Casa da Sogra - Aqui vale falar de tudo!


MINHA DIFÍCIL COEXISTÊNCIA

 

Coexistir é gratificante, alegre, feliz, mas também é sofrido. Muitas vezes me perguntei: “Se todos temos um corpo semelhante, salvo as diferenças de sexo, por que a compreensão, as reações, as emoções, as atitudes, as interpretações são exclusivas em cada um?”.

 

Deve ser por isso que criaram leis de direitos e deveres, religiões com seus dogmas, educação, cultura com toda sua gama de variedades, políticas administrativas, propriedades privadas... mas não resolvem meu problema de coexistir.  De que adiantam todas essas normas construídas se as interpretamos pelo nosso sentido? Só são respeitadas aquelas de enunciados diretos, que não sofrem a interferência da interpretação pessoal e que, em caso de desobediência, geram castigos.

 

O que mais interfere e me faz sofrer hoje, em meu coexistir, é a arrogância. O excesso de orgulho, de vaidade pessoal que levam um arrogante a se considerar apto e com direito de julgar e condenar a todos, menos a ele próprio, pois aos seus olhos, é perfeito, é digno. Sei que já fui uma arrogante, mas não das mais aficionadas, que fique claro, e só deixei de ser ao sentir tudo que a arrogância me fez perder. Derrotá-la tornou-se meu exercício diário e passei a praticar a difícil arte da humildade, um dia consigo.

 

Outro ponto que dificulta minha coexistência é a falsidade. A mentira é coisa que não aceito sob hipótese alguma. Às vezes penso que fico tão indignada com mentiras por não saber mentir, confesso que já tentei, mas me denunciei facilmente. No exercício da aprendizagem de humildade, procuro aceitar as pessoas como elas são, também entender os atos dos outros quando me atingem e procurar em mim, o que fiz para despertar as atitudes ofensivas, porque hoje entendo que ninguém me ofende porque sou boazinha. Já mentiras que descubro, pra essas não possuo um botão de controle para ser acionado, não entendo mentira e não desculpo. Mentiu, morreu na minha coexistência.

 

Amar é a melhor forma de coexistir e também um dos geradores de conflitos. É incrível como um sentimento tão prazeroso, tão sublime, tão intenso, pode trazer tanto sofrimento.

Para mim, os causadores das dores de qualquer tipo de amor são a arrogância com seu egoísmo inerente e a falsidade, por isso é que coloco sobre eles minhas dificuldades na coexistência.

 

É... mas difícil, duro, doido ou não, preciso coexistir para não criar um mundinho meu, solitário, vazio e triste...

 



Escrito por Hilda às 23h12
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MEU CURRÍCULO

- Por orientação de livros e mestres, sou formada em matemática com cursos de extensão universitária e de pós-graduação.

 - Também com orientação de artistas renomados, livros e observações de obras concluí três cursos de artes visuais.

- Com orientação de duas médicas e também em livros e pesquisas pela Internet, recebi certificado de Programação Neurolinguística.

- Outros cursos de atividades variadas, como política, flores de seda, papel machê, culinária, efeitos decorativos para paredes, maquiagem... por aí.

- Atualmente participo, e sei que enquanto viver freqüentarei, o curso de Erros e Acertos, com orientação da vida.

 

Nesse curso atual sou expert em Erros. Sem falsa modéstia digo que sou das melhores alunas. Consigo erros novos, sou criativa, nunca repito os já cometidos e minha facilidade de criar não se esgota, até parece que com a prática ela fica mais atuante. Vários finais de ano letivo recebi medalha de “Honra ao Mérito” pelo desempenho. Minha média aritmética nessa disciplina está próxima da nota máxima: 9,7. Desconfio que logo chegarei à nota 10!

 

Já na disciplina Acertos, confesso que várias vezes fui reprovada e quando não acontecia a reprovação, ficava em recuperação e era no sufoco que conseguia média para ser aprovada. Minha média aritmética nessa matéria era de 3.4. Até que resolvi usar a matemática para obter acertos.

 

Passei a aplicar lógica matemática:

 

Se a = b e b = c então a = c.

 

Exemplo de um acerto usando essa lógica:

 

Se João gosta de Maria e Maria gosta de mim, então João também me gosta e como gosto de Maria e Maria gosta de João, também gosto de João. A lógica diz tudo e eu não percebia ou não queria ver. Quando conquisto o amor de alguém, tenho que levar o pacote todo e não somente o amor, e no pacote estão todas as individualidades de cada um: os amigos, as preferências, as obrigações, as manias. É verdade que se um amor gostar de dormir agarrado no lustre, ou de degustar perninhas de aranhas fritas, não irei acompanhá-lo nessas preferências, mas ouvirei os relatos de suas emoções, de seus prazeres.  

 

Se a + b = 0 então a = -b ou b = -a. Isto é, a e b são inversos.

 

João quer o amor de Maria e ao mesmo tempo não aceita sua personalidade, implica com o que chama de arrogância, com suas preferências e se esforça para modificá-la segundo sua forma de viver, enquanto Maria por sua vez, pensa que pode moldá-lo ao seu modo de vida. Claro que a soma desse João com essa Maria tem resultado nulo. Hoje, nem penso em modificar nada em alguém, se é meu inverso, dou tchau...

 

Com essas e outra lógicas e também com o olhar para as belezas do mundo igual ao que aprendi com as artes visuais, melhorei minha média de acertos que agora é de 5,6.

 

Interessados em meus conhecimentos, me contatem por aqui. Obrigada pela atenção.

 



Escrito por Hilda às 00h44
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TEMPO

TEMPO QUE TE QUERO TEMPO

Hoje penso no tempo e enquanto o tempo ocupa meus pensamentos o tempo foge. Tempo é escorregadio, não consigo segurá-lo, às vezes num instante, penso que consegui e no mesmo instante, sinto as mãos vazias. Foi-se o tempo...

 

Tempo... tudo é determinado por tempo, somente ele mesmo não tem um tempo, é o tempo sem tempo de existência.

 

Agora surge uma dúvida, sem nada que determinasse o tempo, como anos, meses, semanas, dias, horas e suas frações, a vida não seria mais fácil?  Sem tempo para tudo... hora de acordar, de trabalhar, dia de contar mais um ano na idade aliás, para que idade? A claridade do sol e o tempo em que a lua clareia o céu ou mesmo sem sua claridade, somente a escuridão, todo esse tempo sem marcação de horas, com vida espontânea, livre para amar, gozar, aprender, conviver, trabalhar, cair e levantar...

 

Como é angustiante sentir que o instante passou enquanto pisquei e nesse instante, somente pisquei, e os instantes instantâneos continuam e se vão e me deixam o instante presente e somente pisco novamente e sinto a tristeza em saber que perdi instantes preciosos da minha vida, piscando. Não piscarei mais.

 

Olhos fixos, atentos, pálpebras firmes, sinto e vivo todos os instantes, nenhum mais escapa à minha observação e participação...

 

De nada adiantou, não dominei o tempo, ele continua em fuga e eu no encalço dele...



Escrito por Hilda às 23h54
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LIVROS QUE LI - BRINCADEIRA LITERÁRIA

Recebi a tarefa de meu amigo, o poeta que admiro, J. Vitor do blog Um Poema de Vez em Quando

Alguns a chamam de desafio, não a encaro assim, acho mais que é uma interação entre os blogueiros amigos, uma forma de ampliarmos a comunidade virtual da blogosfera, e ainda ser apresentada a livros e autores. A tarefa consiste em contarmos quais os últimos cinco livros que lemos e passar essa tarefa a outros cinco amigos blogueiros. Os meus são:

O Perfume – Patrick Süskind  - Conta a história de um homem que possui um olfato excessivamente apurado, mas não possui cheiro própio. História instigante com final surpreendente.

Doze Contos Peregrinos – Gabriel Garcia Marques

Histórias de solidão que García Márquez soube criar, mais uma vez, com maestria. Em todos os contos o autor apresenta a solidão com bom humor.

O Homem Duplicado – José Saramago - Usando personagens duplos, já muito usados na literatura, Saramago faz uma narrativa onde cria questões ligadas a identidades, aparentemente simples, mas que se revelam de difícil solução. É um romance de reflexão, pois os personagens são espelho um do outro e espelho, serve para isso mesmo, para refletir. O livro, editado no Brasil, conservou a linguagem corrente em Portugal por vontade do autor.

Felicidade Clandestina – Clarice Lispector  - Clarice escrevia por fragmentos que depois montava, escrevia aos arrancos, transcrevendo um ditado interior. As estruturas clássicas não faziam parte desse ditado, seu olhar passava por cima de regras, quase voraz em sua busca da essência. Esse livro bem o demonstra... ( Marina Colosanti – jornalista e escritora)

A Semente da Vitória – Nuno Cobra (leitura atual) - Chegar ao cérebro pelo músculo e ao espírito pelo corpo. A filosofia de Nuno Cobra que tem a magistralidade suprema do desenvolvimento de todo potencial humano. (Editor)

 

Quero citar também os livros de simples diversão:

 O Código Da Vinci de Dan Brown e Melancia, de Marian Keyes

 

Nomeio os amigos blogueiros para darem seqüência a essa “corrente” literária:

 

A.S. do Poliedro;

Odele do Oficina de Palavras;

Luis Sousa do Reflexos da Alma;

Margri do Bric À Brac

Pétala Gaúcha do Por Entre Pétalas;

 

Vou deixar em aberto aos amigos blogueiros que me visitam, para que se quiserem divulgar essa “brincadeira” e também participarem. Muitos deles já estão na corrente, mas quem sabe podem indicar outros livros...

 



Escrito por Hilda às 01h18
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FOI ASSIM

Descobriram a imensidão do mar e o infinito do céu azul.

Foi assim, comparando seu amor.

 

Viajaram até as estrelas, aqueceram-se como ao sol.

Banharam-se em rios de correntezas acariciantes.

Foi assim que sentiram as emoções.

 

Conheceram as intempéries.

Foi assim, como elas, que se desentenderam.

 

Aprenderam a somar, diminuir, multiplicar e dividir.

Foi assim, que resolveram conflitos.

 

Ouviram a voz do vento que mostra a leveza de coisas.

Foi assim, que souberam pesar o necessário.

 

O amanhecer de novo dia lhes mostrou o renovar.

Foi assim, que aprenderam o perdão.

 

Colheram rosas perfumadas.

Foi assim suas maturidades.

 



Escrito por Hilda às 23h15
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SE TIVER...

SE TIVER QUE HAVER ADEUS

 

Se houve amor, houve paixão ou houve amizade,

Que seja adeus sem rancor.

 

Se tiver que haver adeus,

Que seja adeus suave.

 

Se tiver que haver adeus,

Que seja adeus generoso e deixe as lembranças felizes.

 

Se tiver que haver adeus,

Que seja adeus piedoso e destrua recordações tristes.

 

Se tiver que haver adeus,

Que seja adeus sem lágrimas.

 

Se tiver que haver adeus,

Que seja adeus que leve o que lhe foi ofertado.

 

Se tiver que haver adeus,

Que seja adeus com abraço amigo.

 



Escrito por Hilda às 19h47
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CRIANDO DICIONÁRIO

Depois de pensar sobre a palavra Prelúdio, num dos textos abaixo e já antes ter sentido que existem palavras mentirosas, como: nunca, jamais... Resolvi que aos poucos criarei meu dicionário, o chamarei de “Dicionário Segundo Minha Emoção”. Hoje me detenho na palavra “Consensual”

 

Consensual: Adj. 2 g. 1. Relativo a consenso; 2. Dependente de consenso.

Sei o significado de consenso, mas reproduzo pra não ficar dúvida:

Consenso. Substantivo Masculino. 1. Conformidade, acordo ou discordância de idéias, de opiniões.

 

Então querem que eu aceite que consensual tem a ver com consenso? Consenso é uma palavra que quase me causa náuseas. É chata... quem já participou de algum tipo de encontro onde o objetivo é obter o consenso para algum ponto conflitante, sabe bem o que digo: é maçante, gera discussões, animosidades, quem cede em nome do consenso sai com a sensação de derrota e quem defendia o que foi aprovado por consenso, sente-se vitorioso, ou então faz-se uma composição das várias opções em questão e saem todos desagradados.. Consenso não é preto nem branco, nem de qualquer outra cor, é neutro, apagado. Não é redonda nem quadrada, é simplesmente chata. Ainda bem que é masculina, nada a ver com as femininas mesmo, nisso pelo menos concordo com a lingüística.

 

A ortografia para essa definição, deveria ter sido essa palavra, consensal, bem melhor. “Com sem sal” definiria muito bem o tal de consenso, com ou sem sal, tanto faz é ruim de qualquer jeito. Muito mais verdadeira do que consensual.

 

 A própria lingüística já se perde ao classificar consensual como adjetivo comum aos dois gêneros. Como assim? Se ela tem a ver com consenso e esta é masculina, como o consensual é para o masculino e o feminino? Não existe lógica e na vida tudo tem lógica, percebe-se ou não, mas tem.

 

Veja a sonoridade dessa palavra, pronuncie calmamente “com sensual”. Agora me diz, lembrou monotonia, coisa desagradável? Duvido, ela é sonora, agradável, gostosa de falar, relembra perfume, sonhos, nota-se a delicadeza feminina nela.

 

A definição que constará do meu dicionário será:

 

Consensual. Com respeito aos sentidos, com erotismo, com volúpia.

 



Escrito por Hilda às 00h20
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PROCURO

 

Há tempos o conheci, me encantei e o perdi...

Ele é como o ar e a água, sufoca e areja, afoga e salva.

É música e canto dos pássaros, também o ruído do trovão.

É a natureza.

Não é razão ou lógica, é pura emoção impelida pela paixão.

É complexo, enigmático, sem endereço, sem prazo, é atemporal.

Sua incerteza fere, mas não mata e suas dúvidas são atrozes.

Tem o riso e a ternura infantil e também o sorriso da Monalisa.

Sente seu fim e carrega a certeza de seu renascer

levando seu medo, sua fantasia e sua alma.

Muda de protagonista, de local, de história

 e renasce jovem e lindo.

É o tudo e é o nada e, principalmente, ele é o meio.

 

Procuro pelo...

 

AMOR.

 



Escrito por Hilda às 00h34
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