Casa da Sogra - Aqui vale falar de tudo!


SABER...

Amar a essência e acariciar o corpo.

 

Que o que reluz não tem luz própria.

 

Que o silêncio fala.

 

Que fraqueza se vence com determinação.

 

Ver e não somente enxergar.

 

Que o tudo, de repente pode ser nada.

 

Que se grita na raiva, porque o coração está surdo.

 

Que perder é aprender.

 

Fugir da rotina e renovar-se.

 

O momento de agir e a hora certa de sair.

 

Que retas paralelas se encontram no infinito.

 

Que se felicidade fosse constante, você nunca saberia ser feliz.

 

Que hoje somos diferentes de ontem e amanhã estaremos outros.

 

Dizer não sem culpas.

 

Quando o proibido, com conseqüência só sua, pode ser vivido.

 

Ensinar o que sabe e aprender o que não sabe.

 

Reconhecer a razão do outro.

 

Que a boca fala sobre o que está no coração.

 

Decidir entre o que é certo e o que é fácil. 

A hora de parar ...



Escrito por Hilda às 00h16
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CONTANDO CONTO

SOFTWARE

 

_Alo, Raul da Assistência Técnica da TecnaoTec. Com quem falo?

_ Lais.

_Pois não dona Lais, em que posso ajuda-la?

_ Comprei o Programa TecPerfect e ele está imperfeito!

_ Um momento, dona Lais, vou transferir a ligação para um dos técnicos.

 

La la la ri la la... A TecnaoTec está no mercado há quase quarenta anos (Como quarenta anos? Há quarenta anos não existia PC e o Bill Gates era criança!)... nossos produtos possuem a melhor tecnologia do mercado e facilitam seus trabalhos informáticos economizando seu tempo e facilitando sua vida.

Após vários La la la ri la la...

 

_Boa tarde dona Lais, sou Alexandre, qual o problema no seu TecPerfect?

_O programa não executa nenhuma tarefa. Trava a qualquer comando e ainda, trava o Windows que precisa ser reiniciado.

_ Dona Lais, está vendo aí na tela ao lado esquerdo, o botão “Iniciar”? Clica nele.

_ Ok!

_Agora clica em “Arquivos de Programa”

_ Oh Alexandre, seguinte, não sou analfabeta informática, diz logo o que devo abrir!

_ Dona Lais, veja aí na lista de programas, o do TecnaoTec.

_ Estou olhando pra ele! Bonitinho o ícone dele, coloridinho, é isso que quer saber?

_ Clica com o botão direito do mouse sobre ele

_ Clicado e já abri Propriedades e agora? Também já verifiquei várias vezes “Configurações, Seguranças e o escambau!

_ Qual Windows que a senhora está usando?

_ Windows XP.

_ Em “Compatibilidades”, veja se a opção “Executar esse programa em modo de compatibilidade com” está ativada.

_ Óbvio que não está, pois a única opção é Windows 95.

_ Ok, pode fechar essa janela. Dona Lais, novamente clique em “Iniciar” aí no lado esquerdo inferior da tela.

_ E..?

 

Continua no post abaixo.

 



Escrito por Hilda às 00h16
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_Veja na lista “Painel de Controle”, clica nele e depois em “Instalar e Desinstalar Programas”, que aparece na lista, é o terceiro da primeira coluna e tem um ícone de um CD, está vendo?

_ Escute, já desinstalei e instalei o programa quatro vezes e continua uma grande porcaria que não funciona!

_ Dona Lais, vamos desinstalar o programa.

_ Não vou desinstalar nada, chama aí o chefe dessa droga de empresa!

_ A senhora não está colaborando...

_CHAMA TEU CHEFE!

 

.......  sem la la la ri la...

 

_ Pois não dona Lais, sou Pedro o gerente da TecnaoTEc, o Alexandre não ajudou a resolver seu problema?

_ O Alexandre e essa TecnaoTec conseguiram estragar meu dia! O prejuízo por ter comprado essa droga de programa não é nada se comparado à ofensa moral que fui submetida! Fui tratada como uma imbecil pelo seu funcionário. Vou entrar com queixa crime por danos morais e procurar a Defesa do Consumidor. Vou processar essa droga de Empresa.

 

_Calma dona Lais, vamos enviar a última versão do programa sem custos nenhum, amanhã mesmo receberá.

_ Não quero programa nenhum, quero ser ressarcida por todas minhas perdas morais e financeiras.

_ Quanto a senhora acha que paga seus desconfortos?

_ Quanto? Qual sua altura, seu peso, seu estado civil, o saldo de sua conta bancária?

_ Não sei o que isso vai resolver  o assunto, mas já que quer saber, minha altura é ..., ..., ...

_ Belas medidas, solteiro ... o saldo bancário não está assim tão bom, mas mesmo assim acho que podemos entrar num acordo.

_ É sensato isso, dona Lais, agradeço a compreensão, simplifica a questão e ainda ofereço outro excelente programa da TecnaoTec de presente, qual é seu pedido? 

_ Hunn ... bom... Meu preço é jantar com você, pra começar...

 

 



Escrito por Hilda às 00h16
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ME ATREVO A FALAR...

Ninguém gosta de falar sobre ela, sequer pensar nela, mas desde o primeiro ar que respiramos ao nascer, já estamos caminhando para ela. Cada dia vivido é um passo dado. E todos querem viver dias e dias, dar passos e passos, não importando para onde esses passos nos levarão, não é?

 

Darei um nome a ela: Krack. A Krack!

 

Sobre o futuro temos sonhos, planos, projetos e expectativas. Mas a Krack é nossa única certeza nele.

 

Será que é ruim a Krack nos escolher? Mas é um ato da natureza como nascer, crescer, se desenvolver. Quando ainda crianças, sabemos que nos tornaremos adultos, por que não tememos também essa fase da vida?

 

Em criança tive muito medo da Krack, e toda vez que ela esteve por perto até adoeci. Ficava mal, com febre, de cama. Depois, adulta jovem, a Krack passou a ser para mim, um enigma. Olhava para um que acompanhou a Krack e pensava onde ele estaria naquele momento enquanto chorávamos sua partida. E até hoje é isso que sinto... curiosidade aliás, minha grande companheira da vida. E essa curiosidade afugenta o medo da Krack, penso que irei descobrir o depois dela, imagino que entenderei o que aqui não consegui. Será que verei os que ficaram? Lerei seus pensamentos? Ouvirei suas conversas? Essa idéia de ler os pensamentos não me deixa muito confortável, confesso, e não me atrevo, nem um leve pensar mal de quem já se foi, que dizer falar! Só recordo e comento, das bondades deles... vai que me ouçam e tomem ciência que me magoaram e sofram por isso!

Será que isso acontece? As mágoas que criamos nos que cruzamos pela vida, enquanto forem sentidas, mesmo depois de nossa Krack, nos levará a sofrer?

 

Para cristãos a idéia da Krack é companheira constante, mas mesmo quem não é deve entender que será impossível se perder tudo que vivemos aqui, tudo que amamos, tudo que aprendemos, tudo que sofremos, tudo que realizamos e o que fizemos alguém sofrer... não, devem haver recompensas e penalidades.

 

E como todos, fujo da Krack, me escondo dela e vou amando, vou rindo, vou brincando, vou aprendendo, vou me conhecendo, vou comprando perfumes e sapatos... vou vivendo e vou orando...

O que é a vida e o que é a morte
Ninguém sabe ou saberá
Aqui onde a vida e a sorte
Movem as cousas que há
Mas, seja o que for o enigma
De haver qualquer cousa aqui
Terá de mim o próprio estigma
Da sombra em que eu vivi.

(Fernando Pessoa)



Escrito por Hilda às 01h14
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DESABAFO

Hoje quero dizer tudo que está preso aqui, no meu peito, há muito tempo!

 

Hoje não deixo que se conte historinhas, nem contos, ou que se revele coisas que goste e as que não goste. Hoje não quero graças e nem nada profundo, nem mistérios, nem surpresas por aqui.

 

Hoje mando eu!

 

Hoje nem tento ser agradável, não usarei dourados de sol, nem as cores ou os perfumes das flores.

 

Hoje estarei sisuda, olhar acusador, dedo em riste apontado para você.

 

Hoje também não prometo nada.

 

Cansei, desisto! Passei os dias me fazendo gentil, amorosa, tentando agradar você. E o que recebo em troca? Desaforos! Só xingamentos!

Sei... sei que não se faz o bem esperando retorno, faz-se o bem por amor, mas pra tudo tem um limite e o meu, infelizmente aconteceu.

 

Por que os outros são tão bem tratados, mimados até, e eu sou, o dia inteiro, ofendida?

 

Se é assim que me vê, faço sua vontade e me transformo nessa chata que me chamas!

 

Mas se você me der um breve sorriso, uma piscadela amistosa, vou me derreter toda e voltar a tentar te agradar.

 

Assinado:

Segunda-feira



Escrito por Hilda às 23h54
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HISTORINHA PRA DOMINGO

Hospedaria

 

O proprietário da hospedaria é um senhor forte, de porte atlético, andar imponente. Sua figura, ao mesmo tempo em que impõe respeito a todos, também exerce uma atração incomensurável. Quase todos que lá chegam o amam, o veneram até, outros nem querem conhecê-lo.

 

A hospedaria suntuosa está localizada na região mais alta de uma colina e cercada por gramados de vários tons de verde, onde ilhotas de flores diversas, árvores frondosas e frutíferas, interrompem o gramado. Depois do gramado e contornando a colina, a mata de árvores e arvoredos nativos, com rios e córregos emolduram o cenário. Inúmeros caminhos calçados por pedras, partem da hospedaria e chegam à mata e são ladeados por bancos confortáveis.

 

A hospedaria oferece todo tipo de serviço de que os hóspedes necessitem, cursos diversos, atividades disponíveis a todos, festas para convivência entre os hóspedes, ala para estudos científicos, alimentação farta e ao gosto de cada um, tudo de livre escolha. Assim como também, transitar pelo caminho que preferir para chegar até a mata, ou os rios ou os córregos.

 

Os hospedes que chegam são recebidos com festa, o senhor proprietário os acarinha, satisfaz suas vontades, torna a estadia alegre e feliz, mas isso não impede que com o passar dos dias, dos anos, eles não se machuquem pelas redondezas da hospedaria. Abusam da hospedagem, visitam áreas proibidas e quando se acidentam, sofrem, e muitos ainda culpam o proprietário.

 

Os bancos estão quase sempre ocupados por aqueles hóspedes que ou já cansaram das atividades oferecidas, ou pelos que não sabem como participar delas e ficam assistindo as participações dos outros, ou pelos incapacitados para as atividades, ou pelos sem vontade de ser ativo que preferem chorar suas dores sentados nos bancos.

 

O Proprietário é quem decide a hora dos hóspedes partirem, alguns poucos decidem por si mesmo e se vão.

 

Todos os dias uns partem.

Todos os dias uns chegam...

...e o Senhor Proprietário os acolhe com doçura...

 



Escrito por Hilda às 00h15
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ECONOMIZANDO

Economizando

 

Início do mês. Salário depositado em sua conta bancária, ela faz contas das despesas fixas a pagar. Do saldo retira o total das previsões de despesas necessárias, calcula uma quantia para imprevistos, outra para prazeres e outra para economizar, o que sobra, quando sobra, será para as idas ao shopping.

 

E amanhã, sábado, é um bom dia para compras básicas, somente o que está precisando no momento, que não é muito, ela não é consumista. Mas um perfume quer, sempre quer e, pelas contas que fez, pode comprar um, ela sorri feliz com a lembrança da compra.

 

Com o pensamento no sábado, a imaginação se agita sobre outras coisas prazerosas, além de comprar um perfume, que poderia fazer. Pela manhã ir caminhar seria delicioso, com certeza encontraria conhecidos, amigos... depois do banho, um almoço leve de saladas e grelhados, degustado calmamente e, a seguir, assistir aquele DVD que comprou, ou ler mais um pouco do livro que começou sábado passado e durante a semana não teve tempo pra ele. Depois do shopping, combinar com a Luci para irem a um barzinho, conversar, trocar olhares com algum desacompanhado e talvez até “ficar” com ele.

 

Estava nesses pensamentos quando se lembrou dos cálculos financeiros que havia feito para que seu salário cobrisse todos seus dias mensais com folga, e a idéia surgiu:

 

_ Por que gastar todo meu sábado num só dia? Se perguntou em voz alta e continuou falando consigo:

 

_ Posso economizar o sábado e ir usando-o durante a semana!

 

_ Por exemplo, a caminhada deixo pra terça-feira ao entardecer, quando chego do trabalho e assim espaireço qualquer aborrecimento, e no sábado de manhã vou cuidar de minhas roupas. O shopping vou hoje, mas o livro ou o filme posso deixar pra quinta-feira a noite, confortavelmente deitada no sofá, o que me trará descanso e distração do dia de trabalho e no sábado, depois do almoço, cuido de minhas unhas e faço os exercícios de alongamento semanal. Mantenho o programa com a Luci, porque todos usam o sábado à noite para serem felizes e se trocar, por exemplo para quarta-feira, corro o risco de ser acompanhada somente por casais de aposentados.

 

­ Você é um gênio! Se elogia e continua ... tua semana será bem mais agradável!

 

_ Por que não pensei nisso antes?

 

....................................................................... 

Um sábado delicioso para você, mas que tal guardar um pouco do sábado pra semana?



Escrito por Hilda às 23h33
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COMO DEFINIR?

O infinito.

O sabor da Coca-Cola.

A esperança sem otimismo.

O agora, se cada segundo é um agora.

O amor.

A crueldade não sendo loucura.

O perfume da rosa.

A sensação da cor.

O espírito.

A extensão de um amor.

O prazer do chocolate.

A atração entre dois seres humanos.

O amanhã

A loucura.

O deslumbramento.

A medida da inteligência.

O inacessível.

A consciência.

O oculto.

A inspiração.

O ser humano.

A preferência da maioria diferente da nossa.

 

 

Não há lógica na filosofia ou na matemática que as definam com palavras.

 

Inexiste um projeto básico para o homem verdadeiro, uma essência definidora do homem, porque cada um se define a si mesmo e assim, é uma verdade para si.”

Soren Aabye Kierkegaard , filósofo dinamarquês (1813-1855)

Hoje colaboro no blog Águas  da Vida, Clique Aqui para ler.



Escrito por Hilda às 23h55
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CONTANDO CONTO

Baile de Máscaras

 

Artur e Rita decidiram comemorar o aniversário de dez anos com um cruzeiro onde festejariam também, os dias de carnaval. Preparam-se para a viagem com romantismo, planos de amor ao balançar do navio e se encontrassem um lugar no convés, sob a luz das estrelas e com a brisa vinda do mar.

 

O roteiro definido e as atividades catalogadas, entre elas, o baile de fantasia e máscaras na terça-feira de carnaval. Combinaram que um não saberia a fantasia do outro e embarcaram dois dias antes do carnaval. Foram dias de sol e alegria, de gente bonita e feliz ao redor, com o serviço a bordo mais que agradável que fizeram com que, Artur e Rita se descobrissem outros, outros e felizes e apaixonados.

 

Na noite do baile à fantasia, Artur se vestiria primeiro e depois ela. Rita ficou pelos salões do navio, pelo convés contando estrelas, enquanto Artur se fantasiava. No horário combinado ela foi para a cabine, seria sua vez de fantasiar-se.

 

Quando Rita chegou ao salão do baile, muito passageiros já estavam lá com suas fantasias e máscaras. Rita estava ansiosa para descobrir Artur entre eles, vasculhando com o olhar os participantes, quando ouviu a voz conhecida dizer:

 

_ Aceita essa taça de vinho, linda feiticeira?

_ Obrigada, Rita responde.

 

Depois de outros elogios, ele convidou-a a dançar. Rita resolveu fazer o jogo dele, trata-lo como um desconhecido. Fez-se sedutora, sorrisos enigmáticos, vislumbres de promessas, nem ela se reconhecia nos jeitos e trejeitos, nas manhas e artimanhas que usava. Artur fez sua contraparte no jogo, um perfeito sedutor, olhares através da máscara exclusivos para ela, apertava-a contra seu peito na dança, sua mão deslizava em suas costas até onde alcançava, e ela às vezes o afastava delicadamente, fitando seus olhos de modo provocante. Depois de outras taças de vinho e algumas danças, Artur a levou para fora do salão até o convés vazio e escuro. E ali amou-a com paixão, Rita entregou-se com volúpia.

 

Debruçados na grade do convés, abraçados olhando o mar negro, aos poucos seus corpos e emoções adquiriram o ritmo normal. Depois de uns minutos Artur diz:

 

_ Foi uma sensação incrível amar você, nunca esquecerei! Mas me desculpe, preciso encontrar minha mulher que deve estar me procurando. Beijou-a na testa e sumiu pela escuridão.

 

Rita nem sabe quanto tempo ficou ali, pode ter sido um minuto ou horas. Dirigiu-se a cabine, tirou a fantasia e a escondeu, vestiu-se e foi andar pelas dependências do navio. Quando já amanhecia foi para cabine e encontrou Artur banhado, de pijama e preocupado com seu sumiço. Rita não falou sobre o acontecido, ele também não.

 

Nos dias que ainda ficou no navio, Artur procurou disfarçadamente, pela feiticeira e ao descer do navio levava o coração triste, junto com uma Rita decepcionada e decidida a acabar com o casamento.

 

Como aceitar que ela mesma foi a outra?  

 

Artur concordou com a separação, queria a liberdade para procurar a feiticeira, daria um jeito de ver a lista de passageiros, contrataria detetive, precisava encontrar a mulher que o enfeitiçou.



Escrito por Hilda às 00h12
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OLHAR, SIMPLES OLHAR...

Olhos para ver...

 

Vejo o vento nas nuvens movendo-se.

Vejo o vento nas folhas caindo.

Vejo belezas.

Vejo tristezas.

Vejo amor e desamor.

 

Olhos para falar...

 

Fala da dor em lágrimas vertendo.

Conta a felicidade nos olhos sorridentes.

Revela a inveja em olhar seco.

Conta da angústia em olhar sofrido.

Diz da maldade em olhar inexpressivo.

Confessa amor em olhar suave.

Denuncia a mentira em olhar desviado.

Mostra o interesse no olhar perscrutador.

Acusa o sonho pelo olhar no infinito.

 

Olhar que enxerga o mundo.

Olhar que revela a alma.

Olhar além de nós.

Olhar pra dentro de nós.

Olhar no olhar...

"Só se vê bem, com o coração" (A. de S. Exupéry)

 



Escrito por Hilda às 00h00
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POR QUE SOFREMOS?

Não falo em sofrer de dor física e sim, dor de espírito, de alma, de coração.

 

Pergunta fácil, não é?

 

Acredito que você que me lê, pensou em primeiro lugar: Por Amor!

Logo depois: Falsidade.

E ainda: Ingratidão

E Traição.

Por solidão

 

Esses sofreres são todos causados pelo tal do amor, qualquer amor, de homem/mulher, de pai/mãe, de filhos, de amigos, não é? Claro que toda forma de amor vale a pena, mas porque essa necessidade, quase que vital, de sentir-se amado? Será por não nos amarmos totalmente que necessitamos que outrem nos amem para que nos convençam que somos merecedores de amor?

 

Pelo sofrimento alheio.

 

Será que esse sofrer pode ser minimizado, se nos doarmos um pouco aos que precisam, acalmando nossa consciência e levando a dor embora?

 

Pelo nosso time que perdeu.

 

E como ficamos abalados, não é? E por que? Será pelo time ou por não sentir a euforia da vitória? Ou por sermos nós que ouviremos as piadas dos torcedores do adversário vencedor?

 

Pelo espelho que não mostra a imagem que queremos ver. 

Isso é fácil, não é? Um regime, nova postura, exercícios, alimentação ou... quebra-se o espelho e joga-se fora os cacos dele! Sofrimento liquidado!



Escrito por Hilda às 00h23
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NUNCA PENSEI!

Conheci André e Marta na viagem que fiz nas minhas últimas férias. Quando cheguei à pousada onde me hospedaria, encontrei-os na recepção terminando de preencher a ficha de hospedagem, e enquanto esperava ser atendida, Marta e eu conversamos. Achei-a simpática, gostei de nossa conversa e acho que também a agradei. André assim que terminou juntou-se a nós e me acompanharam, aguardaram que resolvesse minha hospedagem, e sugeriram ficarmos em quartos próximos.

 

Foram dias descontraídos e eles, ótimos companheiros de passeios, alegres, casados com dois filhos adolescentes e viajando também em férias, sozinhos pela primeira vez desde a lua-de-mel. Talvez nem mais soubessem estar somente um com o outro. Quando nos despedimos trocamos os endereços e números de telefones com a promessa que voltaríamos a nos encontrarmos.

 

Passei esse final de semana na chácara do André e da Marta. Desde que voltamos das férias, somente conversamos por telefone. Aceitei o convite deles feliz, pois queria revê-los, e imaginei que seriam dias alegres. Fui na noite de sexta-feira. Quando cheguei outro casal de amigos deles e um amigo do André já estavam lá. Abraços, sorrisos, apresentações, conversas, lareira, música, queijos e vinho, tudo foi festa.

 

Os dias foram também foi festivos, sol e piscina, conversas e brincadeiras, aperitivos... até que, no domingo, o amigo do André se colocou como meu par. Assim, por livre e espontânea vontade, ignorando frontalmente minhas escapadas discretas. Percebi que os dois casais passaram a nos deixar sós.

 

“Isso é um complô”, pensei meio irritada, “será que imaginam que não tenho capacidades para ter um par se quiser?”.

Até então tinha conversado e brincado com todos inclusive com ele e nem tinha prestado muita atenção no cara. Mas ao me deixarem sós com ele e, mal humorada com a situação me fiz pouco falante, somente ele falava e acho que se esforçava para me agradar, ou me atrair. Se foi essa sua intenção e a dos demais, erraram muito.

 

Como me interessar por um homem que por mais de uma hora falou de marcas? Marca de seu carro, de seu televisor de plasma, de seu home teather, seus relógios e canetas, sim mais que um, seu som e seus perfumes, de suas camisas, suas gravatas e ternos e até das cuecas!

 

Fugi dele o mais que pude, fiz caretas para a Marta e para o André, eles ou não entenderam ou fingiram não entender. Fui a primeira a me despedir, queria sair dali o mais rápido possível chegar em casa e esperar pela segunda-feira. Nunca estive num domingo ansiando pela segunda-feira!

 

Acabei de acordar e depois de conferir que estou mesmo na minha cama, respirei aliviada e saudei o dia:

 

_ Salve segunda-feira, faça com que me esqueça do domingo perdido com o chato das marcas! 

........................................................

 

Que tua segunda-feira seja sem chatices!



Escrito por Hilda às 00h29
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HISTORINHA DE DOMINGO

Empregada - Precisa-se 

 

_Parem de brigar e arrumem alguma brincadeira! Ela ordenou aos filhos.

 

_ Meu Deus, preciso de alguém que me ajude! Não dou conta de tudo sozinha!

 

O marido nem ouvia, entretido pela música que tocava e ele até acompanhava o ritmo batendo com os dedos no sofá. Final de semana é para descansar...

 

_ Venham almoçar, ela chama filhos e marido.

Acabado o almoço todos saem da mesa, só ela fica sentada, olhando para a louça e talheres que precisam ser lavados. Se não tivesse dispensado a empregada, faria como antes, arrumava numa bacia e deixava para ela cuidar na segunda-feira e a roupa também. É verdade que tudo mal feito, mas ela, com o pouco tempo dos finais de semana fazia ainda pior! E saia para o trabalho já cansada, irritada pela demora dos filhos em tomarem o café, pegarem seus materiais da escola, onde ela os deixaria, e pensando em tudo que a esperava na volta. Estava nesses pensamentos quando o interfone toca e ela atende:

 

_ Queria falar com a senhora, procuro trabalho em casa de família.

Seu primeiro impulso foi dizer que não precisava dela, mas quando olhou para a mesa...

 

_ Vou conversar com você.

 

Era nova, perto dos trinta anos, não tinha referências, pois era sua primeira tentativa como empregada doméstica. Mas seus olhos transmitiam paz e seu sorriso bondade.

 

Ela resolveu experimentar o trabalho da Graça, o nome da empregada. Tomaria todos cuidados necessários para não ser surpreendida em furtos. A moça trazia sua pequena bagagem e ela a acomodou num quartinho da área de serviço, no meio de roupas para passar, brinquedos, ferramentas e vassouras, e tudo o que não queria dentro de casa.

 

Graça a cada dia a surpreendia em seu trabalho e sempre com o mesmo olhar e sorriso. Aos poucos tudo ficou em ordem, organizado e limpo. As crianças estavam mais tranqüilas, alegres, o marido participante das questões dos filhos, ajudava-os com as lições e aos seus pedidos, até rezava junto com eles ao deitarem, as orações que Graça os ensinara. 

 

Ela estava feliz, tinha agora algum tempo só para si, coisa que desde o nascimento do primeiro filho se tornara impossível. Graça depois de um tempo passou a fazer as compras de supermercado, a ajudar as crianças se preparem para a ida à escola e passou a leva-las também. Mas ela continuou com todos os cuidados iniciais, ouviu o conselho das amigas para não amolecer com a empregada, pois isso a faria sentir-se necessária e relaxar no trabalho e também, não criar intimidades entre elas, ser sempre a patroa e ela, a empregada.

 

Num domingo, a família acordou e juntos foram tomar o café da manhã. Encontraram a mesa bem arrumada como sempre, bolo ainda quente, pães, sucos, frios e frutas, queijo, geléia e mel, mas estranharam a ausência da Graça. E surpresos perceberam que ela se fora...

.......................................................................

“Elias há de vir para repor tudo em ordem; digo-vos, porém, que Elias já veio; e não o reconheceram, mas fizeram dele o que quiseram.”  Matheus 17, 5-18, 11



Escrito por Hilda às 23h05
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HOJE É DIA DE LIMPEZA

Aproveitando a folga do sábado ela resolveu fazer limpeza nos armários de roupas. Não dá para continuar com gavetas superlotadas, cabides com mais de uma peça de roupa, e tudo espremido, concluiu e decidiu: Hoje vou avaliar peça por peça.

 

_ Esse vestido, usei somente duas vezes, uma no casamento da Laila e outra na festa de aniversário da Júlia, há três anos. Por que está ainda aqui se nem gosto dele? Quando comprei aprovei esse decote revelador, hoje nem me sinto bem nele. Ele me traz recordações do Júlio, lembro que comprei pensando em chamar sua atenção. E chamei e namoramos e me desiludi e o despachei e por que fiquei com o vestido?

 

Despacha o vestido...

 

_ E esse blaser justo que desconfio nem me sirva mais, como a calça marrom, como a saia de tecido imitando pele de cobra, a calça jeans de cintura alta e boca larga, o vestido justo no corpo com babado na bainha da saia, e esse, e aquele... por que estão ainda aqui? Por que a moda pode voltar? E se não voltar? Fora com elas ...

 

Agora os sapatos, todos guardados nas caixas como saíram das lojas.

 

_Ah... como gosto de sapatos!

 

Conto trinta e quatro caixas.

 

_Esse exame merece atenção, vou calçar um a um e avaliar. Salto grosso, alto e reto... meu tornozelo parece ainda mais fino!

 

Separa três com saltos do mesmo tipo.

 

_Como usei eles? As botas não, essas continuam, são eternas enquanto durarem. A sandália vermelha... usei em um verão com as pernas bronzeadas e unhas feitas, lembro que seu salto, apesar de não muito alto, não é confortável, dificulta o andar, mas é tão sensual com essas tirinhas finas... mas hoje estou mais prática, quero conforto, fora ... Nossa, e esses bicos finos e compridos! Meu pé parece bem maior que os trinta e sete que uso, que já é grande comparado ao tornozelo, fora os quatro! O chanel preto de salto fino, fica, gosto, é clássico e é confortável. Esse está com o couro ressecado, esse está bem usado, aquele também ... fora.

 

Sobraram dezenove pares.

 

_ Assim que der já posso comprar modelos novos!

 

Agora ela parte para as bolsas, das treze fica com seis. Depois as bijuterias...

 

_ Pra que guardo essas meias-calças que nem uso mais e não pretendo usar?

 

O armário ficou lindo, dava para ver as roupas, seria bem mais fácil escolher o que vestir, ela concluiu. Colocou saches perfumados e sentiu-se bem, afinal, nesses últimos anos já mudou de médico, de namorados, de cabeleireiro, de assinaturas de revista e de tantas outras coisas, porque as roupas ela guardou tanto tempo?  

_ Que se vão para os que precisem, e que levem com elas todas as lembranças, pois se são necessários trecos para recorda-las é porque não vale a pena lembra-las...



Escrito por Hilda às 01h26
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VOU TE CONTAR...

Que às vezes sou lesa

Em outras sou sabida.

Que às vezes sou rápida

Em outras sou lerda.

Logo não posso dizer, que sou esperta.

 

Que reconheço ser complexa,

E algumas vezes simples.

Que constantemente erro,

Mas às vezes, acerto.

Logo não posso dizer, que sou perfeita.

 

Que gosto de belezas,

E fujo de feiúras.

Que torço pelo Santos,

E contra seus adversários.

Logo não posso dizer, que não tenho opinião.

 

Que gosto de criar mistérios,

Mas muitas vezes me revelo.

Que não sei mentir,

Mas sei bem, omitir.

Logo não posso dizer, que sou sempre transparente.

 

Que viver é mais que bom,

Apesar dos dias negros.

Que ser mulher é presente da vida,

Apesar da TPM e dos saltos altos.

Logo não posso dizer, que meus dias são todos felizes.

 

Que o horizonte é o limite do infinito,

E o hoje é o limite do tempo.

Que o que sei fazer, fiz,

Mas tenho que fazer o que não sei.

Logo não posso dizer, que não preciso aprender.

 

Que já te contei muito,

E deixo coisas pra outro post.

Que escrever é necessidade,

E que gosto quando me lê.

Logo não posso dizer, que esse blog me desagrada.



Escrito por Hilda às 23h55
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Hoje colaboro no blog Águas  da Vida, Clique Aqui para ler.



Escrito por Hilda às 23h45
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A DANÇA DA VIDA

 

A Dança da Vida – EDWARD MUNCH

Ela criança, é gostar de carinhos, de atenções e afagos com vontades feitas, é sentir-se a dona dos adultos à sua volta... ou é o iniciar de frustrações futuras. 

Ele criança, é gostar de correr, de liberdade, de amigos parceiros nas brincadeiras... ou é cobiçar e não ter.

 

Ela adolescente, é romantismo puro, paixão e revolta, é se sentir mulher sem ser, é sonhar... ou é começar a errar o caminho.

 

Ele adolescente, é a descoberta do sexo que ocupa quase todos seus sentidos, é o sentir-se poderoso, quase um super-homem, é sonhar... ou procurar o proibido.

 

Ela jovem, é a descoberta de ser mulher, é usar da sensibilidade e sensualidade, é descobrir seu poder sedutor, é enfrentar desafios, é se mostrar capaz, é sonhar... ou perder oportunidades.

 

Ele jovem, é a descoberta de suas fraquezas, é a luta para crescer e vencer e é, principalmente, reconhecer o domínio do sexo sobre ele, é sonhar... ou optar pelo mais fácil.

 

Ela adulta, é aprender a ser múltipla, é procurar amor, é participar do mundo, é colher frutos ou carregar pedras, é buscar, é sonhar... ou maldizer escolhas.

 

Ele adulto, é assumir a tradição do macho, é não chorar, é parecer uma fortaleza, é procurar uma parceira e, muitas vezes, ser iludido pelo sexo, é carregar pedras, é sonhar... ou sofrer calado.

 

Ela e Ele adultos com experiências boas ou ruins, é aproveitar, é aceitar, é recomeçar, é se rebelar é disfarçar...

 

Quem toca a música dessa dança?

 



Escrito por Hilda às 01h11
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PELA BELEZA DO SER

E para deleite dos olhos.

 

Observando as pessoas pelas ruas, shoppings, praias, restaurantes, igrejas, feiras-livres, supermercados, teatro, festas -as de casamento, principalmente- , velórios e em todo lugar que se possa ir e encontrar pessoas, vejo a necessidade urgente da criação de uma lei que obrigue todos que trabalhem na confecção de roupas e modelos delas, a determinarem a idade para a qual ela é indicada. Como as roupas infantis que trazem na etiqueta: xx anos. Nas dos adultos deverá ser indicada a faixa etária, por exemplo: válido para dos 15 à 18 anos ou, para de 20 até 35 anos, e ainda a ressalva ao peso, à altura, assim: até xx quilos e para altura superior a essa e até aquela. Valendo para roupas femininas e masculinas, não pensem o senhor que está lendo que o excluo dessa obrigatoriedade, não senhor. As camisas e camisetas deverão dizer nas etiquetas, além da faixa etária permitida ao modelo delas, qual a circunferência da barriga limítrofe, por exemplo: até tantos metros de circunferência abdominal. Idem para calças, bermudas, sungas e similares, nada de colocar abaixo do abdome deixando o barrigão folgado. E como será lei, multa a quem descumprir o estabelecido.

 

Os modismos também precisam ser regulamentados. Piercing no umbigo, somente até os dezoito anos, completando esses anos, joga-se fora a argolinha, ou o brilhantinho falso ou o que for. Pena de reclusão domiciliar as que ousarem usar um desses artefatos quando a lei da gravidade já se mostra presente em seu abdome... ninguém merece ver isso!

 

E isso não pode ser julgado como censura ao livre direito do ser humano, não! Porque todo direito de liberdade individual vai até onde não invada a liberdade e o bem-estar de outro. E convenhamos, quem gosta de ver feiúras? E não se pode andar pela vida de olhos fechados, não é? Nossos olhos querem ver belezas, por isso a natureza é bela, por isso os homens nascem belos... é só dar uma pequena contribuição de orientação no uso das vestimentas para que continuem belos pelos anos. 

 

Quer dizer, para o ser humano passar pela vida com a beleza que nasceu, claro que precisa de outras orientações, essas são somente para nossos olhos... depois discutiremos outros pontos, ok?

 



Escrito por Hilda às 00h19
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O "PO" de NOVO

Os Quatro Homens

 

_ Estou encantada! Você me convenceu, conquistou minha confiança!

 

Já era o quarto com quem ela se entende e na esperança que seja o último.

_ Por que é tão difícil encontrar um que satisfaça, se pergunta?

 

Lembra que com o primeiro, sem experiência, confiou plenamente. Acreditou em suas palavras, deu-lhe total liberdade, como fora tola, hoje constata.

 

Não aprendeu e com o segundo agiu igual, esse lhe pareceu íntegro, capaz e logo lhe entregou as chaves que abria todos seus domínios. Outra decepção e ainda com perda financeira de suas poucas economias, que ele levou sem o menor constrangimento. Como mulher sofre, pensou na ocasião! A gente acredita facilmente nas conversas deles!

 

Ao procurar o terceiro, se deu um tempo, um tempo de reflexão sobre o que queria, como seria, de que forma se realizaria. Planejou tudo, nos mínimos detalhes, não erraria mais. E quando foi apresentada a ele propôs um tempo de experiência, queria conhece-lo no dia-a-dia. Analisou suas qualidades, sentiu seu desempenho e concluiu que esse era o homem que estava procurando. Quando tudo se tornou oficializado, novamente a decepção.

 

E agora está em detalhes com o quarto! 

Com esse agiu como com o terceiro: experiência anterior, vivência prévia e acrescentou um pedido de garantias. Ele teve que apresentar bens que ficariam sobre sua custódia, para o caso de rompimento do trato entre eles, quer seja por incompatibilidade de personalidades, ou desgaste no relacionamento, ou por fraco desempenho.

 

_ Você não vai se decepcionar comigo, acredite, lhe diz o quarto.

_ Então vamos pro quarto, quero que veja tudo que lhe aguarda.