou dizendo que iria atrair todos os olhares da praia, ela riu e respondeu que seria somente os seus olhares que ele atrairia.

 

_ Por que perdi a razão? Respondeu ele.

_ Você está ridículo!

_ Eu não achei!

 

Ele tinha se conferido por todos os ângulos que o espelho do banheiro permitiu. Viu que precisa manter o abdome contraído, erguer os ombros, estufar o peito e esticar a coluna, Percebeu que até ficou mais alto. 

 

_ Com você assim, não vou à praia. E um conselho: Se vai continuar com essa idéia, pelo menos depile as virilhas! Ah, e coloque um boné enterrado no rosto e óculos escuros, aquele grande que você trouxe, não quero que o reconheçam quando sairmos juntos, isso se continuarmos juntos...

_ Está louca? Depilar-me? Isso lá é coisa para se dizer a um homem? E quer saber? O vendedor me garantiu que essa peça vem de Paris e que é última moda nas praias francesas.

_ Vou ligar para sua mãe, ela tem que saber...

_ A senhora não acha nada demais? Sei ... seu filho é lindo, é um verdadeiro Adonis, sei, sei. É, ele também pensa que é, a senhora o convenceu bem. Tchau... 

_ Então fazemos assim, pode ir agora que vou esperar meia hora para sair e, nem se atreva sequer me olhar na praia! Na volta conversaremos e você me contará sobre todos os olhares que o admiraram.

 

Ela voltou três horas depois e o encontrou assistindo TV, banhado e vestido tradicionalmente.

 

_Pelo jeito você voltou logo da praia. E como foi o sucesso?

_ Não quero falar sobre essa manhã agora, e nem nunca mais...

 



Escrito por Hilda às 01h53
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CARTA AO AMIGO VIRTUAL

Olá E-Amigo!

 

Se estiver aqui, então acredite, é um amigo e é pra você que escrevo. Há muito venho pensando em como lhe falar. Amigo virtual não tem telefone, não tem rosto, não tem endereço, só tem alma e olhos, o jeito foi usar esse espaço.

 

Aos poucos você vai se dando a conhecer, suas preferências, às vezes, sua timidez, em outras, seus sentimentos. E vou traçando sua personalidade e vou sendo cada vez mais conquistada.

 

Hoje já tenho idéia do que gostas de ler. Sei quando errei no escrever e quando te acertei. Saiba que minha intenção é te agradar, mas às vezes perco o controle sobre meus dedos que digitam e eles vão escrevendo, escrevendo e quase sempre nessas ocasiões, uma das Hilda’s toma a rédea das idéias.

 

Você me entende, não é? Ou será que somente eu tenho várias em uma? Só eu sou múltiplo uso? Ah, não acredito, será? Assumo, sou dupla, ou tripla, ou... você já deve saber identificar uma das outras, não é?

 

Tem a introspectiva, e quer saber? Hoje ela estava querendo compor um texto sobre a morte! Não deixei! Quando fala com, ou de Deus, aplaudo, mas morte? Isso lá é tema para um blog que quer ser de diversão?

 

Tem a psicanalista, que escreve acho que só para ela. Não é clara nas idéias, quer induzir você a descobrir o que ela pensou! Conta uma coisa para dizer outra. Peço desculpas por ela. Aliás, somente quando estou lá pelos espaços aéreos em companhia da introspectiva, que ela aproveita para vir aqui.

 

E o que dizer da matemática sádica? Que quer usar lógica para tudo! Afirmo que tento e tento prendê-la, mas ela faz cálculos, extrai raízes quadradas, calcula as derivadas e integrais e... se livra das amarras! Desculpe por ela também.

 

Gosto da apaixonada e me dou bem com ela. Você também a quer bem, não é? Ah, o amor! Quem não gosta dele? Às vezes é sonhadora, coisa que gera discussões com a matemática, um conflito só... E tenho que encarar e solucionar, fazer o que?

 

A criadora de casos acho que até te diverte um pouco com suas histórias, não é?

 

Era isso E-Amigo, quis me apresentar a você e pedir perdão por alguns post’s. Exclusivamente para você, pois desconfio que se essa carta for lida por outros, talvez me considerem desequilibrada.  Só falta acrescentar que quando sou uma só, escrever pra você é um prazer e ainda, uma necessidade, acredite.

 

Aguardo sua resposta.

 

Beijo da .... Hilda Completa e não Fracionada ... 

 

PS: Ih... fracionada? Fração? Matemática? Não sei mais nada ...

Mas sei que te desejo uma semana mais que demais de boa!

 



Escrito por Hilda às 00h36
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EL DIA QUE ME QUIERAS

El dia que me quieras ...

 

Humilde aceitarei seu querer

E me farei bondosa e completa,

Tanto quanto nunca fui.

Extravasarei em fervor,

Não sentirei dor e represarei amor,

Que como um rio flui.

Estarei nesse dia repleta,

De felicidades se fará meu ser.

 

El dia que me quieras ...

 

Nesse dia a luz permanecerá

E iluminará meus caminhos.

Será como um presente,

Que sequer um dia vislumbrei,

Nem com muito valor comprarei.

A alegria não será ausente,

A vida se fará em carinhos,

Tudo, tudo se glorificará!

 

El dia que me quieras ...

Hilda



Escrito por Hilda às 00h29
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SEMPRE AOS SÁBADOS

O vendedor de gás, pontualmente, sempre aos sábados e às 08:10h, toca a campainha.

Sonolenta, cabelos despenteados, e o pior, sem batom, abro a janela do meu quarto, que infelizmente dá para a rua, me escondo atrás da cortina, e respondo:

 

_Obrigada, não preciso!

 

Revoltada volto pra cama e me prometo que vou trocar de quarto. Por que eles trabalham no sábado? Isso não é pecado? Minha avó dizia que era! Agora a entendo... é pecado e pecado grave! Parece que o cachorro da casa vizinha não gosta de vendedores de gás, sempre aos sábados, e se embala no latido, e eu querendo continuar dormindo.

 

Penso que não consegui dormir e resolvo sair da cama. Olho o relógio: 09:25h. Não é que dormi? Depois de umas boas espreguiçadas de alongamento, dentes escovados e tudo mais, um café preto e quente pra acabar de acordar, mas antes, uma oração de agradecimento por ganhar mais um sábado.

 

Depois de uns minutos já despertei e é hora do meu mingau de aveia ... estou pronta para o sábado e com convite para festa a noite, fato que acabará com muitas horas diurnas. Por que? Óbvio, tenho que me preparar, manicura, cabelo, decidir tudo que vou colocar sobre meu corpo, incluindo dedos, pulsos, pés, etc ...fazer a maquiagem especial para dias de festa.

 

Mas antes preciso mesmo, ler o jornal, calmamente, afinal é sábado e sempre aos sábados o leio detalhadamente. Os familiares presentes sabem que ainda não estou disponível para conversas, mas a diarista, que vem justamente, sempre aos sábados, não consegue compreender essa minha mudez matinal... se ela soubesse que corre o sério risco de ser dispensada entenderia, preciso contar isso a ela assim que a fala chegar.

 

Sábado de sol tem que ter praia, nem que seja por uma hora. Sempre aos sábado não dá para caminhar a beira d’água, fica congestionada e para atravessar a passarela sobre os canais tem até fila! O melhor é levar a cadeira e a toalha de praia e “largatear” sob o sol. Quem quiser, me acompanhe.

 

Nem respondo à pergunta:

_Vai para a praia? E almoço? Sempre aos sábados, essa pergunta!

 

Sei que na volta vou comprar uma feijoada, sempre aos sábados é dia dela, e que se deliciem com ela! Aprendi que às vezes ser um pouco egoísta é bom e necessário. E sábado é um bom dia para egoísmos.

 

Depois da volta da praia e do almoço de feijoada comprada. O resto do dia é com os preparativos até a festa acontecer para mim. Não acabei de ler o livro que estou lendo, não fui tomar cafezinho no shopping e encontrar amigos ... nem aluguei aquele DVD que queria... Por que festas sempre aos sábados?

 

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Desejo que Sempre aos Sábados você seja feliz e viva um egoísmo sabatino!

 



Escrito por Hilda às 23h52
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SEDUÇÃO E A TERCEIRA LEI DE NEWTON

Seduzir é arte ... arte nasce com o artista e pela vida é estudada, aprimorada.

Vejo três grupos distintos de pessoas: as sedutoras, as seduzidas e as que, ao mesmo tempo são sedutoras e seduzíveis. O que é melhor?

 

Seduzir?

É delicioso seduzir! Usar de todos os talentos para se fazer notar e depois, para impressionar, ser gentil. Sentir no âmago aquela necessidade de conquistar. O sedutor é sensível, delicado, tranqüilo e sem pressa. O olhar é profundo, e cativante quando o acompanha o sorriso. Aos poucos vence a resistência de quem está seduzindo. Se for sedução de amor, também é romântico. Difícil resistir a um sedutor de amor. Nada é forçado, somente cada vez mais aperfeiçoado.

E vai seduzindo amores, amigos. Outros usam sua sedução para conquistarem fama, ou sucessos financeiros. Só maravilha para os sedutores? Não, porque a maioria deixa somente ao seu poder sedutor a incumbência de abrir-lhes todas as portas afinal, como é fácil para eles a conquista de pessoas, se iludem em seu poder e acabam presos em suas próprias teias. Os sedutores são aqueles que os seduzidos dizem ter carisma.

 

Ser seduzido?

Ah ... também é bom! Ser o alvo de um sedutor dá prazer, alegria e auto-estima. Deixar se envolver, aos poucos. Dificultar para aumentar o jogo, é também uma arte.

Ser a presa na mira de um sedutor é bom, mas quase sempre o sedutor acaba transformando sua caça em vítima, porque sedutor que se preze não se contenta, sempre quer mais e mais.

E daí se acontecer a decepção?

Um ser seduzível aprende como enfrentar isso. Verdade que dói no início, mas sabe que logo surgirá outro sedutor e espera sua chegada, enquanto se fortalece nas atitudes.

 

Seduzir e ser seduzido?

Acho que é o melhor! É a excelência!  A ambivalência dos seres. E quando dois desse tipo se cruzarem, será a comprovação da terceira lei de Newton:

“Quando dois corpos A e B interagem, se A aplica sobre B uma força, esse último corpo aplicará sobre A uma outra força de mesma intensidade, mesma direção e sentido contrário.”

É importante ressaltar que ação e reação nunca se anulam, pois atuam sempre em corpos diferentes. Quer dizer, a sedução entre dois sedutores seduzíveis, permanecerá até que a morte os separe!

Seria Newton um sedutor seduzido por uma sedutora e isso o levou a pesquisar, enunciar e comprovar essa tese?

Até podemos escrever uma fórmula matemática para esse caso:  Sh,m = - Sm.h 

 

Onde S é a sedução, h é o homem, m a mulher e o sinal negativo (-) indica a força contrária! Lê-se assim: O homem seduz a mulher e a mulher seduz o homem na mesma intensidade! 

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Estou participando, como colaboradora das sextas-feiras (hoje), no blog “Águas da Vida”.  Para ler CLIQUE AQUI e, obrigada!

 



Escrito por Hilda às 21h42
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