Casa da Sogra - Aqui vale falar de tudo!


TALVEZ A GENTE SE ENCONTRE...

Num encontro marcado,

Ou numa esquina da vida

Ao acaso.

Quem sabe no ocaso.

Ou no sonho,

Ou no além...

 

Que fiquem minhas pegadas,

As marcas que deixei,

Guarde as que avaliaste boas

E as ruins, deixe o vento apagar.

 

Até um dia...

 



Escrito por Hilda às 23h18
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E AGORA JOÃO?

O tempo criança acabou e nem gastou todas lágrimas. E agora João, vai chorar essas lágrimas ou vai levar pro caixão? Chora João, chora, vai ficar mais leve, vai reviver a criança, chora João.

 

E agora João?

A juventude se foi e deixou sonhos juvenis. E agora João, vai buscar os sonhos ou vai jogá-los ao chão? Sonha João, sonha, vai viver mais feliz, vai relembrar o jovem, sonha João.

 

E agora João?

O final deixou gosto amargo. E agora João, vai procurar caminhos ou vai aceitar a desilusão? Muda João, muda, vai se fazer mais forte, vai se aprender, muda João.

 

E agora João?

O amor eterno acabou. E agora João, vai recomeçar ou vai viver sem paixão? Ame João, ame, vai ser feliz de novo, vai se entregar verdadeiro, ame João.

 

E agora João?

A velhice chegou de repente. E agora João, vai viver a maturidade ou vai clamar por compaixão? Viva João, viva, vai estar no futuro do passado, vai colher o que plantou, viva João.

 



Escrito por Hilda às 23h07
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DANCEI...

Dancei, dancei e dancei...

 

E pelo chão esvoacei,

Rodopiei,

Rodopiei e de exaustão cai,

Cai ao chão.

Ao chão pelos anjos clamei,

E chorei,

Chorei e novamente dancei.

 

Dancei, dancei e dancei.

 

Flutuei,

Flutuei e voei

E ao céu cheguei.

Cheguei e procurei,

Procurei e aos anjos perguntei,

Onde está o que encontrei,

Em tempos que amei.

 

Dancei, dancei e dancei.

 

E a terra retornei,

Retornei e entendi

Que realidade ao anjo mostrei,

Realidade esquecida.

Agora revivida.

 

Dancei, dancei e dancei.

 

O amor reencontrei,

Reencontrei e compreendi,

Não estar abandonada.

E sim... muito lembrada.

Amada.

 

E dancei, dancei, dancei ...

 



Escrito por Hilda às 23h59
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IGUAL À SEGUNDA-FEIRA...

É ir ao dentista.

É cerveja morna que na sede engole-se e até agradece.

É comida sem temperos.

É sexo sem amor e sem atração.

É dirigir carro em dia de chuva.

É dizer não querendo dizer sim.

É rir das piadas sem graça do chefe.

É ser educado quando se é ofendido.

É olhar o ponteiro da balança.

É aceitar o imutável que te entristece.

Resumindo... é tudo que for desagradável, mas necessário.

 

Mas a segunda-feira também pode ser...

 

Um novo tempo que se inicia.

A realização do que se planejou.

A vitória da vida.

Uma surpresa como qualquer outro dia.

A expectativa que antecede o prazer do final da semana.

Pode até ser, o dia mais feliz da sua vida!

 

Segunda-feira, o modo de vivê-la só depende de você, se a quer feliz, veja as felicidades dela, passeie por ela, livre e leve, sem comparações ou com pré-concepções desfavoráveis. Enfrente-a que ela se intimidará e o alegrará!

 



Escrito por Hilda às 23h19
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PORQUE SOU MULHER...

Muito bom ser mulher!

Sou mulher por isso posso chorar quando a emoção pedir; posso ser sensível e também vaidosa. Posso ter, no sexo, a volúpia que quiser mostrar. Posso ter todos os “xiliques” que quero ou forem necessários. Posso ser intuitiva e arriscar sempre. Posso mudar de penteado, de estilo de roupa. Posso fazer todas as manobras possíveis no trânsito. Não troco pneus de carro e não conserto nada. 

 

Juro que não vou falar de modo enaltecedor, em poder gerar no ventre um ser e dar a luz a ele. Isso é conversa para poetas. Vou dizer que sim, é uma experiência maravilhosa, mas aplaudo as palavras da Madona após o nascimento de sua primeira filha: “A natureza fez uma terrível sacanagem com as mulheres!”. 

 

Posso educar filhos homens para serem sensíveis, e filhas mulheres, prontas para enfrentar o mundo. E para todos os filhos, também posso indicar o caminho da ética, da bondade, do amor.

 

Também posso assistir novelas, chorar com histórias tristes e discutir economia, ser racional e romântica ao mesmo tempo. Posso gostar de futebol e de fazer tricô. Posso sim, entender e gostar de política e de fofocas e papo furado e fútil, com as amigas. Posso ser misteriosa, é sugestivo. Posso ser mística. Posso ler horóscopos. Posso ler todas as revistas, femininas, masculinas, de negócios e de atualidades.

 

Ser mulher é ter perseverança, dedicação, lutar com garra e fazer o que for preciso pelo que quer. É perceber o momento certo, necessário, para usar manhas e artimanhas, ser frágil e dengosa. É saber receber amor, saber acreditar nele, e conseguir não ficar pedindo confirmação desse amor (será mesmo?).

 

Quer saber? Cansei de escrever porque se continuar, preencherei páginas e páginas ...

 



Escrito por Hilda às 00h24
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AGRADECIMENTOS

Quero agradecer à vida, mas não vou ficar agradecendo saúde, acertos, sucessos, amores...nada disso, bem ao contrário.

 

Agradeço os erros, sim erros, pois eles me ensinaram a acertar.

Agradeço as traições que me mostraram realidades.

Agradeço a dor que me ajudou a valorizar momentos sem ela.

 

Vida, obrigada pelos tempos de tristeza, depois deles vivo intensamente os felizes.

Vida, obrigada pelas ofensas que recebi, pois me ensinaram a ser paciente.

Vida, obrigada pelos desamores que valorizaram os amores.

Vida, obrigada pelas doenças, pois aprendi a cuidar da saúde.

 

Obrigada inimigos! Vocês me ensinaram a amar amigos!

Obrigada chuva que me faz amar o sol!

Obrigada derrotas que incentivaram minhas vitórias!

Obrigada cor cinza por me mostrar a beleza das cores.

 

Valeu rotina! Para fugir de você desenvolvi criatividades!

Valeu obrigações maçantes! Por vocês as horas de lazer ficaram sublimes!

Valeu trabalho, você criou o prazer do descanso!

Valeu maturidade, vi que me manter criança é necessário!

 

Vida, obrigada ... Vida valeu... agradeço pelas lições!

 



Escrito por Hilda às 10h55
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COMO DEFINIR...

O infinito.

O sabor da Coca-Cola.

A esperança sem otimismo.

O agora, se cada segundo é um agora.

O amor.

A crueldade não sendo loucura.

O perfume da rosa.

A sensação da cor.

O espírito.

A extensão de um amor.

O prazer do chocolate.

A atração entre dois seres humanos.

O amanhã

A loucura.

O deslumbramento.

A medida da inteligência.

O inacessível.

A consciência.

O oculto.

A inspiração.

O ser humano.

A preferência da maioria, diferente da nossa.

 

Inexiste um projeto básico para o homem verdadeiro, uma essência definidora do homem, porque cada um se define a si mesmo e assim, é uma verdade para si.”

 

Soren Aabye Kierkegaard , filósofo dinamarquês (1813-1855)

 



Escrito por Hilda às 23h57
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DEPOIS DA FESTA

Antes do grande acontecimento é dedicação exclusiva, é eterno pensar em detalhes que agradam e dão prazer, é sonhar com a felicidade, é fantasiar loucuras.

 

A festa acontece esplendorosa, alegria fácil, felicidade imensa, é viver intensamente todos os momentos.

 

Até o adeus que finaliza a festa.

 

Ao olhar os restos da festa, como terra ressequida, extenuada e com pouca vida, o espírito sente os primeiros sinais da partida da companheira dos dias de preparação e do dia da realização, a euforia.

 

O despertar para a nova realidade traz o desânimo extenuante, como se algo tivesse sido arrancado do âmago. As mãos se mostram vazias, o pensamento não se fixa em nada, somente a falta do que passou se manifesta.

 

A mim, tudo que é intenso demais sobrevém o tédio quando acaba...

 

Pode ser uma festa, um projeto a ser realizado, um relacionamento...  

 

Mas o tempo destrói o tédio, restaura a vida e conserva as marcas...

 



Escrito por Hilda às 23h51
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SER BELO E SER FEIO

SER BELO E SER FEIO

 

O ser é belo e o ser é feio, todos.

O lado belo resplandece e esconde o feio.

Ama-se o ser belo até o ser feio se mostrar.

E quem viu o ser feio, olvida o ser belo

Como se somente fosse um ser belo.

Não é!

Ninguém é um ser belo integralmente.

 

Ser belo é ser generoso

Ser feio é ser arrogante

Ser belo é ser indulgente.

Ser feio é ser julgador.

Ser belo é ser amor,

Ser feio é ser amor egoísta.

Ser belo é ser humilde.

Ser feio é ser presunçoso.

 

Na maturidade o ser belo e o ser feio transparecem o ser belo e o ser feio do espírito, moldado pelos ser belo e ser feio praticados pela vida. Porque esteticamente, a juventude é bela e a velhice é feia e o amor não tem idade e é a cada dia mais, um ser belo de ser...

 



Escrito por Hilda às 23h28
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SE...

Se a luz do entendimento apagar,

Se o amor me trair,

Se o número da balança aumentou,

Se a festa pede acompanhante,

Se quiser partilhar alegria,

Se esquecer quem sou,

Se dúvidas surgirem,

Se a saudade nascer no peito,

Se quiser rir e contar novidades,

Se atos políticos me perturbarem,

Se criar algo e precisar de opinião,

Se o vaso florir,

Se fizer um bolo,

Se o desejo de abraçar surgir...

 

Procuro pelos amigos!

 



Escrito por Hilda às 10h18
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MINHA DIFÍCIL COEXISTÊNCIA

 

Coexistir é gratificante, alegre, feliz, mas também é sofrido. Muitas vezes me perguntei: “Se todos temos um corpo semelhante, salvo as diferenças de sexo, por que a compreensão, as reações, as emoções, as atitudes, as interpretações são exclusivas em cada um?”.

 

Deve ser por isso que criaram leis de direitos e deveres, religiões com seus dogmas, educação, cultura com toda sua gama de variedades, políticas administrativas, propriedades privadas... mas não resolvem meu problema de coexistir.  De que adiantam todas essas normas construídas se as interpretamos pelo nosso sentido? Só são respeitadas aquelas de enunciados diretos, que não sofrem a interferência da interpretação pessoal e que, em caso de desobediência, geram castigos.

 

O que mais interfere e me faz sofrer hoje, em meu coexistir, é a arrogância. O excesso de orgulho, de vaidade pessoal que levam um arrogante a se considerar apto e com direito de julgar e condenar a todos, menos a ele próprio, pois aos seus olhos, é perfeito, é digno. Sei que já fui uma arrogante, mas não das mais aficionadas, que fique claro, e só deixei de ser ao sentir tudo que a arrogância me fez perder. Derrotá-la tornou-se meu exercício diário e passei a praticar a difícil arte da humildade, um dia consigo.

 

Outro ponto que dificulta minha coexistência é a falsidade. A mentira é coisa que não aceito sob hipótese alguma. Às vezes penso que fico tão indignada com mentiras por não saber mentir, confesso que já tentei, mas me denunciei facilmente. No exercício da aprendizagem de humildade, procuro aceitar as pessoas como elas são, também entender os atos dos outros quando me atingem e procurar em mim, o que fiz para despertar as atitudes ofensivas, porque hoje entendo que ninguém me ofende porque sou boazinha. Já mentiras que descubro, pra essas não possuo um botão de controle para ser acionado, não entendo mentira e não desculpo. Mentiu, morreu na minha coexistência.

 

Amar é a melhor forma de coexistir e também um dos geradores de conflitos. É incrível como um sentimento tão prazeroso, tão sublime, tão intenso, pode trazer tanto sofrimento.

Para mim, os causadores das dores de qualquer tipo de amor são a arrogância com seu egoísmo inerente e a falsidade, por isso é que coloco sobre eles minhas dificuldades na coexistência.

 

É... mas difícil, duro, doido ou não, preciso coexistir para não criar um mundinho meu, solitário, vazio e triste...

 



Escrito por Hilda às 23h12
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MEU CURRÍCULO

- Por orientação de livros e mestres, sou formada em matemática com cursos de extensão universitária e de pós-graduação.

 - Também com orientação de artistas renomados, livros e observações de obras concluí três cursos de artes visuais.

- Com orientação de duas médicas e também em livros e pesquisas pela Internet, recebi certificado de Programação Neurolinguística.

- Outros cursos de atividades variadas, como política, flores de seda, papel machê, culinária, efeitos decorativos para paredes, maquiagem... por aí.

- Atualmente participo, e sei que enquanto viver freqüentarei, o curso de Erros e Acertos, com orientação da vida.

 

Nesse curso atual sou expert em Erros. Sem falsa modéstia digo que sou das melhores alunas. Consigo erros novos, sou criativa, nunca repito os já cometidos e minha facilidade de criar não se esgota, até parece que com a prática ela fica mais atuante. Vários finais de ano letivo recebi medalha de “Honra ao Mérito” pelo desempenho. Minha média aritmética nessa disciplina está próxima da nota máxima: 9,7. Desconfio que logo chegarei à nota 10!

 

Já na disciplina Acertos, confesso que várias vezes fui reprovada e quando não acontecia a reprovação, ficava em recuperação e era no sufoco que conseguia média para ser aprovada. Minha média aritmética nessa matéria era de 3.4. Até que resolvi usar a matemática para obter acertos.

 

Passei a aplicar lógica matemática:

 

Se a = b e b = c então a = c.

 

Exemplo de um acerto usando essa lógica:

 

Se João gosta de Maria e Maria gosta de mim, então João também me gosta e como gosto de Maria e Maria gosta de João, também gosto de João. A lógica diz tudo e eu não percebia ou não queria ver. Quando conquisto o amor de alguém, tenho que levar o pacote todo e não somente o amor, e no pacote estão todas as individualidades de cada um: os amigos, as preferências, as obrigações, as manias. É verdade que se um amor gostar de dormir agarrado no lustre, ou de degustar perninhas de aranhas fritas, não irei acompanhá-lo nessas preferências, mas ouvirei os relatos de suas emoções, de seus prazeres.  

 

Se a + b = 0 então a = -b ou b = -a. Isto é, a e b são inversos.

 

João quer o amor de Maria e ao mesmo tempo não aceita sua personalidade, implica com o que chama de arrogância, com suas preferências e se esforça para modificá-la segundo sua forma de viver, enquanto Maria por sua vez, pensa que pode moldá-lo ao seu modo de vida. Claro que a soma desse João com essa Maria tem resultado nulo. Hoje, nem penso em modificar nada em alguém, se é meu inverso, dou tchau...

 

Com essas e outra lógicas e também com o olhar para as belezas do mundo igual ao que aprendi com as artes visuais, melhorei minha média de acertos que agora é de 5,6.

 

Interessados em meus conhecimentos, me contatem por aqui. Obrigada pela atenção.

 



Escrito por Hilda às 00h44
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TEMPO

TEMPO QUE TE QUERO TEMPO

Hoje penso no tempo e enquanto o tempo ocupa meus pensamentos o tempo foge. Tempo é escorregadio, não consigo segurá-lo, às vezes num instante, penso que consegui e no mesmo instante, sinto as mãos vazias. Foi-se o tempo...

 

Tempo... tudo é determinado por tempo, somente ele mesmo não tem um tempo, é o tempo sem tempo de existência.

 

Agora surge uma dúvida, sem nada que determinasse o tempo, como anos, meses, semanas, dias, horas e suas frações, a vida não seria mais fácil?  Sem tempo para tudo... hora de acordar, de trabalhar, dia de contar mais um ano na idade aliás, para que idade? A claridade do sol e o tempo em que a lua clareia o céu ou mesmo sem sua claridade, somente a escuridão, todo esse tempo sem marcação de horas, com vida espontânea, livre para amar, gozar, aprender, conviver, trabalhar, cair e levantar...

 

Como é angustiante sentir que o instante passou enquanto pisquei e nesse instante, somente pisquei, e os instantes instantâneos continuam e se vão e me deixam o instante presente e somente pisco novamente e sinto a tristeza em saber que perdi instantes preciosos da minha vida, piscando. Não piscarei mais.

 

Olhos fixos, atentos, pálpebras firmes, sinto e vivo todos os instantes, nenhum mais escapa à minha observação e participação...

 

De nada adiantou, não dominei o tempo, ele continua em fuga e eu no encalço dele...



Escrito por Hilda às 23h54
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LIVROS QUE LI - BRINCADEIRA LITERÁRIA

Recebi a tarefa de meu amigo, o poeta que admiro, J. Vitor do blog Um Poema de Vez em Quando

Alguns a chamam de desafio, não a encaro assim, acho mais que é uma interação entre os blogueiros amigos, uma forma de ampliarmos a comunidade virtual da blogosfera, e ainda ser apresentada a livros e autores. A tarefa consiste em contarmos quais os últimos cinco livros que lemos e passar essa tarefa a outros cinco amigos blogueiros. Os meus são:

O Perfume – Patrick Süskind  - Conta a história de um homem que possui um olfato excessivamente apurado, mas não possui cheiro própio. História instigante com final surpreendente.

Doze Contos Peregrinos – Gabriel Garcia Marques

Histórias de solidão que García Márquez soube criar, mais uma vez, com maestria. Em todos os contos o autor apresenta a solidão com bom humor.

O Homem Duplicado – José Saramago - Usando personagens duplos, já muito usados na literatura, Saramago faz uma narrativa onde cria questões ligadas a identidades, aparentemente simples, mas que se revelam de difícil solução. É um romance de reflexão, pois os personagens são espelho um do outro e espelho, serve para isso mesmo, para refletir. O livro, editado no Brasil, conservou a linguagem corrente em Portugal por vontade do autor.

Felicidade Clandestina – Clarice Lispector  - Clarice escrevia por fragmentos que depois montava, escrevia aos arrancos, transcrevendo um ditado interior. As estruturas clássicas não faziam parte desse ditado, seu olhar passava por cima de regras, quase voraz em sua busca da essência. Esse livro bem o demonstra... ( Marina Colosanti – jornalista e escritora)

A Semente da Vitória – Nuno Cobra (leitura atual) - Chegar ao cérebro pelo músculo e ao espírito pelo corpo. A filosofia de Nuno Cobra que tem a magistralidade suprema do desenvolvimento de todo potencial humano. (Editor)

 

Quero citar também os livros de simples diversão:

 O Código Da Vinci de Dan Brown e Melancia, de Marian Keyes

 

Nomeio os amigos blogueiros para darem seqüência a essa “corrente” literária:

 

A.S. do Poliedro;

Odele do Oficina de Palavras;

Luis Sousa do Reflexos da Alma;

Margri do Bric À Brac

Pétala Gaúcha do Por Entre Pétalas;

 

Vou deixar em aberto aos amigos blogueiros que me visitam, para que se quiserem divulgar essa “brincadeira” e também participarem. Muitos deles já estão na corrente, mas quem sabe podem indicar outros livros...

 



Escrito por Hilda às 01h18
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FOI ASSIM

Descobriram a imensidão do mar e o infinito do céu azul.

Foi assim, comparando seu amor.

 

Viajaram até as estrelas, aqueceram-se como ao sol.

Banharam-se em rios de correntezas acariciantes.

Foi assim que sentiram as emoções.

 

Conheceram as intempéries.

Foi assim, como elas, que se desentenderam.

 

Aprenderam a somar, diminuir, multiplicar e dividir.

Foi assim, que resolveram conflitos.

 

Ouviram a voz do vento que mostra a leveza de coisas.

Foi assim, que souberam pesar o necessário.

 

O amanhecer de novo dia lhes mostrou o renovar.

Foi assim, que aprenderam o perdão.

 

Colheram rosas perfumadas.

Foi assim suas maturidades.

 



Escrito por Hilda às 23h15
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