Casa da Sogra - Aqui vale falar de tudo!


A DESENHAR...

O traçado do perfil não é o mais importante e nem ativa a imaginação dela. Qualquer perfil existente na natureza pode ser humano, animal, vegetal ou mineral. É somente um perfil onde o que importa é a proporção, a perspectiva, o ambiente. Depois do traçado inicial começa seu delírio em cores ou preto e branco.

 

Pura magia de viagens ao desconhecido.

 

Embrenha-se por florestas, sente o espírito da natureza que habita seu meio. Nos verdes o aroma da clorofila parece exalar do papel, papel que um dia foi da floresta. A dureza das pedras e o brilho do sol nelas refletidos e criados por suas mãos. O pôr do sol a fascina com suas sombras projetadas na planície, cria tons de cores diversas, descobre zonas sem luz, escuros. Nas flores é a beleza a dona de suas emoções, as inventa em mil e uma cores e formas, ditadas pelos sentimentos do momento. De repente é uma formiga que caminha por entre folhas secas, vence desafios, enfrenta perigos, briga pela sobrevivência a procura de alimentos... que saciem a fome do espírito.

 

Mas é na figura humana que se aprofunda em viagens a si mesma. Nelas transfere seus sentimentos, investiga sua alma. Um gesto desenhado é revelador de uma ação e até de suas emoções e também, o delinear expressivo da boca é um dos detalhes que usa para dizer o que lhe vai na alma, mas os olhos, ah... os olhos, o olhar. Eles são as palavras de seu inconsciente inscritas no desenho.

 

Ela desenha sua vida, como a quer, ou como a sente, ou como a mostra.

 



Escrito por Hilda às 00h04
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VERDE QUE TE QUERO AZUL

Ter verde é sempre buscar o azul.

E com o azul olvidar o verde.

Azul o querer eterno.

Em nuances, em tons e semitons

Vibrantes ou esmaecidos, mas presente.

E ganhar vida azul.

 

O azul fugitivo.

Frágil,

Pede resguardo

Do ataque amarelo

Que o transforma no verde.

Verde que em calmaria

Aguarda o retorno do azul,

Na paz da alma esverdeada.

 



Escrito por Hilda às 08h51
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CRÔNICA DE UMA CRÔNICA

Em sua última crônica, “Há Orgasmos Soltos no Ar” (Leia Aqui), Arnaldo Jabor fala de uma suposta solidão sexual masculina existente hoje, apesar de toda liberação conquistada. Refere-se ao vibrador usado por algumas mulheres, por solidão, por curiosidade, por prazer, pouco importa. Com sua linguagem e idéias peculiares, Jabor generaliza o uso e concluí que eles, os homens, estão sendo substituídos pelo vibrador, que não é somente usado como “consolo”, mas por opção das mulheres. Saudosista, relembra os pecados e as proibições que enfeitavam as vidas amorosas masculinas. Afirma que as mulheres, em suas ânsias de independência tornaram-se fálicas, bem mais que eles, e os deixaram solitários sexuais e ainda pergunta: "Quem pode competir com seus parceiros portáteis?"

 

Na verdade, ele usa o vibrador como analogia das mudanças de costumes, da permissividade da vida atual, da amoralidade, da decadência das artes, da corrupção política que se aceita pacificamente e ainda é acrescida da afirmação “todos roubam”, como um fato normal.

 

Admiro a inteligência de Jabor, sua criatividade, a capacidade de observar a vida e seus movimentos, mas comete erros ao analisar o sucesso, ficcionista ou não, do vibrador. Por exemplo, chega até a fantasia de que no futuro, já que tecnologia não anda para trás, criarão um vibrador que discutirá a relação dele com a sua dona mulher! Nesse ponto ele deveria ter percebido que o cenário que criou para sua crônica desmoronava, aí ele denota saber bem o que as mulheres esperam dos homens.

 

Sim, pois se no futuro acontecer de muitas mulheres darem preferência ao vibrador com detrimento aos homens, não será por necessidade de afirmação, ou por guerra dos sexos, ou por qualquer outro motivo e sim, porque talvez os homens ainda não tenham entendido que a única mudança que aconteceu nas mulheres é que hoje, elas sabem o que querem e reivindicam suas necessidades e seus direitos. Pois como diz Jabor, “ele foi educado para achar que as mulheres eram românticas apenas por conseqüência do desejo masculino”.

 

Nada disso Jabor, somos é sensíveis, amamos e não romanceamos, hoje nos conhecemos sem os cabrestos usados pelas nossas mães, sabemos ser mulher amante e mulher mãe e mulher profissional e mulher amiga.



Escrito por Hilda às 23h05
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RIR É PRECISO

Rir ao despertar pro dia ficar feliz.

Rir para terra e criar raiz.

Rir para o sol e sentir seu calor.

Rir para toda beleza.

Rir com prazer sempre que viver um prazer.

Rir até da dor, assim ela perde o ardor.

Rir dos erros para não mais cometê-los.

Rir dos medos e dos obstáculos do caminho.

Rir dos desafios para vencê-los.

Rir para o pão, sem culpa.

Rir com e para os amigos.

Rir para o amor.

Rir de elogios e...

Rir também das críticas.

Rir da incompreensão.

Rir para o espelho.

Rir para mim, pois estou sorrindo para você!



Escrito por Hilda às 23h25
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PAIXÃO SEGUNDO A FANTASIA - VII

Orgulho combina com Paixão ou Amor?

 

O primeiro dia foi fácil, a revolta e a mágoa ajudaram, sentiu-se livre, nem correu quando o telefone tocou. No segundo alguma coisa já estava diferente. No terceiro dia se perguntou: “Onde está a revolta que sentia?” e atendeu o celular e o telefone logo após o primeiro toque. Quarto dia acionou toda sua força de vontade e continuou no trajeto diferente do costumeiro, não ligou pra ele e nem mandou mensagem. Antes de dormir se cumprimentou: “Muito bem, você foi forte, ele tem que aprender!” No quinto perdeu a conta das vezes que pesquisou o celular, a secretária eletrônica e a caixa de e-mail a procura de mensagens dele, mas no fim do dia, novamente se saudou. No sexto dia, à noite, ela corre atender ao telefone e seu coração dispara, é ele. Gentil e genericamente, como se fossem bons amigos e nada tivesse acontecido, simplesmente lhe pede umas informações sobre um livro que ela lera, se é interessante, quem é o autor... ela pensa, aliás seu maior defeito é pensar demais,  que é só uma desculpa dele pra falar com ela e depois de informar sobre o livro, pergunta a ele se já entendeu que esteve errado, que a magoou. Novo desentendimento e fim da conversa de modo ríspido. O sétimo dia foi igual ao primeiro, o oitavo igual ao segundo, o nono igual ao terceiro, mas o décimo dia foi diferente do quarto, a noite ao deitar percebeu que poucas vezes pensou nele, no décimo quinto dia, deu de ombros e pensou: azar dele, não sabe tudo que eu queria lhe dar... e saiu com as amigas aberta a novos conhecimentos. Enquanto ele... lia o livro e pensava nela, mas com seu orgulho intacto!

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Escrevi essa historinha e depois fui pesquisar sobre orgulho... encontrei  algumas citações que me levaram a refletir, principalmente nos personagens que criei, onde ela se queixa de mágoas e pede a ele que se desculpe pelos seus atos que a feriram de alguma forma. Porém o orgulho dele não o permite reconhecer seus erros. E ela, está certa em apontar os erros dele? Foram os questionamentos que me surgiram após ler algumas citações e, principalmente essa:

 

Se queres ser amado, sê modesto; se queres ser admirado, sê orgulhoso; se queres as duas coisas, usa externamente a modéstia e internamente o orgulho. Mas o próprio orgulho pode ser modesto, raramente se deixando ver e nunca se deixando ouvir.

Nunca provar que um homem está errado; ele não o perdoará nunca. O «nada fazer» é uma das coisas mais preciosas do mundo; frequentemente vale muito o nada fazer e é sempre uma boa coisa o nada dizer. Ninguém deve mostrar-se ansioso de proclamar a verdade. Aceitando as convenções que a sociedade estabelece, gozamos um pouco de liberdade dentro das suas leis; isso nos permitirá tudo, se o fizermos com elegância e não o andarmos a proclamar.

Will Durant, in 'Filosofia da Vida'

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Vivendo e Aprendendo... como gosto disso!

Paro aqui a série “Paixão Segundo a Fantasia”, se surgir alguma idéia relativa ao tema, retorno a ela.

 



Escrito por Hilda às 00h01
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PAIXÃO SEGUNDO A FANTASIA - VI

Sonho, Fantasia, Paixão e Amor

 

Somos mesmo seres complexos com todas essas emoções vivendo em nós.

 

Não adianta negar, os sonhos habitam todas as mentes. Sonhos tanto de amor como de posses e poder. Eles decoram a vida, são os enfeites dela, o colorido e o que nos impulsiona pelos dias. Toda realização humana nasce de um sonho. Mas nem todos os sonhos se realizam, pois não sonhamos uma realidade e sim, uma possibilidade. Ou então sonhamos devaneios, como se assistíssemos um filme, ou lêssemos uma ficção onde somos o personagem principal.

 

E os sonhos de amor juvenis e mesmo adultos? Será que somente mulheres ouvem uma música romântica ou lêem um poema e se transportam para um mundo de amor? Mas se homens escrevem poemas e compõem músicas românticas, devem também viver esses sonhos, não é? Senhor leitor, passo a palavra a você...

 

Pois é, todos sonhamos. Temos uma vida vivida e alguns, como eu, uma vida sonhada e nessa, somos e temos o que desejamos, desfilamos por ela seguros, amados, felizes e ela nos alegra e motiva e até nos molda para a vida vivida. Você não tem sua vida sonhada? Então, meu amigo ou amiga, está na hora de criar uma!

 

Sonhos não são fantasias, no sonho não está a realidade, quando muito está em planos para uma realidade, nunca a ilusão de ser real. Na fantasia vê-se uma realidade que não existe, é como o mundo infantil do “faz de conta que é verdade” e nele, até acontece o “foram felizes para sempre”. As fantasias são fruto de nossa carência emocional e normalmente são desejos fugazes.   Fantasias são as mentiras que contamos a nós mesmo, são delírios que interferem na realidade, pois não existem.

 

Sonho com Amor

E enquanto sonho,

Vivo.

 

Paixão com Fantasia

Sonho em delírio da realidade

Compenso frustrações,

Por um tempo

Que pára a vida.

 



Escrito por Hilda às 00h15
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PAIXÃO SEGUNDO A FANTASIA - V

Amor ou Paixão?

 

Várias vezes falei ou escrevi, e outros também, que paixão é diferente de amor. Que paixão é alimentada pela fantasia e que é eterna enquanto dura (Vinicius de Moraes). Sim, sei que não são iguais, por isso hoje quero vasculhar os arquivos na minha memória de vivências e observações e ver se encontro claramente, a diferença entre estas duas emoções inerentes ao ser humano.

 

Paixão é ficar fora do centro, é fogo que arde por dentro, é tiranizante ao provocar ciúme descomunal pelo medo da perda “do ser objeto da paixão”. Seus sentimentos são mais intensos do que profundos. Nela, não acontecem altruísmos e renúncias, ela traz em seu contexto, o egoísmo.

 

A paixão monopoliza a vida do indivíduo na direção de um único ser, o qual passa a ocupar os pensamentos e as ações relegando ao segundo plano tudo mais. É muito difícil a uma pessoa perdidamente apaixonada, perceber a personalidade de quem ama, a força da paixão turva a avaliação do amado. Lembro que li sobre estudos científicos que determinaram o prazo em que o organismo humano consegue viver neste estado de paixão, em torno de dois anos. Também fiquei sabendo de outros estudos científicos onde foi comprovado que pacientes depressivos, tratados com medicamentos que estimulam a produção do neurotransmissor responsável pelo bom humor, a Serotonina, dificilmente se apaixonam, quer dizer, quanto menos depressiva a pessoa, menos fantasias criadas por carências, logo, menos paixões arrebatadoras!

 

Agora a escolha é sua, quer viver paixões? Torne-se um depressivo! É fácil, basta que não perceba o que a vida te dá, não reconheça os amigos, não saiba apreciar um anoitecer e outras belezas da natureza e também, preocupe-se somente com você e ignore os demais à sua volta, ah...e não coma chocolate, pois ele ativa a produção de Serotonina.

 

O amor, ah o amor! Amor é nobre e puro, é paz, é tranqüilo, “aquece a alma” como diz a canção. O amor não exige, não escraviza, amar é desejar a felicidade do ser amado e, ao contrário da paixão, é altruísta, não egoísta. O amor é um só, é o mesmo amor de pais, amor de amigos, amor entre seres humanos.

 

Sei, sei... deve estar pensando, onde essa teórica amorosa das “arábias”, vai colocar a sensualidade, o desejo e o prazer sensual? 

 

Sim, na paixão a vida sexual é como ela, intensa, não precisa de estímulos, a paixão sobrevive enquanto houver desejo e acaba junto com ele. Quando acontece o primeiro “hoje não, estou com dor de cabeça” ou o “hoje estou cansado”, encare a realidade, a paixão já era.

 

No amor, a cumplicidade, o companheirismo, a intimidade, os carinhos, as descobertas mútuas, aquele falar pelo olhar, na alegria pelo simples fato de estar junto e o querer a felicidade do outro, desperta a paixão no amor e acontece o desejo e o prazer com seus momentos de “calor e intensidade”.

 

Vamos Amar...?

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Para Complementar:

 

Paixão: Sentimento ou emoção levados a um alto grau de intensidade."
"Amor: Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem"


(Buarque de Holanda Ferreira, Aurélio - Novo Dicionário Aurélio

 



Escrito por Hilda às 23h57
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PAIXÃO SEGUNDO A FANTASIA - IV

E segundo minha visão...

 

Paixão é acordar e continuar sonhando pelo dia. Alegria desmedida é o maior sinal, é como exibir um cartaz dizendo: Vivo uma paixão! É tornar-se gentil com todos, amar o mundo sem restrições. O corpo responde e se faz atraente, voluptuoso. Nelas, atrai olhares e desperta desejos com seus gestos lânguidos e provocantes. Neles, estimula o conquistador e aumenta sua auto-estima. O que inicia a paixão e a alimenta?

 

O primeiro olhar é o que acende a chama. Pode ser um olhar normal, mas quem é focado por ele pode interpretá-lo segundo sua fantasia alimentada por sonhos ou carências. E o jogo de sedução acontece, se tiver sucesso, o sonhador ganha a atenção e talvez até o coração do eleito por sua fantasia. E...?

 

A fantasia pode acontecer com os dois, cada um vendo no outro tudo que necessita para ser feliz. E quem segura uma carga dessas? Difícil! E acontecem os desencontros, os desencantos, a realidade... E partem para novas buscas.

 

O mais sofrido é quando um cria a fantasia, mas também enxerga no outro os pontos que não fazem parte dela e os aceita, numa avaliação de “custos e benefícios” e o outro só vê sua fantasia. Com o choque entre a realidade de um e a fantasia pura do outro, rapidamente a paixão do fantasioso acaba, e a outra parte realista, amarga a recuperação de suas energias sentimentais.

 

O amor acontece quando a realidade de um se identifica com a fantasia do outro, nos dois sentidos. A fantasia é a realidade do par, um tem a dar ao outro o que esse necessita e acontece o amor até que a morte os separe. Matematicamente falando, a probabilidade do evento “amor pra sempre” ocorrer é de 1:6, isto é, aproximadamente, 17% de chance de sucesso.

 

Então, o que está esperando? Mãos a obra, dezessete por cento de chance, é uma boa probabilidade!

 



Escrito por Hilda às 01h10
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PAIXÃO SEGUNDO A FANTASIA III

Então...

Era amor ela sentia, via refletir nele seus sonhos, seus prazeres, também suas expectativas, seus modos e preferências.

 

Assim...

Ele também nela se refletiu e festejaram o encontro. Valorizavam os minutos em procura mútua.

 

Quando...

A identidade se confirmou forte, sensual e racional... Deram-se em entrega completa, em jura eterna.

 

Tanto...

Em análises se confrontaram como quanto se amaram. E tudo se pintou de azul e rosas floresceram.

 

Entretanto...

Vitoriosa ela conquistou o prêmio. Um curso no exterior, correu ao amado relatar... que sentenciou, eu ou o curso.

 

Portanto...

A paixão não superou a razão. Triste ela partiu. Ele, pelo amor que conheceu, agradeceu. E por um tempo a tristeza o acompanhou.

 



Escrito por Hilda às 00h08
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PAIXÃO SEGUNDO A FANTASIA - II

Conheci uma história que igual, somente havia visto em ficções e resolvi contar à você.

 

Num encontro recente, na casa de uma tia que comemorava seu aniversário junto às amigas e familiares, conheci uma mulher e sua história. O primeiro contato com a mulher já foi interessante. Antes de ir cumprimentar minha tia, fui ao shopping comprar um presentinho pra ela, resolvi olhar as águas e cheiros perfumados da loja Boticário, sou super indecisa para presentear, me preocupo em não deixar minhas preferências falarem mais alto que o perfil da pessoa que quero agradar. Estava escolhendo o cheiro ou que produto compraria, quando ouvi a vendedora dizer a uma mulher que uma certa água perfumada era do agrado de senhoras perto dos oitenta anos, como minha tia. A mulher decidiu-se pela tal água e eu comentei que também procurava algo pra uma senhora de idade igual, ela gentilmente aconselhou-me a levar a mesma água. Enquanto aguardava a vendedora terminar de atendê-la, fiquei pesquisando as prateleiras e acabei optando por outros produtos, a verdade, aquela tal água não me agradou nem um pouco e pensei: “Como ofertar uma coisa que não gosto? Assim também não!”.

 

Sacola de presente na mão abracei apertado essa tia que adoro e também minhas primas, cumprimentei as amigas dela presentes e desconhecidas para mim, uma a uma e cheguei na mulher que encontrei na loja. Rimos da coincidência e contei-lhe que meu presente foi diferente. Como não sei ficar em nenhuma reunião em grupos apartados de outros, procuro conversar com todos, pois conhecer pessoas para mim, é um grande aprendizado e também um prazer. Acabei chegando na mulher da loja, simpática, esfuziante, parecia de bem com a vida, uma mulher bonita em seus sessenta e alguns anos. Disse isso a ela que após um tempo me confidenciou que agora estava mesmo voltando a ser alegre, pois há três anos ficara viúva e sentia saudades profundas do companheiro que teve, por quarenta anos, e com quem fora muito feliz.

 

A surpresa despertou minha atenção, pois confesso a você que desconheço uma relação de mais de dez anos onde os companheiros ainda se amem com paixão. Vejo muitos casais com anos de convívio e sempre percebo que estão ainda juntos por acomodação, por hábito, ou pelos filhos, ou pela sociedade, ou pela situação financeira, demonstrando claramente, que se suportam, pois há muito a fantasia foi desmascarada pela realidade, apesar de que, quando idosos melhoram o relacionamento, já que um fica dependente do outro para preencherem as solidões.

 

Ela contou-me que não houve uma manhã dos dias que viveram juntos, que ele ao acordar não lhe dissesse:

_Você lembra-se que a amo? E ainda repetia durante o dia...

 

Todos os dias ela encontrava bilhetes apaixonados em algum lugar da casa, que ele deixava antes de sair para o trabalho. Quando ele viajava só, por compromissos, era ela quem colocava bilhetinhos de amor no meio das roupas da mala que ele levava.

 

Disse-me, com os olhos lacrimejando pelas lembranças afloradas, que ele foi sua paixão, seu amigo, seu amante, um pai extremoso e um companheiro sempre presente em todos os momentos que precisou de um ombro. E que após sua morte encontrou um bilhete dele, onde dizia que seu final estava próximo, consolando-a e dizendo que sabia que partiria para um lugar de felicidade, mas que para ele não seria novidade, pois conheceu o céu ao seu lado...

 

Hoje, ela disse, sente-se reconfortada, pois foi imensamente feliz, tem todas as lembranças para consolá-la e agora está aprendendo a viver com ela mesma e com as recordações.

 

Depois minha tia confirmou-me que os dois viveram mesmo apaixonados.

 

Passei a acreditar que existe Paixão Segundo o Amor, mas que são poucos que a encontram!

 



Escrito por Hilda às 00h09
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PAIXÃO SEGUNDO A FANTASIA - I

Foram sete meses em Londres. Estagiário em uma indústria automobilística para conhecer o projeto de lançamento de um novo modelo de carro que também seria desenvolvido aqui. Encontrou-a logo no início de sua estadia londrina e apaixonaram-se na certeza de que o destino os reservara um para o outro até aquele dia. Sim, ele nunca havia sentido nada semelhante por outra mulher, ela era perfeita, por mais que procurasse defeitos não encontrava. Viam-se diariamente e a despedida era sempre dolorosa, esperavam ansiosos os finais de semana em que as vinte e quatro horas dos dias seriam vividas a dois, em passeios pelos parques e ruas divertindo-se com os artistas anônimos que se apresentavam pelas calçadas, em visitas a museus, em teatros ou simplesmente trancados no pequeno apartamento dele, se amando e ouvindo música. Dias que nunca ele esquecerá, assim como a dor da despedida.

 

Para tentar afugentar a saudade foram muitos telefonemas, conversas pela Internet, e-mails diários, fotos que vinham e iam pelas ondas dos provedores. Ela terminaria o curso que fazia em um ano e viria morar com ele. Como o tempo foi lento nesses meses para ele, que jura não ter sido somente doze, devem ter sido bem mais se dizia. Como doeu... não conseguiu se interessar por outra, teve algumas aventuras sexuais necessárias, mas jurava a ela que não, que a esperava cheio de amor para dar...

 

O dia em que a encontrou no aeroporto foi, ele garante, o dia mais feliz até aquela data, assim como os dias do primeiro ano juntos, enquanto ela se adaptava ao país e fazia curso de língua portuguesa e se submetia a entrevistas até conseguir o primeiro emprego de tradutora.

 

Ele já não a encontrava a sua espera na volta pra casa, muitas vezes era obrigada a trabalhar até mais tarde, as diferenças culturais começaram a ser notadas por ele, assim como seus hábitos...

 

 Menos de dois anos juntos e ele se pergunta o que viu nela, o que dizer a ela e o que fazer com sua vida... 

 

Observação: Baseado em caso real.

 



Escrito por Hilda às 00h16
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SEGUNDA-FEIRA

Não gosto de rotinas e escrever sobre segunda-feira tornou-se rotina aqui, então hoje nada de falar dela. Ontem, nasceu em minha mente uma idéia de iniciar uma série e nada melhor que uma segundona para inícios, não é? Principalmente porque a idéia surgida impediu qualquer outra de se manifestar. Juro que tentei. Abri o Word e a página em branco ficou me desafiando e só o tema que pretendo desenvolver na série é que surge, então capitulei e me disse, ok... desenvolva a idéia e arque com as conseqüências.

 

Ah, você quer saber o tema da série? Está bem, conto qual  é: “Paixão Segundo a Fantasia”.

 

Comecei pensando em o que é ser amante. Qualquer amante, amante de artes, amante de esporte, amante da natureza, e claro o, ou a Amante, aquele ou aquela que ama um homem ou uma mulher. E me perguntei, por que será que quem ama coisas, ou atividades, ou seres não humanos, ama para sempre? E até se aperfeiçoa nesse amor, estuda-o, às vezes coleciona exemplares, dedica a ele as horas possíveis e muitas vezes, até as roubadas de compromissos. Não conheço quem deixasse de gostar de algo que um dia foi amante, pode até ter abandonado temporariamente o prazer, mas assim que puder, retorna a ele.

 

Por que não se ama para sempre da mesma forma, alguém que um dia foi paixão, foi perfeição, foi resposta pras preces, foi enlevo, habitou os pensamentos, despertou e realizou desejos, volúpias e êxtases? Por que a realidade nossa pelos dias, provoca desentendimentos, desilusões, discussões e acontece o sofrido adeus?

 

Dentro de mim só encontrei uma resposta, baseada em minhas vivências, nas observações e pelas revelações trocadas com homens e mulheres:

 

Amamos o que criamos com a visão de nossas carências, de nossas esperanças, inventamos o amado, ou a amada, fabricamos a fantasia e nos apaixonamos por ela, até reconhecermos que ela somente existe em nossos sonhos. 

 

Isto é, Paixão Segundo a Fantasia! 

Espero que as idéias surjam boas, pra te entreter. Tenha uma semana mais que feliz!



Escrito por Hilda às 23h22
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TANTO E QUANTO

Desenho em Bico de Pena e Lápis Aquarela

 

Sou tanto pedra quanto flor.

Sou tanto e não quanto, amar.

Sou tanto erro e não, quanto acerto.

Sou tanto racional quanto sonhadora.

Sou não tanto dócil e sim, quanto controle.

Sou tanto eu como quanto nós.

Sou tanto pedir perdão como quanto perdoar.

Sou tanto vibrante quanto indiferente.

Sou tanto angústia quanto felicidade!

 

Quanto e não sei tanto me conheço, portanto me desconheço.

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Bom Final de Semana.

Quer seja Tanto de sol, Quanto de chuva.

 



Escrito por Hilda às 00h09
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O PONTO FINAL

Ontem, a partir de uma escrita, pensei nele, no ponto final, e senti a amplidão do significado e da importância do ponto final.

 

Por que ao ouvir essa expressão logo pensamos no sinal gráfico que determina o fim de uma frase? Será somente na frase que colocamos ponto final?

 

O “adeus” é um ponto final de uma relação. Às vezes o adeus é trocado por ofensas que passam a ser o ponto final. Existem os pontos finais unilaterais e os bilaterais. Os unilaterais são os mais difíceis e sofridos para quem o recebe, já para quem o coloca muitas vezes é até alívio, e dane-se quem foi marcado com ele. E o que falar do ponto final mudo em um relacionamento? Aquele em que um simplesmente some. Já os bilaterais são desenhados em comum acordo e sim, às vezes também podem doer um pouco, mas nada muito sofrido.  

 

O ponto final é uma das armas mais poderosa que possuímos. Deveríamos usá-lo com parcimônia e não sair pela vida colocando pontos finais intempestivos, ponto final na esperança, na inocência, na moral, na justiça, na integridade e hombridade, no amor.

 

Pontos finais bem delineados são sinais necessários em qualquer tipo de relação, seja ela amorosa, ou de amigos, ou profissionais, ou de negócios. Tudo tem começo meio e fim, e nesse precisa acontecer o ponto final claro, explícito e sem deixar dúvidas.

 

Existem os pontos finais que deveriam ser obrigatórios: na falsidade, no sofrimento, no desperdício, na amoralidade, no egoísmo, na impunidade, na injustiça, nos julgamentos, nas ofensas físicas ou não, nos atos violentos e na corrupção, até recebermos o ponto final definitivo da vida...



Escrito por Hilda às 23h43
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MINHAS PREVISÕES ASTROLÓGICAS PARA 2007

Estudei as futuras posições dos astros no céu dos dias de 2007, observei as constelações que determinam os signos e também seus planetas regentes, calculei as distâncias entre eles para cada signo. Usei cálculos trigonométricos e diferenciais para saber a inclinação da reta traçada entre o planeta regente e a constelação de um signo. Essa inclinação determina um ângulo em relação à superfície terrestre e que óbvio, se modifica no decorrer do dia e do ano pelos movimentos da Terra e dos astros, e influencia nos acontecimentos e nas posturas da vida das pessoas.

 “Nessa cor estarei falando com meu eu.”

Será que estou sendo convincente? Espero... fiz o melhor que pude, vai que algum jornal, ou revista me contrate. Afinal, todos tem um espaço destinado a horóscopos “infalíveis” e sei de muita mulher que não sai de casa antes de ler o seu. Também muito homem, sei muito bem disso, nem adianta negar!

 

Vamos às previsões onde cito as tendências dos nascidos em cada signo durante o ano 2007:

 

Áries - 21/03 a 20/04 - Regente: Marte

Você estará meio manhoso e melindroso, mas em fase produtiva... cuide-se para não errar na produção. ( Já pensou produzir o que não quer, aí terá razão para as manhas.)

Touro - de 21/04 a 20/05 - regente: Vênus

Finalmente você vai acreditar um pouco em si mesmo, já estava na hora, hein? Vai enfrentar a balança, o chefe e até com quem divide a cama, se tiver esse alguém. (Ficarei distante de qualquer taurino!)

Gêmeos - de 21/05 a 20/06 - regente: Mercúrio

Má notícia pra você, geminiano, se não aprender a relaxar vai passar o ano brigando até com tua sombra. Lembre-se que você não é nada importante para o mundo ficar contra você, ok? (Juro que nada tenho contra você, geminiano!)

Câncer - de 21/06 a 22/07 - regente: Lua

É o tempo certo para se olhar por dentro e abrir a guarda para receber idéias novas e melhorar espiritualmente e se aprimorar como ser humano. E sair do mundo da Lua, o da Terra é bem melhor pra você. (Mas que é bom dar uma voltinha na Lua de vez em quando, isso é!)

Leão - de 23/07 a 22/08 - regente: Sol

Irá sair da postura de “sua majestade O Sol ou O Rei da Selva” e mudará a acomodação no relacionamento, pois nele, o começo não é o fim da busca. Quer moleza? Sente-se num pudim, oras! (Se fosse comigo...)

Virgem - de 23/08 a 22/09 - regente: Mercúrio

Nesse ano terá que aprender a não entrar em discussões, pois sairá perdendo. O período é propício à criatividade então, mãos a obra, seja criativo e consiga que seu salário dure até o próximo chegar. (Depois me ensina, ok?) 

Continua no Post Abaixo



Escrito por Hilda às 23h08
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CONTINUAÇÃO

Libra - de 23/09 a 22/10 - regente: Vênus

Você estará sujeito a chuvas e trovoadas em seu sistema emocional, pois terá tendências a introspecção e vai conhecer arquivos ocultos de sua mente. Não os delete, não fuja, sairá desse ano melhor, vai ver. (Apesar de não ser também desse signo, quero acessar os meus!)

 Escorpião - de 23/10 a 21/11 - regente: Plutão

Vigor físico e mental, decisão e audácia. Explore seus talentos, eles serão reconhecidos, aplaudidos e recompensados financeiramente. O amor estará presente. Aproveite e faça tudo que tiver vontade. (É o meu, é o meu, é o meu... viva!)

Sagitário - de 22/11 a 21/12 - regente: Júpiter

Marte vai transmitir forte energia e finalmente te fará ser decisivo e menos medroso. Aproveite para resolver antigos “sapos engolidos”. (Espero não ter feito ninguém desse signo deglutir sapinhos)

Capricórnio - de 22/12 a 20/01 - regente: Saturno

Tentará nesse período, remover situações que criou por comodismo ou insegurança ou por desatenção. A tendência é continuar agindo de acordo com suas idéias e sua auto-estima, e vai permanecer dando com os “burros n’água” ao persistir assim. Fique atento. (Hunn... difícil, hein?.)

Aquário - de 21/01 a 19/02 - regente: Urano

Franqueza excessiva criará atritos em relações mais íntimas. Deixe de ser o “dono da verdade”, o “crítico”. Se tiver coisas entaladas na garganta, cuspa-as no lugar apropriado. (Putss.. eu não quero um aquariano por perto esse ano!)

Peixes - de 20/02 a 20/03 - regente: Netuno

Irá continuar teimoso e nem para as reclamações afetivas vai voltar atrás. Azar teu vai ficar sozinho, então aproveite e organize seus pensamentos. (Que tal ir pra uma ilha deserta, hein?)

 

Acreditem em minhas previsões, tem horas, dias e meses de estudos para chegar nelas e em nenhuma delas fui tendenciosa ou me deixei levar pelos conhecimentos de perfis amigos, ou inimigos, ou de ex’s qualquer coisa, são pura e simplesmente a interpretação da linguagem da conjunção de astros sempre levando em consideração a zênite e não a nadir. Ciência pura! 

 



Escrito por Hilda às 23h03
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